<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210</id><updated>2011-11-15T14:00:23.353-03:00</updated><title type='text'>Artigos blog do Roberto Moraes</title><subtitle type='html'>Este espaço está destinado a hospedar artigos que serão publicados e divulgados no blog do Roberto Moraes e tem como objetivo estimular o debate de idéias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-5074433802523765110</id><published>2011-05-29T23:39:00.000-03:00</published><updated>2011-05-29T23:40:12.023-03:00</updated><title type='text'>Manifesto de professores formandos de português</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;“&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Desinformação e desrespeito na mídia brasileira&lt;/span&gt;” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;"Por alguma razão escondida dentro de cada um de nós que escrevemos esse texto tivemos como escolha profissional o ensino de língua (materna ou estrangeira). Por algum motivo desconhecido, resolvemos abraçar uma das profissões mais mal pagas do nosso país. Não quisemos nos tornar médicos, advogados ou jornalistas. Quisemos virar professores. E para fazê-lo, tivemos que estudar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estudar, para alguém que quer ensinar, tem uma dimensão profunda. Foi estudando que abandonamos muitas visões simplistas do mundo e muito dos nossos preconceitos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;Durante anos debatemos a condição da educação no Brasil; cotidianamente aprofundamo-nos sobre a realidade do país e sobre uma das expressões culturais mais íntimas de seus habitantes: a sua língua. Em várias dessas discussões utilizamos reportagens, notícias, ou fatos trazidos pelos jornais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Crescemos ouvindo que jovem não lê jornal e que a cada dia o brasileiro lê menos. A julgar por nosso cotidiano, isso não é verdade. Tanto é que muitos de nós, já indignados com o tratamento dado pelo &lt;em&gt;Jornal Nacional &lt;/em&gt;à questão do material &lt;em&gt;Por uma vida melhor&lt;/em&gt;, perdemos o domingo ao, pela manhã, lermos as palavras de um dos mais respeitados jornalistas do país criticando, na &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, a valorização dada pelo material ao ensino das diferentes possibilidades do falar brasileiro. E ficamos ainda mais indignados durante a semana com tantas reportagens e artigos de opinião cheios de ideias equivocadas, ofensivas, violentas e irresponsáveis. Lemos textos assim também no &lt;em&gt;Estado de São Paulo &lt;/em&gt;e nas revistas semanais &lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;IstoÉ&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vimos o &lt;em&gt;Jornal Nacional &lt;/em&gt;colocar uma das autoras do material em posição humilhante de ter que se justificar por ter conseguido fazer uma transposição didática de um assunto já debatido há tempos pelos grandes nomes da Linguística do país – nossos mestres, aliás. O jornalista Clovis Rossi afirmou que a língua que ele julga correta é uma “&lt;em&gt;evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras&lt;/em&gt;” e que os professores têm o baixo salário justificado por “preguiça de ensinar”. Uma semana depois, vimos Amauri Segalla e Bruna Cavalcanti narrarem um drama em que um aluno teria aprendido uma construção errada de sua língua, e afirmarem que o material &lt;em&gt;“vai condenar esses jovens a uma escuridão cultural sem precedentes&lt;/em&gt;“. Também esses dois últimos jornalistas tentam negar a voz &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;contrária aos seus julgamentos, dizendo que pouquíssimos foram os que se manifestaram, e que as ideias expressas no material podem ter sucesso somente entre alguns professores “mais moderninhos”. Já no &lt;em&gt;Estado de São Paulo &lt;/em&gt;vimos um economista fazendo represálias brutas a esse material didático. Acreditamos que o senhor Sardenberg entenda muito sobre jornalismo e economia, porém fica nítida a fragilidade de suas concepções sobre ensino da língua. A mesma desinformação e irresponsabilidade revelou o cineasta Arnaldo Jabor, em seu violento comentário na rádio CBN. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ficamos todos perplexos pela falta de informação desses jornalistas, pela inversão de realidade a que procederam, e, sobretudo, pelo preconceito que despejaram sem pudor sobre seus espectadores, ouvintes e leitores, alimentando uma visão reduzida ao senso comum equivocado quanto ao ensino da língua. A versão trazida pelos jornais sobre a defesa do “erro” em livros didáticos, e mais especificamente no livro &lt;em&gt;Por uma vida melhor&lt;/em&gt;, é uma ofensa a todo trabalho desenvolvido pelos linguistas e educadores de nosso país no que diz respeito ao ensino de Língua Portuguesa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pergunta inquietante que tivemos foi: será que esses jornalistas ao menos se deram o trabalho de ler ou meramente consultar o referido livro didático antes de tornar públicas tão caluniosas opiniões? Sabemos que não. Pois, se o tivessem feito, veriam que tal livro de forma alguma defende o ato de falar “errado”, mas sim busca desmistificar a noção de erro, substituindo-a pela de adequação/inadequação. Isso porque, a Linguística, bem como qualquer outra ciência humana, não pode admitir a superioridade de uma expressão cultural sobre outra. Ao dizer que a população com baixo grau de escolaridade fala “errado”, o que está-se dizendo é que a expressão cultural da maior parte da população brasileira é errada, ou inferior à das classes dominantes. Isso não pode ser concebido, nem publicado deliberadamente como foi nos meios de comunicação. É esse ensinamento básico que o material propõe, didaticamente, aos alunos que participam da Educação de Jovens e Adultos. Mais apropriado, impossível. Paulo Freire ficaria orgulhoso. Os jornalistas, porém, condenam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sabemos que os veículos de comunicação possuem uma influência poderosa sobre a visão de mundo das pessoas, atuam como formadores de opinião, por isso consideramos um retrocesso estigmatizar certos usos da língua e, com isso, o trabalho de profissionais que, todos os dias, estão em sala de aula tentando ir além do que a mera repetição dos exercícios gramaticais mecânicos, chamando atenção para o caráter multifacetado e plural do português brasileiro e sua relação intrínseca com os mais diversos contextos sociais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A preocupação dos senhores jornalistas, porém, ainda é comum. Na base de suas críticas aparecem, sobretudo, o medo da escola não cumprir com seu papel de ensinar a norma culta aos falantes. Entretanto, se tivessem lido o referido material, esse medo teria facilmente se esvaído. Como todo linguista contemporâneo, os autores deixam claro, na página 12, que “&lt;em&gt;Como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes, para que eles tenham mais uma variedade à sua disposição, a fim de empregá-la quando for necessário&lt;/em&gt;“. Dessa forma, sem deixar de valorizar a norma escrita culta – necessária para atuar nas esferas profissional e cultural, e logo, determinante para a ascensão econômica e social de seus usuários, embora não suficiente – o material consegue promover o debate sobre a diversidade linguística brasileira. Esse feito, do ponto de vista de todos que produzimos e utilizamos materiais didáticos, é fundamental. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sobre os conteúdos errôneos que foram publicados pelos jornais e revistas, foi possível ver que, após uma semana, as respostas dadas pelos educadores, estudiosos da linguagem e, sobretudo, da variação linguística, já foram bastante elucidativas para informar esses profissionais do jornalismo. Infelizmente alguns jornalistas não os leram. Mas ainda dá tempo de aprender com esses textos. Leiam as respostas de linguistas tais como Luis Carlos Cagliari, Marcos Bagno, Carlos Alberto Faraco, Sírio Possenti, e de educadores tais como Maria Alice Setubal e Maurício Ernica, entre outros, publicadas em diversas fontes, como elucidativas e representativas do que temos a dizer. Aliás, muito nos orgulha a paciência desses autores – foram verdadeiras aulas para alunos que parecem ter que começar do zero. Admirável foram essas respostas calmas, respeitosas e informativas, verdadeiras lições de Linguística, de Educação – e de atitude cidadã, diga-se de passagem – para “formadores de opinião” que, sem o domínio do assunto, resolveram palpitar, julgar e até incriminar práticas e as ideias solidamente construídas em pesquisas científicas sobre a língua ao longo de toda a vida acadêmica de vários intelectuais brasileiros respeitados, ideias essas que começam, aos poucos, a chegar à realidade das escolas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao final de anos de luta para podermos virar professores, ao invés de vermos nossos pensadores, acadêmicos, e professores valorizados, vimos a humilhação violenta que eles sofreram. Vimos, com isso, a humilhação que a academia e que os estudos sérios e profundos podem sofrer pela mídia desavisada (ou maldosa). O poder da mídia foi assustador. Para os alunos mais dispersos, algumas concepções que levaram anos para serem construídas foram quebradas em instantes. Felizmente, esses são poucos. Para grande parte de nossos colegas estudantes de Letras o que aconteceu foi um descontentamento geral e uma descrença coletiva nos meios de comunicação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A descrença na profissão de professor, que era a mais provável de ocorrer após tamanha violência e irresponsabilidade da mídia, essa não aconteceu – somente por conta daquele nosso motivo interno ao qual nos referimos antes. Nossa crença de que a educação é a solução de muitos problemas – como esse, por exemplo – e que é uma das profissões mais satisfatórias do mundo continua firme. Sabemos que vamos receber baixos salários, que nossa rotina será mais complicada do que a de muitos outros profissionais, e de todas as outras dificuldades que todos sabem que um professor enfrenta. O que não sabíamos é que não tínhamos o apoio da mídia, e que, pior que isso, ela se voltaria contra nós, dizendo que o baixo salário está justificado, e que não podemos reclamar porque não cumprimos nosso dever direito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Gostaríamos de deixar claro que não, ensinar gramática tradicional não é difícil. Não temos preguiça disso. Facilmente podemos ler a respeito da questão da colocação pronominal, passar na lousa como os pronomes devem ser usados e dizer para o aluno que está errado dizer “me dá uma borracha”. Isso é muito simples de fazer. Tão simples que os senhores jornalistas, que não são professores, já corrigiram o material &lt;em&gt;Por uma vida melhor &lt;/em&gt;sobre a questão do plural dos substantivos. Não precisa ser professor para fazer isso. Dizer o que está errado, aliás, é o que muitos fazem de melhor. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Difícil, sabemos, é ter professores formados para conseguir promover, simultaneamente, o debate e o ensino do uso dos diversos recursos linguísticos e expressivos do português brasileiro que sejam adequados às diferentes situações de comunicação e próprios dos inúmeros gêneros do discurso orais e escritos que utilizamos. Esse professor deve ter muito conhecimento sobre a linguagem e sobre a língua, nas suas dimensões linguísticas, textuais e discursivas, sobre o povo que a usa, sobre as diferentes regiões do nosso país, e sobre as relações intrínsecas entre linguagem e cultura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esse professor deve ter a cabeça aberta o suficiente para saber que nenhuma forma de usar a língua é “superior” a outra, mas que há situações que exigem uma aproximação maior da norma culta e outras em que isso não é necessário; que o “correto” não é falar apenas como paulistas e cariocas, usando o &lt;em&gt;globês&lt;/em&gt;; que nenhum aluno pode sair da escola achando que fala “melhor” que outro, mas sim ciente da necessidade de escolher a forma mais adequada de usar a língua conforme exige a situação e, é claro, com o domínio da norma culta para as ocasiões em que ela é requerida. Esse professor tem que ter noções sobre identidade e alteridade, tem que valorizar o outro, a diferença, e respeitar o que conhece e o que não conhece.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Também esse professor tem que ter muito orgulho de ser brasileiro: é ele que vai dizer ao garoto, ao ensinar o uso adequado da língua nas situações formais e públicas de comunicação, que não é porque a mãe desse garoto não usa esse tipo de variedade lingüística, a norma culta, não conjuga os verbos, nem usa o plural de acordo com uma gramática pautada no português europeu, que ela é ignorante ou não sabe pensar. Ele vai dizer ao garoto que ele não precisa se envergonhar de sua mãe só porque aprendeu outras formas de usar o português na escola, e ela não. Ele vai ensinar o garoto a valorizar os falares regionais, e ser orgulhoso de sua família, de sua cultura, de sua região de origem, de seu país e das diferenças que existem dentro dele e, ao mesmo tempo, a ampliar, pelo domínio da norma culta, as suas possibilidades de participação na sociedade e na cultura letrada. O Brasil precisa justamente desse professor que esses jornalistas tanto incriminaram.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Formar um professor com esse potencial é o que fazem muitos dos intelectuais que foram ofendidos. Para eles, pedimos que esses jornalistas se desculpem. E os agradeçam. E, sobretudo, antes de os julgarem novamente, leiam suas publicações. Ironicamente, pedimos para a mídia se informar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nós somos a primeira turma a entrar no mercado de trabalho após esse triste ocorrido da imprensa. Somos muito conscientes da luta que temos pela frente e das possibilidades de mudança que nosso trabalho promove. Para isso, estudamos e trabalhamos duro durante anos. A nós, pedimos também que se desculpem. E esperamos que um dia possam nos agradecer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Reafirmamos a necessidade de os veículos de comunicação respeitarem os nossos objetos de estudo e trabalho — a linguagem e o língua portuguesa usada no Brasil —, pois muitos estudantes e profissionais de outras áreas podem não perceber tamanha desinformação e manipulação irresponsável de informação, e podem vir a reproduzir tais concepções simplistas e equivocadas sobre a realidade da língua em uso, fomentando com isso preconceitos difíceis de serem extintos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sabemos que sozinhos os professores não mudam o mundo. Como disse a Professora Amanda Gurgel, em audiência pública no Rio Grande do Norte, não podemos salvar o país apenas com um giz e uma lousa. Precisamos de ajuda. Uma das maiores ajudas com as quais contamos é a dos jornalistas. Pedimos que procurem conhecer as teorias atuais da Educação, do ensino de língua portuguesa e da prática que vem sendo proposta cotidianamente no Brasil. Pedimos que leiam muito, informem-se. Visitem escolas públicas e particulares antes de se proporem a emitir opinião sobre o que deve ser feito lá. Promovam acima de tudo o debate de ideias e não procedam à condenação sumária de autores e obras que mal leram. Critiquem as assessorias internacionais que são contratadas reiteradamente. Incentivem o profissional da educação. E nunca mais tratem os professores como trataram dessa vez. O poder de vocês é muito grande – a responsabilidade para usá-lo deve ser também."&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Alecsandro Diniz Garcia, Ana Amália Alves da Silva, Ana Lúcia Ferreira Alves, Anderson Mizael, Jeferson Cipriano de Araújo, Laerte Centini Neto, Larissa Arrais, Larissa C. Martins, Laura Baggio, Lívia Oyagi, Lucas Grosso, Maria Laura Gándara Junqueira Parreira, Maria Vitória Paula Munhoz, Nathalia Melati, Nayara Moreira Santos, Sabrina Alvarenga de Souza e Yuki Agari Jorgensen Ramos&lt;/em&gt; – formandos 2011 em Letras da PUC-SP, futuros professores de Língua Portuguesa e Língua Inglesa&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-5074433802523765110?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5074433802523765110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=5074433802523765110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5074433802523765110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5074433802523765110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2011/05/manifesto-de-professores-formandos-de.html' title='Manifesto de professores formandos de português'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-683267584203836855</id><published>2011-04-29T01:46:00.000-03:00</published><updated>2011-04-29T01:47:35.619-03:00</updated><title type='text'>Representação ao MPE dos representantes da sociedade civil questionado a situação das catadoras de lixo com o fim do Lixão</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; documento foi enviado ao blog pelo professor e assistente social, Renato Gonçalves, em 28 de abril de 2011:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;"Campos dos Goytacazes, 30 de Março de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ex&lt;sup&gt;mos&lt;/sup&gt;. Srs. Promotores de Justiça da 1&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt; e da 2&lt;b style=""&gt;&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt; Promotorias de Justiça e Tutela Coletiva/Núcleo Campos.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Drs. Êvanes Amaro Soares Júnior e Marcelo Lessa Bastos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Senhores Promotores&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;DOS FATOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O Conselho Regional de Serviço Social /Delegacia de Campos,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; situado à rua 21 de Abril, 272 Sala 311, Centro; &lt;b style=""&gt;o Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da&lt;/b&gt; &lt;b style=""&gt;Universidade Federal Fluminense&lt;/b&gt;, situado à rua José do Patrocínio, 71, Centro; &lt;b style=""&gt;o Lar Fabiano de Cristo&lt;/b&gt;, situado à Av. Francisco Lamego, 321, Jardim Carioca, representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Assistência Social de Campos dos Goytacazes - gestão 2009/2011 -, neste ato representado(a) por &lt;b style=""&gt;Renato Gonçalves, Érica T. Vieira de Almeida e Luciana Custódio, o professor Aristides Arthur Soffiati Netto, &lt;/b&gt;RG 02285013-5 – IFP, residente à rua do Ipiranga, 56/602, Centro em Campos dos Goytacazes &lt;b style=""&gt;e Erica&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Justino de Alvarenga, &lt;/b&gt;residente à rua Principal nº53 na Terra Prometida, &lt;b style=""&gt;Sabrina da Silva Menezes,&lt;/b&gt; residente à rua&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;08, casa06, no Novo Eldorado&lt;b style=""&gt;, Admirta Guilherme da Silva, &lt;/b&gt;residente à rua A nº 50, no Parque Santa Edwirges,&lt;b style=""&gt; Bianca Ramos da Silva, &lt;/b&gt;residente à rua Santa Maria nº23, na Terra Prometida,&lt;b style=""&gt; Danielle dos Santos, &lt;/b&gt;residente à rua São Mateus nº 38 &lt;b style=""&gt;e Deise Nogueira dos Santos, &lt;/b&gt;residente à rua Principal nº 34, na Terra Prometida, &lt;b style=""&gt;representando os catadores de resíduos sólidos&lt;/b&gt;, infra-assinado(a)(s), vêm à presença de V. Exas. apresentar NOTÍCIA com base na Constituição Federal (Capítulo dos direitos sociais), na Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS e na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº. 12.305 de 02 de agosto de 2010), requerendo, desde já, que o que o Ministério Público Estadual tome as providências necessárias para que o Poder Executivo Municipal, em respeito às LEIS SUPRACITADAS, torne público o contrato entre ele e a empresa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;responsável pela COLETA E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS do município de Campos, assim como tome todas as providências necessárias à inclusão social e econômica dos trabalhadores que, há décadas, tiveram como a sua única e/ou principal renda a catação desses resíduos, hoje&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;objeto de discussão pública com vistas à integração social e econômica dos mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em maio de 2010, o CMAS recebeu um ofício de nº14/2010 (anexo 1) assinado pela assistente social Marza Batista e pela pedagoga Lourdes Castilho, ambas da Empresa Vital Engenharia Ambiental, documento este que também foi enviado aos vários órgãos e secretarias do município, relatando não só a situação daqueles que trabalham no “lixão”, mas, também, a sua maior preocupação – o fim da renda auferida com a catação e a venda do lixo reciclável com o fim do ATERRO CONTROLADO e a implantação de um aterro sanitário na localidade de CONSELHEIRO JOSINO, já licenciado pelo INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE (INEA). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Segundo o documento, em diagnóstico realizado em março de 2008, foram cadastrados 258 catadores, sendo 58% de mulheres. A renda da catação foi apresentada como a principal renda da família, mesmo para aqueles que são beneficiados por algum programa de transferência de renda (Bolsa Família ou Cheque-Cidadão). Dos trabalhadores entrevistados, 38% são catadores há mais de 10 anos, 21% têm entre 6 e 10 anos no lixão, 29% entre 1 e 5 anos e 11% até 1 ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A Terra Prometida concentra 39% dos catadores, seguido do Parque Eldorado (11%), Parque Santa Rosa (9%), Vila Industrial (7%) e Codin (6%). A maior preocupação dos catadores, como já adiantamos, é com a desativação do aterro controlado ou “lixão”, nas suas palavras, em decorrência da nova política de resíduos sólidos aprovada em agosto/2010. Segundo os mesmos, eles perderão a sua principal atividade de renda. De acordo com os técnicos da Empresa Vital Engenharia Ambiental responsável pela COLETA E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DO MUNÍCÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, apenas 90 trabalhadores serão aproveitados na nova Usina de Reciclagem, um número bastante inferior àquele apresentado pelo diagnóstico (258) e pelos relatos dos próprios trabalhadores (mais de 300 catadores). As demais dúvidas são quanto ao início das atividades, aos critérios para a contratação, à situação de exclusão daqueles que não serão aproveitados, geralmente, aqueles que estão na catação há mais de 20 anos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Somam-se a essas preocupações algumas outras como: 1) quais os termos desse contrato; 2) se o contrato entre a PMCG leva em consideração as diretrizes contidas na nova política nacional de resíduos sólidos e 3) se o PODER EXECUTIVO MUNICIPAL, no seu plano, tem a intenção de promover as atividades de cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Cabe ressaltar que o processo de reciclagem adotado pelo município não apenas não incorporou os catadores tradicionais como também impossibilitou, com a coleta seletiva, que os catadores do lixão tivessem a sua renda aumentada, haja vista que “o lixo que chega ao lixão não tem mais a qualidade de antes” (palavras de uma catadora).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Segundo o próprio secretário Zacarias Albuquerque de Oliveira, a coleta em órgãos públicos, Ongs e empresas potencializou a coleta seletiva em Campos: “No início do atual governo, eram coletadas, em média, 43 toneladas/mês. A partir da nova estratégia implementada, já chegamos a 66 toneladas/mês de materiais recicláveis (plástico, papel, latas, alumínio e vidros)”. Ainda de acordo com o chefe da coleta seletiva, o trabalho é executado em 102 pontos, por 20 garis em caminhões-carroceria da Concessionária Vital Ambiental. Ele afirma, também, que todo o material reciclado recolhido é distribuído para depósitos municipais que separam o lixo e vendem para as indústrias que reciclam. O dinheiro recebido desta comercialização é destinado à Sociedade de Apoio à Criança e ao Idoso (Saci), gerido pelo Rotary Clube de Campos. Nas palavras do chefe da coletiva seletiva,&lt;br /&gt;“nós tiramos as despesas da unidade e, com o lucro líquido, transformamos em cestas de alimento que são distribuídas para entidades credenciadas”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; Causa-nos estranheza não só a exclusão dos catadores, pelo menos daqueles que sempre estiveram no lixão da Codin, desrespeitando o art.18, inciso II, da Política Nacional de resíduos sólidos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 106.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;“implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda”, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;mas, também, a forma como o executivo municipal vem operando com os recursos auferidos com a comercialização do lixo reciclável, que, a nosso ver, deveria ser realizada com a participação dos catadores que sempre viveram da renda do lixo, quando ele ainda não tinha tanto valor monetário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Além disso, enquanto representantes do CMAS, gostaríamos de destacar que, enquanto ONG de apoio à infância e ao idoso, ela não possui registro no CMAS. E mais, segundo a legislação, nenhuma ONG ou entidade tem a prerrogativa de distribuir recursos públicos, oriundos ou não do Orçamento, já que cabe aos conselhos tal função.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Diante do exposto, manifestamo-nos contra a exclusão dos catadores tradicionais no processo de coleta seletiva que vem sendo implementado no município e solicitamos que V. Exa. tome as medidas necessárias ao cumprimento da nova política nacional de resíduos sólidos&lt;span style=""&gt;, sobretudo no que se refere ao art.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;19 e 42, que tratam do plano municipal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Art. 19 - O plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos tem o seguinte conteúdo mínimo: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;XI - programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda, se houver; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 111pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;XII - mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda, mediante a valorização dos resíduos sólidos; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;Art. 42.  O poder público poderá instituir medidas indutoras e linhas de financiamento para atender, prioritariamente, às iniciativas de: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;III - implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;DO PEDIDO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;1-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span dir="LTR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que o Executivo Municipal torne público o contrato entre ele e a empresa Vital Engenharia Ambiental responsável pela coleta e disposição dos resíduos sólidos do município;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;2-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span dir="LTR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que o Plano Municipal a ser elaborado pelo Executivo Municipal, em conformidade com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, leve em consideração as ações relativas à inclusão social e econômica dos trabalhadores que, há décadas, tiveram como a sua única e/ou principal renda a catação desses resíduos;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;3-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span dir="LTR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que, com a desativação do aterro controlado e a instalação da nova Usina de Reciclagem, DO ATERRO SANITÁRIO DE CONSELHEIRO JOSINO, que prevê a contratação, como assalariados, de apenas 90 trabalhadores, o Executivo Municipal promova ações de inclusão social e econômica, em conformidade com a nova legislação sobre os resíduos sólidos, como cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;4-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span dir="LTR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que, ao contrário do que vem ocorrendo no processo de coleta seletiva, os catadores tradicionais sejam incorporados no processo, como, por exemplo, na separação prévia dos recursos sólidos, antes da disposição final;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;5-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span dir="LTR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que haja transparência e controle social no que se refere à ação pública de coleta seletiva municipal, haja vista que os recursos auferidos com a comercialização do material reciclável é recurso de natureza pública e merece controle social, seja pelo CMAS (Conselho de Assistência Social), considerando as ações de apoio à criança e ao idoso, seja por outro Conselho;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;6-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span dir="LTR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Que as organizações coletivas dos catadores possam participar do debate público na elaboração do Plano Municipal DE RESÍDUOS SÓLIDOS, assim como outros segmentos da sociedade civil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="artigo" style="margin: 15pt 0cm 15pt 35.4pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Muito atenciosamente."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-683267584203836855?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/683267584203836855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=683267584203836855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/683267584203836855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/683267584203836855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2011/04/representacao-ao-mpe-dos-representantes.html' title='Representação ao MPE dos representantes da sociedade civil questionado a situação das catadoras de lixo com o fim do Lixão'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-3728293849750785997</id><published>2009-09-01T14:35:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T14:36:48.928-03:00</updated><title type='text'>O Brasil, os internautas e a imprensa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;, advogado e ecologista -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://luizfelipemuniz.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemuniz.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ntes de tudo é preciso que se diga logo aos empresários da tradicional mídia brasileira, e aos seus respectivos chefes de redação, que os internautas não estão, de forma alguma, em uma cruzada pela extinção dos jornais ou de qualquer outro instrumento pertencente ao atual modelo de comunicação de massas, muito pelo contrário! Eu ainda não consigo imaginar o mundo de hoje sem o fundamental papel das grandes agências de comunicação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, também é preciso dizer ao mesmo tempo, que a informação não é algo de domínio privado das empresas de comunicação, e que ela é um elemento de livre circulação em qualquer ambiente social e comunitário, como são as redes virtuais na Internet – Blog’s, Twitter’s, Facebook’s, etc –, não se encontrando mais (a informação), portanto, absolutamente atrelada a uma única e exclusiva fonte ou a uma determinada e única maneira de interpretar os fatos geradores e as suas conseqüências no mundo veloz de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, estamos inaugurando um momento único na história da humanidade, onde a tecnologia propicia a livre circulação de todos os sujeitos e atores pelo mundo do conhecimento, e estes se encontram literalmente livres para expressar e compartilhar com todos, ao mesmo tempo, os seus entendimentos e as suas opiniões sobre um mesmo e determinado ato e ou fato social, na ótica de seus próprios valores e experiências, à velocidade de um “click” – da luz propriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais e a mídia em geral, na verdade, desempenham – e devem continuar desempenhando – um papel público de relevância reconhecida, na busca e divulgação da informação. Mas a própria formatação da divulgação, todos sabemos, passa pelo crivo subjetivo de quem divulga...e quem divulga também insere, tanto na interpretação como no formato do registro dos fatos sociais e políticos, os seus próprios valores e interesses,  pessoais e corporativos – não há como fugir disso! Prevalecerá, no verdadeiro “mercado” da opinião pública, a versão mais transparente, a versão mais carregada da maior valia social!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer curioso que hoje entrar na Internet e vasculhar um pouco além do Orkut, do Msn e dos fóruns de bate-papo atrás de um novo relacionamento “interessante”, irá se deparar com um verdadeiro mosaico de notícias, de informações e de contra-informações no campo das discussões partidárias, políticas e econômicas do mundo e do Brasil – em particular – envolvendo de um lado uma legião de internautas autônomos, independentes e articulados – boa parte deles nos blog’s –, e de outro, as tradicionais redes de telejornais com os seus exércitos de profissionais jornalistas / repórteres e os seus vínculos históricos, por vezes ocultos, com as classes sociais mais afortunadas de nossa velha e carcomida República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o contexto informativo que tiver como meta e alvo a opinião pública, a partir de agora, terá que saber navegar muito bem neste cenário de complexidades diversas em expansão geométrica. Caso contrário correrá o risco, aí sim, de ficar de fora desta nova experiência da cidadania brasileira e mundial, em sua busca incessante pelo aperfeiçoamento da democracia na face da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado toda a história brasileira, desde o Brasil Colônia, nos traz registros inequívocos da corrupção endêmica junto às instituições públicas, que vem sendo praticada por gerações e gerações de lideranças políticas em simbiose orgânica com os meios de comunicação de massas, nutrindo na cidadania brasileira uma idéia equivocada de Estado para uma minoria de privilegiados, em detrimento e desrespeito descarado para com a grande maioria da população carente...por outro, a presença hoje da Internet e de suas ferramentas fantásticas de comunicação e de expressão, somada à forte inclusão social dos últimos anos no Brasil, representam de fato uma revolução colossal!!   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que acabou o tempo da obscuridade e dos sentidos ocultos na sociedade pós-moderna, o tempo agora é o da Transparência e o da Ética... valores que também se impõem às organizações e às instituições de comunicação pública!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Jornalista Carlos Castilho, em recente artigo publicado no &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;:“Transparência é saber, por exemplo, quanto um jornal ou emissora de televisão deve ao governo ou a bancos privados, qual a composição acionária da empresa ou os interesses corporativos e financeiros de seus proprietários, quais as ligações comerciais, institucionais e familiares dos jornalistas que compõem a redação de uma televisão ou de uma revista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se torna comum, nos dias de hoje, a construção participativa de Códigos de Ética em empresas e em instituições públicas, e talvez esta também seja uma boa saída para os empresários da grande imprensa, tornando público de antemão os valores buscados e elencados por sua corporação. Nas palavras de Castilho em recente publicação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Os códigos de ética participativos são desenvolvidos por funcionários e proprietários de órgãos da imprensa com o objetivo de criar parâmetros consensuais capazes de ajudar na tomada de decisões sobre o que divulgar ou não — e como — em jornais, revistas, emissoras de rádio ou de televisão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma tarefa simples imaginar como ficará o cenário da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão no Brasil, particularmente agora, em que o país se vê sem a Lei de Imprensa (revogada) e com a profissão dos jornalistas desregulamentada pelo Supremo Tribunal Federal, emitindo sinais poderosos de que há uma metamorfose convulsiva se processando. Independente disto, o fato concreto é que, tanto as mídias sociais como a imprensa tradicional, todos estão irremediavelmente atrelados no atual espectro da opinião pública brasileira em formatação! Ainda veremos muito mais, tenho dito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-3728293849750785997?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3728293849750785997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=3728293849750785997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3728293849750785997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3728293849750785997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2009/09/o-brasil-os-internautas-e-imprensa.html' title='O Brasil, os internautas e a imprensa'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-1803782192479962284</id><published>2009-06-28T22:11:00.000-03:00</published><updated>2009-06-28T22:13:01.550-03:00</updated><title type='text'>Como nasce uma nova ordem?!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Advogado e Ecologista - &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://luizfelipemuniz.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemuniz.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 28/06/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;as últimas semanas o Brasil foi o protagonista de uma novíssima “ordem” mundial, se é que podemos assim tratar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi no meio de ardilosas manobras político-eleitorais e de jogos empresariais gananciosos, sitiados na capital do Brasil – hoje entre as quatro nações mais importantes do pós-crise “financeira” mundial, junto com a China, a Rússia e a Índia –, que a maior empresa brasileira lançou o seu Blog: &lt;a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/"&gt; Fatos e Dados&lt;/a&gt; para um diálogo aberto, sem atravessadores, com a sociedade brasileira. Um sucesso imediato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da chiadeira geral dos “donos” das mídias globais por aqui e acolá, acostumados e ancorados na certeza de um poder atrelado aos favores e às trocas de interesses com as elites políticas entreguistas, o fato concreto é que a Petrobras desferiu uma jogada de mestre num tabuleiro viciado, com pedras carcomidas por uma retórica ultrapassada e nada transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo eu um petroleiro concursado não significa que concorde com tudo que é dito e praticado pela Petrobras, mas sinto-me no dever de externar publicamente a minha enorme satisfação e o meu orgulho com esta postura independente, corajosa e moderna, assumida por esta empresa genuinamente brasileira. Eu mesmo já estou na blogosfera desde 2006 e penso que a transparência, alem de uma virtude, é a grande urgência do momento na democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação, minha gente, é um bem universal e na Terra ela é a fonte originária e fundamental de toda a vida como a conhecemos! Os seres unicelulares primordiais – há mais de 3,5 bilhões de anos atrás – alavancaram todo o processo evolutivo, até os dias atuais, ao desenvolverem sim a capacidade ímpar de acolher, tratar, armazenar e transmitir geneticamente as informações que circulam e retro-alimentam toda a biosfera. Essa, a bem da verdade, é uma maneira bastante simples de entender o magnífico poder, de evolução e de transformação, oculto nas informações... daí o imenso interesse dos políticos em possuir redes de TV, rádio e jornais... mas hoje eles estão atordoados com os instrumentos da Internet à velocidade da luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que ainda tenhamos que conviver com o berro, ainda sem resposta, como por exemplo, das comunidades pesqueiras de Gargaú e região, que reclamam – com razão – pelo sumiço dos pescados, provocado por um suposto aterramento de corais em alto-mar promovido pelas empresas do mega-especulador Eike Batista – coroado como “Barão” pela Prefeita de São João da Barra, que hoje está com ele e o Governador Sérgio Cabral na China, atrás de mais empenhos internacionais...  – na construção do Porto do Açu... o fato é que os acontecimentos atuais estão exigindo muito mais destas lideranças – políticas e empresariais atoladas num passado de aparências, de dominações e de omissões – do que elas estão afim de disponibilizar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só o que está ocorrendo agora com o Senado Federal, meses atrás estava na Câmara dos Deputados... a cada dia surge uma nova denúncia de abuso de poder e de práticas de corrupção absurdas no coração da democracia brasileira, envolvendo a maioria dos congressistas e uma legião de “servidores públicos”...pois bem, imagina só como não estariam as nossas mais de 5(cinco) mil  Câmaras de Vereadores!? Não há Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário que dê conta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para muitos brasileiros há uma crise institucional se instalando veloz na República, para os que conheceram os horrores da ditadura, os sinais atuais já indicam a urgência de uma Nova Constituinte, para uma Nova Ordem, e, para a tão esperada Reforma Política, Tributária e Jurídica em tempos de um Brasil muito mais “on line” e mundializado como o de agora! Já somos mais de 65 milhões de internautas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a nossa memória coletiva é curta e o tempo continua sendo o melhor amigo dos criminosos, agora em nossa Campos dos Goytacazes alguns novos abnegados, e outros nem tão novos assim, estão tentando re-construir uma idéia de Controle Social e de transparência dos gastos públicos municipais, por meio da convergência de vários setores da sociedade civil – tudo bem, ótima iniciativa e o primeiro passo já foi dado com a bem sucedida “I Conferência Local de Controle Social” realizada no IFF  –, mas é preciso que se diga: ainda falta muito por aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa terra que virou manchete nacional por vários meses, e ainda hoje nos atormenta, devido aos escândalos de corrupção envolvendo boa parte das lideranças políticas e empresariais, promovendo um atraso repugnante de nossa sociedade campista, e onde importantes segmentos de representação de classes, como por exemplo: a OAB, o CRM, a Sociedade de Medicina, o CDL, o CREA, o CRO, a ACIC, os Sindicatos dentre outras, não deram qualquer visibilidade pública e formal de suas posições de indignação e repulsa a respeito daqueles fatos horrendos, eu fico a pensar: quanto tempo ainda será preciso para que de fato uma NOVA ORDEM se instale entre nós?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-1803782192479962284?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1803782192479962284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=1803782192479962284' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1803782192479962284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1803782192479962284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2009/06/como-nasce-uma-nova-ordem.html' title='Como nasce uma nova ordem?!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-260732732523107929</id><published>2009-06-03T12:10:00.001-03:00</published><updated>2009-06-03T12:10:34.106-03:00</updated><title type='text'>Implacável metamorfose</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado e Ecologista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luizfelipemuniz.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemuniz.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando os assuntos do dia-a-dia se sucedem num furor incapaz de ser acompanhado pelas mentes medianas mais antenadas – hummm!! –, sem dúvida, são os sinais indeléveis de um tempo em mutação radical, rasgando as histórias pessoais e coletivas, fazendo de cada um de nós os seus protagonistas mais talentosos ou as vítimas mais ingênuas do agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que teríamos pensado num sertão nordestino farto em águas torrenciais em tão pouco espaço de tempo! As inundações e a destruição por lá só não são maiores do que em Santa Catarina, porque a nossa mídia não privilegia o que ocorre com os pobres brasileiros mais ao norte. Tomaram alguma medida somente após o rompimento catastrófico de uma barragem – construída para reserva de água doce em terras ressequidas pela aridez histórica –, que matou gente e animais e que exterminou vilas e comunidades inteiras ao longo de mais de 100 km de uma língua d’água em pleno leito trincado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seqüência de eventos fora do que poderíamos classificar como normais é fabulosa. Somente para ficar num exemplo do clima recente do continente Americano, registramos que desde os magníficos e destruidores furacões Katrina e Wilma em agosto e setembro de 2005, e a seca impensada, logo após, na Bacia do Amazonas, que muitos estudiosos dizem que “o futuro já chegou e há algo fora de ordem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os fatos não dão trégua. Na área sócio-econômica os índices de desemprego na Europa são recordes, nos EUA os ícones do capitalismo americano desabam a cada dia, registrando por último a GM e o Citigroup como despejados do índice Dow Jones e estatizados pelo governo de Obama. Enquanto isso, no Brasil uma revolução oculta está em curso, tanto na área social como na área econômica, deixando boa parte das elites políticas – tradicionais e dominantes – enlouquecida com este Brasil menos colônia, mais democrático, menos manipulado, mais transparente, menos omisso, mais justo, menos mídia de massa, mais Internet e mais dono do seu nariz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente publicação, Kofi Annan (ex-Secretário-geral da ONU), lança um alerta sobre os milhares de mortos anuais, diretamente relacionados com as mudanças climáticas, traçando um cenário de evidentes potencialidades de ocorrência para os próximos anos. Quando interligamos informações como esta com as sucessões de fatos trágicos da atualidade, não fica difícil “lincar” a complexa questão ambiental, que está por trás de boa parte dos acontecimentos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas, os governos e a sociedade em geral já sabem que não há como crescer exponencialmente rumo ao infinito, como afirmavam os modelos insustentáveis do neocapitalismo. Sabem também que será preciso um esforço descomunal para surgir um novo “modus” de ser e de estar neste planeta, daí a enorme mutação em jogo...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos modelos de desenvolvimento e os nossos modelos de pensamento estão atrelados a valores absolutos com itens pouco mutáveis, exatamente num planeta agora, em franca transformação metamorfósica. Será inevitável! Ou nos adaptamos ou seremos eliminados do processo! O que não podemos mais é desprezar o tempo que corre contra todos nós. As urgências na adaptação são evidentes e muitos já sentem na pele os seus efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até na última triste tragédia aérea com o avião da Air France, há fortes sinais de que a indústria da aviação mundial está agora diante do primeiro grande evento trágico resultante de fenômenos atmosféricos incomuns, na mesma seqüência e proporção das tormentas pluviométricas que atingem o nordeste brasileiro – e que atingiram o sudeste recentemente –, ou seja, as mudanças climáticas fazem as suas primeiras vítimas fatais na aviação comercial internacional!            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que ainda teremos grandes surpresas com esta veloz metamorfose inevitável. Por todo o canto do mundo ações já estão, e deverão continuar, emergindo na busca de novos caminhos, mas é bom que se diga: o tempo urge e não será fácil para ninguém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-260732732523107929?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/260732732523107929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=260732732523107929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/260732732523107929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/260732732523107929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2009/06/implacavel-metamorfose.html' title='Implacável metamorfose'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-4547930592678411220</id><published>2009-04-30T12:26:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T12:27:28.809-03:00</updated><title type='text'>Pandemia da ignorância</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Advogado e ecologista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;28/Abril/2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uitas pessoas se perguntam hoje: o que há com o tempo? Por que será que o dia nos foge como água entre os dedos e não conseguimos realizar boa parte de nossos planos? Estamos com isso permitindo o avanço gradual e sistemático da ansiedade, do estresse e da incompreensão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem teses mirabolantes tentando tratar do tema, algumas até se reportam a um fenômeno denominado “Ressonância Schumann”, que teria como eixos centrais: a Ionosfera, a superfície da Terra, a Biosfera, a degradação ambiental e o movimento de rotação do planeta. Entretanto, tal assunto eu não irei abordar aqui. Se você ficar curioso, tente uma breve pesquisa no “google”, você irá gostar, acredite! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chama mais atenção hoje, na verdade, é o avanço desmedido da ignorância associada à velocidade da informação! Não aquela do ignorante porque é abrutalhado, traçado para lutas medievais – esta também avança –. Mas aquela que vem se ampliando e transformando, velozmente, as nossas crianças e jovens, em seres alienados e que ignoram absolutamente a realidade terrena da humanidade e a dimensão espaço / tempo da Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmago da velocidade das informações, e dos fatos pós-modernos, há uma inegável pandemia da ignorância invadindo e solapando a sociedade humana, como uma febre. Por mais que a Internet facilite os acessos, as redes neurais – em nosso cérebro – formatadas por nossas famílias e nossas escolas, não assimilam a informação como mais um componente para o conhecimento. Pelo contrário, as informações são mais importantes. Elas são postas em série, como tábuas rasas flutuantes, desconectadas entre si na imensa superfície de um mar desconhecido, de competições pessoais e de possibilidades virtuais intangíveis, rumo a um futuro, sempre maior e glorioso – ad infinitum –!(?) Do conhecimento de fato, pouco sobrevive!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as autoridades elaboram estratégias de ações na árdua tarefa de combate à fenomenal crise sistêmica atual: a financeira, a política e a ecológica, por meio de modelos ultrapassados e insustentáveis – porque privilegiam o poder, o mercado e o lucro em detrimento dos valores humanos e ambientais mais prementes –; os demais bilhões de humanos, particularmente os jovens, assistem atônitos, apáticos e impotentes aos reveses radicais do avanço da incompreensão entre os humanos, do desemprego, das gripes dos “porcos”, das tormentas climáticas, dos suicídios absurdos entre jovens índios brasileiros, da pobreza infernal em escala global, do avanço feroz da insegurança pública, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria belo, se não fosse trágico, assistir os nossos jovens, meninos e meninas adormecidos pelos sonhos virtuais desconexos, seja em baladas ou em buscas pela arte mais radical, ou pela música perfeita ou ainda por experiências sexuais mais transcendentes, etc. Mas o que se passa agora é irremediável! A humanidade em risco iminente, diante das mudanças ambientais e sociais inevitáveis, requer a urgência de mentes complexas, sábias, tolerantes e capazes de se articular, para tentar dar conta dos mínimos na ousadia do caos...Entretanto, perdemos os rumos e tudo indica o final de um tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos jovens abandonaram “o front” dos movimentos naturais de renovação e aperfeiçoamento sociais – vitais para o prosseguimento de nossa espécie –. A visão crítica natural e os ideais inovadores lhes foram tomados pela torpeza das gerações anteriores, e como órfãos abandonados na ignorância dos tempos, optaram pelos prazeres mais fáceis da droga entorpecente, do consumo excessivo e do sexo precoce desmedido. Ao mesmo tempo, os velhos pensadores e ativistas de outrora não mais seduzem e nem mais esboçam sentidos coletivos de mobilização. Eles também envelheceram e perderam os rumos em egos demasiados ou em instâncias do Estado decadente. As Famílias? Nem pensar, elas foram decapitadas! Por outro lado, a Imprensa mantém-se fiel aos donos do capital, enquanto as Igrejas, retardam o motim social dos que estão às margens do mercado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o abissal distanciamento do agora, do sentido de tudo – em nossas vidas pessoais e coletivas –, do o quê fazer diante de tanto o quê fazer, num contexto humano e num tempo planetário, incertos e incapazes de se afinar!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que os jovens, por intuição, estejam de fato respondendo à altura da aspereza da magnífica tarefa a ser cumprida por todos e por cada um, quem sabe?! Talvez! Afinal, diante das hordas corruptas e gananciosas, liderando profundamente nas entranhas da sociedade pós-moderna em ruínas, somente aguardando o fim da “festa”, para, entre possíveis sobreviventes bêbados e maltrapilhos, tentar um reencontro com Gaia! Alguns afirmam: “Será por demais tardio!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-4547930592678411220?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4547930592678411220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=4547930592678411220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/4547930592678411220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/4547930592678411220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2009/04/pandemia-da-ignorancia.html' title='Pandemia da ignorância'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6797259431409954367</id><published>2009-03-25T10:28:00.000-03:00</published><updated>2009-03-25T10:30:08.837-03:00</updated><title type='text'>Os especuladores e o trabalho no Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Advogado e Ecologista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 21/03/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;evei anos para começar a entender as lógicas do mercado e dos especuladores mundo afora, e continuo aprendendo. Passei por caminhos complexos num sistema educacional pouco visionário, numa sociedade praticamente manipulada pelos poderes, quase absolutos, dos grandes veículos de comunicação de massa – como a grandiosa Rede Globo – e numa região castigada, historicamente, pelo coronelismo político em simbiose perfeita com uma indústria canavieira estagnada no séc. XVIII. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Não fosse a oportunidade criada, nas décadas de 70 e 80, pela Petrobras na Bacia de Campos, tanto eu como centenas de outros jovens técnicos, formados pela antiga Escola Técnica Federal de Campos – ETFC, estaríamos à mercê dos refluxos perversos do capital e do mercado. Poucas famílias da classe média tinham, naquele tempo, visão e ou condições de oferecer aos seus filhos outras oportunidades de prosseguir os estudos na capital do Estado. Assim, a expansão da Petrobras no norte-fluminense foi, desde então, a possibilidade real de redenção, no interior do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979 eu ingressei como técnico na antiga Companhia Brasileira de Energia Elétrica – CBEE, que depois passou a ser CERJ – Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro, naquela ocasião uma empresa estatal vinculada ao Estado do Rio. Saí da CERJ (1982) antes dela ser privatizada, anos depois, por um grupo chileno. Logo que assumiu, demitiu 80% da força de trabalho (anos 90), trazendo alguns profissionais do Chile para operar, em nome da “eficiência” e da “redução de custos”. Vi o mesmo acontecer com os técnicos da antiga TELERJ, uma empresa estatal de telefonia do Estado do Rio, também privatizada, que promoveu demissões em massa, terceirizando apenas alguns daqueles que já eram funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a turma do Fernando Henrique Cardoso tivesse emplacado mais um mandato em 2002, na Presidência da República, a Petrobras teria sido privatizada, sem sombra de dúvidas, bem como Furnas e o Banco do Brasil, dentre outras, e tudo isso com o apoio irrestrito da Rede Globo, comandada pela formadora de opinião, Miriam Leitão e cia. Penso que o Brasil estaria hoje em péssimos lençóis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente artigo publicado pelo Jornal do Brasil (06/03/09) na coluna “Coisas da Política” o sempre antenado e brilhante Mauro Santayana, comentando sobre o pronunciamento do Presidente Lula, a respeito da crise financeira mundial, no Conselho Federal de Desenvolvimento Econômico e Social (no dia anterior), afirma categoricamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O presidente poderia ter sido mais veemente, ao se referir ao governo anterior, mas diluiu a sua crítica dentro do contexto da globalização neoliberal. Ele poderia ter dito, por exemplo, que com todas as dificuldades brasileiras naquela quadra, o país era dos poucos que dispunham de condições para resistir aos ucasses de Washington. Mas ocorreu o contrário: cumprimos, sem reservas, as “lições de casa” cobradas pelo Consenso de Washington&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o tremor desta crise global foi sentido em todo o planeta, a partir do último trimestre de 2008, cujo epicentro foi e é a velha famosa: Wall Street em Nova York, que os formadores de opiniões “globais” do Brasil, encabeçados pela Miriam Leitão, vêm demonstrando uma enorme frustração, uma surpresa estupenda com o “deus mercado”, agora encarnado! Eles (particularmente ela) mergulharam numa depressão juvenil, tamanho o gigantismo dos absurdos das fraudes construídas e arquitetadas pelos especuladores-mor em trilhões de dólares, logo lá(?): no ninho das águias de cabeça branca! Os “caras” sempre foram tidos como “o exemplo” a ser seguido!(?) Aquilo sim é que é sociedade livre e democrática?! O mercado é de fato quem regula o capital e o trabalho!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bases atuais do sistema neocapitalista ruíram de fato e de vez sim! Mesmo que, para alguns, o entendimento seja no sentido do papel cíclico e renovador do sistema. Pois eu diria, que o custo sócio-ambiental tem sido insuportável para bilhões de humanos, em particular para os pobres, os trabalhadores e para a biosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio verbo “especular” já inspira em si mesmo uma idéia de não-trabalho, de falsidades, de enriquecimento fácil e de espertezas antiéticas, onde somente estruturas estatais seriam competentes para o controle da ganância, sempre ilegal, presente e oculta na fachada elegante desta gente. A mesma que conseguiu a façanha de um rombo de trilhões de dólares e que vem fazendo da insanidade burguesa, da irresponsabilidade coletiva e da fraude sem limites, os objetos de desejo, mais adorados, pela maioria dos formadores de opinião em todo o mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mauro Santayana finaliza o seu texto, de dias atrás, afirmando o seguinte sobre o governo Fernando Henrique Cardoso, o Consenso de Washington e a Crise atual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O Estado se demitiu de seus deveres para com o povo, a fim de garantir a liberdade irrestrita do mercado. O governo privatizou o que quis, violando todas as regras do bom senso e da ética, desfazendo-se de um patrimônio construído por todas as gerações de brasileiros, a troco do desemprego, do endividamento, da miséria. Disse o presidente que a crise não pode ser pretexto para mais sacrifícios dos trabalhadores, e só com investimentos maciços e diretos do Estado será possível recuperar os empregos e, com eles, os salários perdidos nos últimos meses&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse a obstinada e perseverante luta dos trabalhadores brasileiros em prol das conquistas legais e dos direitos sociais numa atmosfera de Estado Democrático de Direitos e Deveres, o Brasil não estaria hoje sendo visto pelo mundo como uma ilha de prosperidade e de segurança financeira. A riqueza gerada por aqui é fruto do suor de milhões de anônimos(as) brasileiros(as), que persistem e superam, noite e dia, na árdua labuta de quem privilegia o trabalho, a alegria e a fé no amanhã, em detrimento à violência e ao caos social. Mesmo tentados, permanentemente, pelas mazelas abissais da corrupção crônica e descarada, que insiste em se alastrar pelos meandros do público e do privado, e, que perpassa, há décadas, todos os Poderes da República!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6797259431409954367?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6797259431409954367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6797259431409954367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6797259431409954367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6797259431409954367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2009/03/os-especuladores-e-o-trabalho-no-brasil.html' title='Os especuladores e o trabalho no Brasil'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6606851126666065971</id><published>2009-01-15T09:45:00.002-03:00</published><updated>2009-01-15T09:47:31.394-03:00</updated><title type='text'>Acabaram com a Corrida de Santo Amaro?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vitor Augusto Longo Braz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos (1996 – 2000)&lt;br /&gt;Membro do Conselho Regional de Educação Física – CREF 1 (1999 a 2002)&lt;br /&gt;Professor do IFF (Cefet Campos)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á alguns dias neste espaço manifestei minha preocupação com a não realização de um evento esportivo dos mais tradicionais de nossa cidade: a Corrida de Santo Amaro. Criada e executada por muitas décadas pelo saudoso desportista Juca Soares, um dos maiores incentivadores do esporte em Campos e que, diga-se de passagem, quando o esporte acontecia e não carecia de recursos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, este ano a tradicional Corrida de Santo Amaro não acontecerá. Alegaram na rádio Campos Difusora que era necessário exame, ou atestado médico para os interessados em participar da tradicional prova se inscreverem. Ora, nem as maiores corridas e/ou maratonas do mundo fazem essa exigência. Pelo que sei os participantes preenchem uma ficha de inscrição que já vai com um termo de responsabilidade. Por outro lado, qual médico se arriscaria dizer que fulano ou sicrano não terá algum problema no decorrer da prova. Ademais, quantos interessados em participar das prova teriam condições de conseguir tal atestado médico exigido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciaram uma maratona (42.195 Km) para o dia 15 de fevereiro. É bom que se saibam que em Campos dá para se contar nos dedos de uma só mão o número de atletas que são treinados e capazes de completar uma prova tão extenuante como uma maratona. E será que os atletas, especialmente os de fora (de outras cidades) que vierem disputar o prêmio (din-din) trarão exame médico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é minha intenção pressionar uma gestão que começou praticamente há alguns dias, tão pouco enfraquecer quaisquer gestores, mas por coerência e dever, como desportista e amigo dos atletas de corrida de rua de Campos, manifesto-me quanto a tamanho descaso e desculpas esfarrapadas pela não realização de um evento esportivo tão esperado e tradicional de nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último gostaria de dizer que torço e gostaria que o Governo Rosinha seja considerado o Governo do Esporte "Para Todos". Mas o saudoso Juca Soares deve estar de joelhos pagando penitência a Santo Amaro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6606851126666065971?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6606851126666065971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6606851126666065971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6606851126666065971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6606851126666065971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2009/01/acabaram-com-corrida-de-santo-amaro.html' title='Acabaram com a Corrida de Santo Amaro?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-5448598403893199679</id><published>2008-12-30T12:36:00.000-03:00</published><updated>2008-12-30T12:37:03.852-03:00</updated><title type='text'>E o Farol 2009?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;altando poucos dias para começar oficialmente a temporada de veraneio na nossa única praia, o Farol de São Thomé, ainda não se tem conhecimento do que acontecerá por lá nos meses de janeiro e fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ao presente momento não foi feita nenhuma divulgação oficial das atividades esportivas e outras, que tradicionalmente acontecem todos os anos. É fato que existe uma "equipe" de transição que, inclusive, possui um coordenador específico para promoção do Farol 2009 e também um gestor esportivo já investido extra-oficialmente no cargo de presidente da Fundação Municipal de Esportes. Ambos possuem de forma primária (para não dizer urgente) a missão de fazer o Farol 2009 acontecer. Mas até agora nada sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a nossa cidade passa por momentos difíceis por conta das incessantes chuvas que tem promovido enchentes, destruição, desabrigados, enfim um caos intenso no município. Mas, sabemos também que existe dentro da equipe de transição pessoas com a incumbência de tratar especificamente desta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegar falta, ou desconhecimento das verbas disponíveis para promover o Farol de São Thomé e gerar emprego, renda, fomentando a economia local, através do turismo. E, não divulgar um calendário de promoções diversas (inclusive as desportivas) para se dar continuidade ao que foi criado pelo então Prefeito eleito, Sr. Anthony Garotinho, após ter herdado a PMCG do prefeito Zezé Barbosa (adversário político à época), em condições muito mais adversas do que a atual me parece uma certa falta de vontade (ou será incompetência?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranha-me, ainda mais, essa letargia na divulgação das atividades que serão desenvolvidas no verão do Farol, quando acompanhando via meios de comunicação diversos, inclusive pela internet, deparo-me com as seguintes noticias e postagens em blog's diversos. Fiz alguns recortes para ilustrar o que escrevo e transcrevo logo no final do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que as pessoas escolhidas pela Prefeita Rosinha, e que tem a responsabilidade de fazer do Verão do Farol 2009 um grande evento, irão se esmerar para isso. Aliás, acredito ser este o primeiro grande teste para eles se manterem num governo que tem prometido ser técnico e competente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitor Longo, 29 dezembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-5448598403893199679?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5448598403893199679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=5448598403893199679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5448598403893199679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5448598403893199679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/12/e-o-farol-2009.html' title='E o Farol 2009?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-8490581032455069274</id><published>2008-12-30T12:00:00.001-03:00</published><updated>2008-12-30T12:02:32.974-03:00</updated><title type='text'>Crise... Ambiental, financeira ou do capitalismo?!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado e Ecologista - &lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 30/12/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;or anos sem fim o capitalismo domou e reciclou as suas desordens congênitas – como a crise atual – com muita guerra e destruição. Esta sempre foi a forma de re-colocar as coisas no seu eixo original, após um ciclo de muita especulação, mentiras e fraudes contra o Estado e os bens públicos. O domínio de uma minoria sempre foi garantido com armas de foto de alto calibre! O modelo imposto pelo capitalismo de mercado sempre fez valer a lógica de uma minoria podre de rica e uma absoluta maioria de marginais, quase sempre incultos e débeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, porém, “a porca torceu o rabo” – como se diz na gíria popular! As máquinas de guerra das grandes nações dominantes, em particular os EUA, sofreram baixas fabulosas e inesperadas nos últimos anos...Acostumados a destruir o território “inimigo” e a reconstruí-lo após um “tratado de paz”, forjado com as lideranças locais derrotadas – criando assim a enorme dívida dos mundos subalternos –, os donos do capital viram suas retaguardas serem invadidas pelas tormentas dos céus... Tornados, furacões, terremotos e maremotos causaram nos últimos anos, bilhões de dólares de prejuízos em importantes centros urbanos, expondo déficits que nem mesmo as fraudes recorrentes e criminosas conseguiram esconder. A imprensa, como sempre, se mantém à margem desta dimensão!&lt;br /&gt;Aos neocapitalistas de hoje impõem-se, desde já, uma questão: como promover e garantir uma guerra de dominação diante do caos climático irreversível, de conseqüências imprevisíveis e que ceifa de forma impecável as estruturas vitais tanto dos ricos quanto dos pobres ao mesmo tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados recentes publicados pela BBC, somente em 2008 “mais de 220 mil pessoas morreram em todo o mundo vítimas de desastres naturais” e as “perdas financeiras totalizaram cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 475 bilhões) em 2008, bem acima dos US$ 82 bilhões (R$ 195 bilhões) registrados em 2007”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rombo agora exposto do mercado financeiro global, com a quebradeira de bancos internacionais e grandes corporações empresariais já era administrado por longa data, numa falsa idéia exponencial de crescimento absoluto e lucros faraônicos, bastava, ao final de cada ciclo, reinventar uma nova guerra para soerguer a fajuta e insustentável lógica capitalista de mercado e dominação. Eis que surge a tal das “Mudanças Climáticas” na retaguarda de todos os processos humanos, impondo novíssimos contextos, debilitando lógicas empresariais refinadas, e expondo de vez a nossa enorme fragilidade sócio-cultural-econômica-ambiental, onde agora, o fator ecológico e climático tem peso irredutível; entretanto, nem os políticos, nem os governos e nem os grandes financistas do mercado de capitais, ainda se deram conta da abrangência da crise que já se instalou veloz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa a evidência em que ficarão os Prefeitos daqui a diante. As pessoas vivem em cidades e não em Estados ou em Nações, antes de tudo elas vivem em comunidades e aglomerados humanos mantidos por sistemas municipais de saúde, educação, saneamento, segurança, alimentação, etc, e serão as cidades as maiores vítimas dos processos de mudanças climáticas anunciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As(os) Prefeitas(os) que assumirão a partir de 2009 terão pela frente enormes desafios sócio-eco-ambientais! Creio que não mais será possível uma governança baseada em fatores políticos-partidários tão somente, mas... As equipes técnicas de gestão, controle e fiscalização deverão existir de fato e de carreira pública, previamente concebidas para um cumprimento continuado de metas – urbanas e rurais – afinadas com as urgências sócio-ambientais municipais, intermunicipais, estaduais e federais. De tal forma que as(os) Prefeitas(os) e suas equipes liderem, absolutamente, um processo vital de transformação dos aglomerados humanos em simbiose com as mudanças em curso, não será fácil!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo será preciso entender que cabe ao Poder Executivo Municipal o papel primordial diante das crises intensas, não somente para socorrer os desabrigados ou famintos, mas também para estabelecer e restabelecer planos de ações preditivas e preventivas, bem como, destinar verbas para os seus cumprimentos reais. Os atores do Executivo não poderão mais se dar ao luxo da baixa qualificação política e técnica, devem pautar as suas prioridades de governo em modelos de gestão mais afinados e antenados com as urgências sócio-ambientais sistêmicas, complexas e irreversíveis já em processo em todo o Planeta. Tomara que assim o façam!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-8490581032455069274?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/8490581032455069274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=8490581032455069274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/8490581032455069274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/8490581032455069274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/12/crise-ambiental-financeira-ou-do.html' title='Crise... Ambiental, financeira ou do capitalismo?!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-4539885511844186558</id><published>2008-11-28T11:14:00.000-03:00</published><updated>2008-11-28T11:15:26.080-03:00</updated><title type='text'>Um rio cada vez mais perto do fim...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado e Ecologista&lt;br /&gt;lfmunizz@gmail.com - &lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Campos, 27/11/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e certa forma a catástrofe em Santa Catarina está minimizando o grave crime ambiental cometido pela empresa Servatis, sediada em Resende, responsável pelo vazamento do inseticida Endosulfan, no Rio Pirapetinga, afluente do Rio Paraíba do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com as chuvas torrenciais que caem no dia de hoje (27/11) na região de Campos dos Goytacazes, já há vários locais sem o fornecimento de água potável devido à interrupção da captação pelas concessionárias e o racionamento na distribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias comunidades pesqueiras afetadas estão impedidas de trabalhar e nem sabem ao certo quando poderão retornar, pois a ação do inseticida, mesmo tão distante do ponto em que foi despejado pelos criminosos, e mesmo estando tão diluído – devido ao volume do próprio Rio Paraíba do Sul e devido ao volume d’água das intensas chuvas regionais –, continua provocando mortandade de peixes em toda a foz do Paraíba do Sul, e nas praias do município de São João da Barra e de São Francisco do Itabapoana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os criminosos ambientais, que inicialmente se omitiram e mentiram sobre a quantidade do produto arremessado no rio, depois admitiram que foi uma quantidade 10 vezes maior do que a declarada, diante de tantos peixes mortos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foz do Rio Paraíba do Sul, em sua margem esquerda, ainda resta um rico e único manguezal, que ano após ano insiste em resistir às agressões infindáveis da ganância e da irresponsabilidade humanas. Boa parte do pescado regional produzido no mar e no próprio Rio Paraíba é resultado do fabuloso serviço de regeneração, desova, criação, alimentação e amortecimento da ação do mar, promovido por este fabuloso ecossistema, o Mangue de Gargaú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que produtos químicos como o inseticida Endosulfan e outros tantos – como aqueles que estavam diluídos na borra despejada pela “Cataguazes Celulose” anos atrás –, além de promoverem mortandade imediata de boa parte da fauna e da flora, entram definitivamente na cadeia biológica de todos os ecossistemas associados ao Rio Paraíba do Sul e de todos os seres que sobreviveram ao evento, incluindo os humanos consumidores de pescados e frutos do mar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando será que o Planeta irá suportar a presença destes mamíferos débeis (os humanos) na Biosfera? Penso que as Mudanças Climáticas, em nítido e veloz processo de desconstrução urbana e rural, já sinaliza bem qual é a sua intenção?! O quê você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a palavra o Ministério Público Estadual e Federal, a Feema, as Secretarias de Meio Ambiente, o Ibama, o Prefeito, o Governador, o Ministro do Meio Ambiente, o Poder Judiciário, os Vereadores, os Deputados, o Presidente da República...!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-4539885511844186558?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4539885511844186558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=4539885511844186558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/4539885511844186558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/4539885511844186558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/11/um-rio-cada-vez-mais-perto-do-fim.html' title='Um rio cada vez mais perto do fim...'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-2538979464437423953</id><published>2008-11-23T19:26:00.001-03:00</published><updated>2008-11-23T19:27:54.305-03:00</updated><title type='text'>O mercado e os poetas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado e Ecologista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 22/11/2008.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;amos por parte. Primeiro porque os poetas nada têm a ver com os mercados – ou tem? – e segundo, porque para tentar entender pacificamente as lógicas embutidas nos mercados financeiros globais, somente através de um poderoso olhar poético conseguiremos nos guiar na avalanche de lucros, de falências e de notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de um poeta sempre deixa um rastro enigmático de pobreza e de nobreza que destilam incertezas por toda parte... tal qual a ruptura atual dos mercados tem feito com o mundo dos abonados e dos que queriam e querem ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Campos dos Goytacazes que perde Antônio Fernandes, no meio da caótica catinga que exala dos porões da administração direta, ficou muito mais pobre porque estamos num ecossistema já de raros exemplares da espécie “homo-éticus”...e pensar que um futuro promissor só por meio de um significativo aumento da população destes exemplares raros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a América dos “sonhos” dá prosseguimento ao plano engendrado para reduzir drasticamente o avanço dos mundos no seu. Até sangra “galinhas dos ovos de ouro” e sem pena e piedade arremessa milhares nas frias avenidas de NY e Cia. – povo danado! –... tudo em nome de um capitalismo de especulação dos gringos e do freio radical às novas locomotivas globais – Brasil/China/Índia –... e pensar que o rombo nos cofres dos mundos já era administrado desde os tempos da 1ª Grande Guerra dos Mundos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente poetas poderiam imaginar que agora os Estados voltariam a ser fundamentais, pois as dívidas dos danados, construídas à base de mentiras, guerras e muita especulação, agora precisam, urgentemente, ser compartilhadas pelos tolos e entorpecidos das platéias mundo afora...Eureka...agora, a moda não mais é privatizar, mas sim estatizar os rombos dos mundos em nome do prosseguimento das lógicas de convivência pacífica entre o capital e o trabalho...agora, dê a vez a um negro, magro e de complexa experiência genética, pra ver se ele consegue fazer no mundo real herdado, as magias de salvação esperadas pelos mundos aflitos e incertos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora todos querem ajuda real dos Estados – usineiros, industria automobilística, bancos, etc – uma fórmula antiga e universal de apoderarem-se das coisas e dos bens coletivos. O mesmo Estado, levado ao mínimo em recentes tempos atrás, agora ressurge como um deus generoso e farto, de quem se cobra compaixão e perdão... só os poetas não seriam seduzidos pela violência da vingança contra os danados e espertalhões de outrora que enricaram gerações e mais gerações suas, e levaram milhões de humanos e não-humanos às minguas da miséria absoluta em colonizações e extinções abomináveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos mais dramáticos desta dinâmica global ainda não foram devidamente percebidos pela humanidade, mas uma coisa é certa: nem mesmo os poetas serão poupados nesta transformação inevitável! O problema por aqui ainda é o mesmo: uma garotada entorpecida continua no poder e parece está a anos-luz das urgências de nosso tempo!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-2538979464437423953?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2538979464437423953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=2538979464437423953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2538979464437423953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2538979464437423953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/11/o-mercado-e-os-poetas.html' title='O mercado e os poetas'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-629123096955636409</id><published>2008-10-31T18:08:00.002-03:00</published><updated>2008-10-31T18:14:48.223-03:00</updated><title type='text'>Análise da proposta de saúde da prefeita eleita de Campos, Rosinha</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;José Joaquim Lopes Guerreiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; proposta apresentada por Rosinha carece de detalhamento e definição de prioridades. É lógico, que não justificaria um detalhamento mais profundo, durante a campanha. Certamente agora, os responsáveis pela gestão da saúde no município, nos próximos quatro anos, deverão detalhar e definir as prioridades de governo e a forma de implementação dessas políticas públicas de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos nomes dados aos projetos, por sua equipe, não existe nenhuma novidade na proposta, a maior parte do que é proposto, já existe no município ou faz parte da política nacional de saúde, implementada pelo governo federal, através do Ministério da Saúde em convênio com estados e municípios, como por exemplo; o que eles chamam de Rede Comunitária de Saúde, nada mais é que o Programa Saúde da Família – PSF, associado a outros programas, muitos deles já em funcionamento (?) em Campos, ou ainda, o que eles chamam de Programa Saúde em Casa (Amigos da Saúde) é o Velho SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), financiado em parte pelo governo federal, que já existe em boa parte dos municípios brasileiros de médio e grande porte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando os 14 pontos da proposta de Rosinha, para a área da saúde, observamos que muito do que é proposto, já está implantado no município, como já foi dito acima, apesar de não termos conhecimento de como está o funcionamento desses programas e projetos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 01:  A curto prazo, as unidades de saúde farão a coleta do exame laboratorial básico [...], que será realizado num laboratório central.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;  A pelo menos cinco anos o Hospital Geral de Guarus –HGG, tinha um projeto, funcionando, de coletar os exames nos postos mais distantes e entregar os resultados, após o seu processamento pelo laboratório do hospital. O projeto contava com 02 carros para esse tipo de serviço e a intenção era abranger todos os postos de saúde do município. Porém, por questões políticas, o projeto não foi ampliado. O Secretário Municipal de Saúde da época, e atual prefeito, era contra e não realizou as pequenas e baratas adaptações, necessárias (por questões técnicas), para que a coleta pudesse ser realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É importante ressaltar que o HGG possui um laboratório de análises clinicas, que pode atender com folga, toda a demanda de exames geradas pelo SUS no município, além de ser extremamente moderno e estar dentro dos padrões técnicos da Anvisa. O laboratório do HGG possui condições técnicas, para realizar desde os exames mais simples, como urina e fezes, até aqueles mais complexos e sofisticados, como por exemplo, os que detectam o vírus da Aids,  da Dengue, Carga Viral, CD4 e CD8, entre outros. É seguramente o laboratório público, maior e mais moderno do interior do estado, e que está sendo subutilizado, já que a sua capacidade inicial era de 100.000 exames mês, (podendo ser ampliado em mais de 10 vezes) e hoje só atende praticamente ao HGG. Quanto à coleta, não sei se após a posse de Mocaiber continuou sendo realizada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 02: A médio prazo, as unidades básicas de saúde em locais estratégicos, que comporão os Distritos Sanitários, serão dotados de laboratórios para a realização de exames, da radiologia básica e da eletrocardiografia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Essa proposta em parte é antieconômica e inviável por falta de pessoal qualificado.&lt;br /&gt;Dividir o município por regiões (Distritos Sanitários - DS), visando à descentralização e hierarquização do sistema é corretíssimo, porém a instalação de laboratórios de análises clinica, radiologia básica e eletrocardiograma, só se justifica em unidades que funcionam 24 horas, por serem unidades que teoricamente atendem, somente, a casos de emergência e necessitam desse apoio, para realizar um diagnostico rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correto com relação ao laboratório de análises clinica é o proposto no item 01, da proposta de governo para a saúde. O posto 24 horas deveria ter, somente, um pequeno setor para realizar os exames gerados pela emergência. Quanto ao RX e ao ECG, nada impede de ser utilizado para atender a demanda proveniente das Unidades Básicas e PSF do DS, nos períodos ociosos. O grande problema será ter profissionais suficientes (técnicos de radiologia) para atender a demanda e médicos para dar os laudos dos exames realizados. Apesar que esse problema pode ser resolvido facilmente, pelo governo, com relação aos médicos radiologistas e cardiologistas. Basta criar uma central de laudos, onde seria centralizada toda parte de emissão de laudos dos exames realizados (RX e ECG), nessas unidades, que não fossem emergenciais (os exames em pacientes de emergência o próprio clinico ou pediatra avalia, devido à necessidade de intervir rapidamente). Inclusive, já existe tecnologia que permite gravar as imagens de RX em CD, e transmitir via internet para a central, não sendo necessário, portanto, carregar as radiografias até a central para emissão do laudo. A implantação desse sistema, também geraria uma grande economia para o município, por não ter gastos com as películas de raio x e todo o processo de revelação, além de racionalizar a pouca mão de obra existente. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 03: Informatizar todo o sistema de saúde, que será interligado para permitir o acesso (com o cartão de saúde do paciente ou dos profissionais do local) aos dados de exames [...] que os pacientes tenham feito em outro local ou em outra época.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Essa é a proposta do Cartão Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, MS. Ela existe desde o governo do Fernando Henrique. E é uma decisão política a sua implantação, inclusive a prefeitura de Campos, chegou assinar convênio com o governo federal, na época, recebeu a primeira parcela e nada fez e não prestou contas do dinheiro ao MS. (sic)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro a equipe da prefeita, que o cartão seja implantado nos moldes previstos pelo MS, para evitar gastos futuros e por ser muito bom o sistema montado por eles. Inclusive, o questionário que é obrigatório o seu preenchimento no momento do cadastramento, é mais completo e complexo do que os do censo, abrangendo uma gama de informações que serão muito úteis para administração municipal na elaboração de políticas públicas em todas as áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para realizar este cadastramento e coordenar a implantação do cartão de saúde, sugiro, também, a equipe, que faça um convênio com uma instituição séria, de preferência pública, como o CEFET, por exemplo, por essa instituição possuir uma boa infra-estrutura de suporte e para digitar os dados, além de um corpo técnico extremamente competente, na área de informática. Inclusive, os seus alunos, poderiam ser contratados para realizar o trabalho de campo e digitar os dados. O que será uma tarefa extremamente árdua e exigirá um bom treinamento do cadastrador e do digitador, por o questionário ser longo e complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 04: Criar uma Rede Comunitária de Saúde [...].&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que é previsto nessa rede, já existe sob a forma de programa ou projeto dentro da Secretaria Municipal de Saúde, SMS. Provavelmente a maioria desses programas e projetos, necessitem ser revistos e reorganizados, para que realmente possam cumprir os seus objetivos, junto a população e deixem de ser um mero cabide de emprego.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 05: Descentralizar a distribuição dos medicamentos básicos, que serão solicitados e entregues nos postos de saúde mais próximos das residências dos pacientes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o sistema usado pela prefeitura é parecido com a proposta. Os remédios são encaminhados aos postos, para serem distribuídos de acordo com a prescrição médica. Porém a maioria desses medicamentos é desviada, antes de chegar ao paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o sistema seja confiável, será necessário um controle rigoroso do estoque, da distribuição e da entrega desses medicamentos, e isso só será possível com a informatização de todo o processo. Inclusive, o cartão de saúde, terá um papel extremamente importante nesse controle, por permitir ao gestor saber, on line, se tudo estiver informatizado, qual foi o remédio dispensado, a quem foi entregue, aonde foi entregue, qual foi a quantidade dispensada, qual foi o médico que prescreveu e quanto ainda permanece em estoque, entre outras informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez com a informatização e a seriedade dos gestores, consiga se acabar com esse problema crônico que é a falta de medicamentos básicos para atender a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 06: A Rede Comunitária de Saúde cobrirá [...] bem como garantirá, imediatamente, o acesso ao atendimento terciário, de alta complexidade, em todas as situações emergenciais e nas situações que impliquem em risco de complicações e seqüelas;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É um complemento da proposta nº 04, que não fornece informações como vai ser alcançado os objetivos propostos, principalmente a nível terciário e de alta complexidade, por envolver instituições privadas e filantrópicas, que não estão sobre o controle direto do poder público e estão insatisfeitas com a remuneração oferecida pelo SUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 07: Criar os Conselhos de Administração Comunitária [....].&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É uma excelente idéia, por trazer a comunidade para dentro do posto de saúde, para fiscalizar e opinar sobre o funcionamento do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 08: Criar uma Câmara Técnica com a participação de usuários [...] que, entre outras atribuições, estabeleça uma tabela de honorários para o município, garantindo o tratamento de patologias de alta complexidade que dependam de convênios e terceirizações;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa câmara já existe é o Conselho Municipal de Saúde, o que é preciso é que se cumpra a lei que o criou e ele funcione efetivamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto à segunda parte da proposta considero extremamente perigosa, por propor ou sugerir uma remuneração diferenciada para grupos de profissionais que prestam serviço ao SUS. Recentemente, profissionais de algumas especialidades médicas, montaram um “cartel” e tentaram, e ainda tentam, impor a SMS, os seus “preços”, para atender a pacientes do SUS, provocando uma dificuldade ao atendimento dos pacientes que necessitam de consulta ou realizar algum procedimento, nessas especialidades.  Acredito que criar uma tabela diferenciada para atender a esses interesses, não seja a melhor opção, ou melhor, para a população e para o município, não é interessante ficar subjugado aos interesses econômicos desses “cartéis”. O gestor público tem outras opções, é só não ser conivente e executá-las.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 09: Criar o Programa de Saúde Escolar ampliando e descentralizando os programas já existentes, levando a todas as crianças do município assistência pediátrica, saúde bucal e exames oftalmológicos;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente idéia, como a proposta coloca muito bem, esses programas já existem, é só ter vontade política, acabar com os feudos e botar para funcionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 10: Implantar a Central de Regulação com programas de orientação, agendamento de consultas e exames, transporte [...] atendimento em casa com ambulâncias [...].&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; A Central de Regulação já existe, e o restante que é proposto é detalhe e em sua maioria o exigido pelo governo federal, para implantação do SAMU.&lt;br /&gt;É importante ressaltar que apesar de existir a muitos anos, a Central de Regulação, não cumpre o seu papel, que é importantíssimo, por caber a ela “gerenciar” e “regular “ a relação entre todas as instituições públicas e privadas que participam do SUS. Cabe a ela autorizar internações, procedimentos de alta complexidade, transferências de pacientes, gerenciar a ocupação dos leitos contratados, realizar o controle da produção das instituições privadas e filantrópicas, encaminhar pacientes para unidades fora do município, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 11: Implantar o Programa Saúde em Casa (Amigos da Saúde) com ambulância básica e equipe técnica de enfermagem; ambulância avançada (UTI móvel) com médicos e técnicos de enfermagem [...].&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Retirando a Central de Regulação à proposta é semelhante à proposta de nº 10, com algumas variações, porém na essência é a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 12: Implantar o sistema 24 horas em postos de saúde [..].&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Medida importante para desafogar as emergências do Hospital Ferreira Machado e do HGG. Esses postos 24 horas devem ser criados, unicamente por critérios técnicos e de forma complementar aos já existentes. Devem ser criados em pontos estratégicos do município, que seja possível o acesso fácil de qualquer ponto do DS. Não devem, porém, como ocorre atualmente, substituir o atendimento das unidades básicas de saúde ou serem criados por pressões políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante lembrar que antes de abrir novos postos 24 horas, é necessário dar condições de funcionamento aos existentes, a maioria dos postos não possuem as condições mínimas para funcionar como postos de urgência. Julgo, também, importante o estabelecimento de um comando único, atualmente os postos 24 horas do município são administrados pela SMS e pela Fundação João Barcelos Martins (Postos de Urgência (PU’s) e mini Hospitais (?)), o que leva a diferenciação no atendimento prestado a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante é a questão salarial dos profissionais lotados nesses postos. Eles ganham muito menos do que os lotados na emergência do Hospital Ferreira Machado, o que gera descontentamento e revolta entre esses profissionais. Tendo como conseqüência um grande numero de faltas e rodízio de pessoal, principalmente nos postos 24 horas da SMS. Devido a grande maioria, dos que trabalham como plantonistas, nesses postos, não serem concursados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 13: Implementar, nos hospitais da rede pública e conveniada, os Centros de Referência [...]. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma proposta interessante, que precisa ser mais bem detalhada, o grande problema será o financiamento, devido ao teto do SUS para o município e o risco da SMS ficar refém dos interesses econômicos das unidades particulares e filantrópicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proposta de nº 14: Valorização profissional dos trabalhadores da rede pública [...].&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É de fundamental importância a implantação de um plano de cargos e salários, único na área da saúde (SMS e fundações). Em que todos os profissionais tenham uma remuneração igual, de acordo com o seu nível de instrução e sua carga horária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isto, porque com relação aos médicos, que é a minha categoria profissional, apesar de não ser funcionário municipal, nos últimos governos se valorizou (através de melhores salários) os profissionais que são plantonistas na emergência do Hospital Ferreira Machado e os profissionais de algumas especialidades, em detrimento daqueles que fazem assistência básica e que trabalham como “diaristas” nos postos de saúde, PSF e nos demais ambulatórios da rede. Sou de opinião que no serviço publico não se deve fazer distinção do local de trabalho e da especialidade. O profissional deve entrar por concurso e ser remunerado de forma igual, de acordo com a sua escolaridade e carga horária, independente do local que esteja lotado e de sua especialidade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Ao ler o programa de Rosinha para a área da saúde observei que os autores do programa, ignoraram, entre outras coisas, dois programas da atenção domiciliar, extremamente interessantes. O Programa de Internação Domiciliar, PID do HGG e o Programa de Atenção Domiciliar, PAD da SMS. Esses programas atendem os pacientes acamados em casa, diminuindo o tempo de internação hospitalar, com uma equipe composta por: Médico, Enfermeiro, Auxiliar de Enfermagem e quando é necessário Assistente Social, Psicólogo e Fisioterapeuta. Além de fornecer os remédios, camas hospitalares, etc. Acredito que como tudo na prefeitura, não deve estar funcionando a contendo, mas esses programas, não devem ser abandonados pelo novo governo.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-629123096955636409?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/629123096955636409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=629123096955636409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/629123096955636409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/629123096955636409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/10/anlise-da-proposta-de-sade-da-prefeita.html' title='Análise da proposta de saúde da prefeita eleita de Campos, Rosinha'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-1136358051947855075</id><published>2008-10-27T16:59:00.001-03:00</published><updated>2008-10-27T16:59:40.088-03:00</updated><title type='text'>Pré e pós de uma vitória anunciada</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;alar da política campista carece cada dia mais de novidades e parece redundante. Constantemente a sensação que se tem é de bradar aos ventos. Relendo o artigo escrito em Fevereiro deste ano, denominado “A consonância dos males na política Goitacá”, mas que analisava um pouco do passado recente dos governos que se sucederam no poder em Campos, a conturbada eleição de 2004 e o que representava até então o governo Mocaiber, essa sensação de história já vista é relembrada, incomodamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, ainda, no mesmo artigo, um prognóstico que pouco surpreende quando materializa-se na eleição de Rosinha: a não revisão dos erros e a necessidade de adoção de uma nova prática política, a qual alçou o ainda grupo governante ao poder, custaria sua reeleição ou daquele por ele apoiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à falsa polarização dos grupos que hegemonizam a política de Campos e a constante sensação de coisa vista, cresce um fenômeno desprezado, porém primordial na definição do atual pleito. É a vontade de mudança, do novo, que é inversamente proporcional ao arrefecimento do Muda Campos, que delinqüiu de seu intento com o passar dos anos. Ela está aí e é percebida no aumento dos votos nulos, brancos e no capital político que, embora virtual, conseguem ganhar as candidaturas pequenas, de nomes desconhecidos da população, com poucos recursos e tempo de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário nomear os que se furtaram em propor essa alternativa, esse assunto já foi repisado à exaustão e todos sabemos os nomes dos bois e os motivos que os levaram ao atoleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessariamente o novo viria para vencer a eleição, mas para demarcar posição, arregimentar pessoas e engrandecer o debate eleitoral, elevar o nível das propostas, fazer com que os adversários, principalmente os hegemônicos, se sentissem obrigados a elevar o nível de seus discursos, refazendo suas promessas e projetos de campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses fatores foram essenciais na vitória de Rosinha. Não é demérito, pelo contrário, a candidata sabiamente percebeu o nicho que lhe permitiria triunfar politicamente e lançou-se como a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduziu com esmero a campanha, preocupando-se em ouvir a população previamente para traçar sua estratégia de campanha. Construiu uma plataforma de projetos simples, até simplória se considerarmos as possibilidades financeiras da cidade, porém confrontou um candidato despreparado e confiante apenas na teia de favores que construíra e lhe garantira, desde então, respaldo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo e desastroso engano que só tornou ainda mais previsível a vitória de Rosinha. Afinal, a história nos mostra que toda liderança política construída por valores pouco republicanos e ortodoxos, cedo ou tarde, cobra seu preço, sempre danoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os fatores levam a crer que o governo Rosinha será um bom governo, talvez esse seja mais um desejo e menos a expressão de uma futura realidade. Talvez. Mas, a vida política da família megalômana, sempre buscando vôos políticos maiores, e messiânica, que entende administração pública como missão, acaba servindo como contrapeso e contraponto de suas próprias atuações políticas, principalmente em tempos onde a moral política anda baixa e esgarçada e os olhos da grande mídia estão sempre vigilantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda o fator da oxigenação na máquina pública, a troca das peças promovida pela alternância no poder permite que a engrenagem trabalhe, em regra, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, há o amadurecimento político e cidadão, também possibilitado pela alternância no poder. Anos de desmandos e impunidade sedimentados pela anuência da reeleição não foram danosos apenas ao erário, mas à formação moral do cidadão, pois desvirtuaram os valores de boa parte da população. Esses ultrapassaram a escala “involutiva” do velho chavão “todo político é igual” e, se não bastasse esconderem suas deficiência de caráter sob essa proposição equivocada, passaram a tripudiar daqueles que preferem trilhar seus caminhos sem atalhos, contratos ilegais, bolsas de estudo sem razão e toda sorte de troca de favores para levar vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhemos de perto o trabalho da nova prefeita, se ela cumprirá com o prometido, se o secretariado nomeado condiz com a proposta de mudança que fora mote de sua campanha. Acompanhemos a postura daqueles que outrora jogavam pedras, se manterão a linha crítica ou mudarão de postura. Acompanhemos os vereadores e a consistência de cada um. Acompanhemos os meios de comunicação, alguns já começaram a demonstrar seu cinismo. Os acertos devem ser aplaudidos e reconhecidos os erros que ajudem a reforçar a tese de que, definitivamente, Campos e nós merecemos mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-1136358051947855075?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1136358051947855075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=1136358051947855075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1136358051947855075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1136358051947855075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/10/pr-e-ps-de-uma-vitria-anunciada.html' title='Pré e pós de uma vitória anunciada'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-1668678666285669409</id><published>2008-09-21T15:23:00.001-03:00</published><updated>2008-09-21T15:24:56.439-03:00</updated><title type='text'>... E por falar em índios e brasileiros...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Advogado e ecologista - &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 19/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ais uma vez nos encontramos na encruzilhada das eleições municipais – talvez a mais importante de todas – e paira no ar aquela sensação amarga de continuísmo crônico da desordem. Exatamente aqui, nos campos dos bravos povos goitacá de outrora e no laboratório dos engenhos de açúcar da colônia, movidos à força bruta de negros e de índios em maldição eterna. Será esse o nosso carma coletivo? Talvez sim, talvez não! Mas esta é ou não é a história de toda uma nação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender o furacão financeiro em escala global, a saga do povo de Evo Morales e o drama da Raposa Terra do Sol parece muito mais fácil do que assimilar os desígnios dos deuses reservados para Campos dos Goytacazes em pleno século XXI, tão rica e tão miseravelmente conduzida por “legítimas” lideranças políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo o “Povo Brasileiro”, do grande intelectual que aprendeu a ser político: Darcy Ribeiro, encontro algumas pérolas para a nossa inoportuna reflexão sobre os tempos passados e de agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...o Vaticano estabelece as normas básicas de ação colonizadora...É o que se lê na bula Romanus Pontifex, de 8 de janeiro de 1454, do papa Nicolau v:&lt;br /&gt;  ...infante d. Henrique, incendiado no ardor da fé e zelo da salvação das almas, se esforça por fazer conhecer e venerar em todo o orbe o nome gloriosíssimo de Deus, reduzindo à sua fé não só os sarracenos, inimigos dela, como também quaisquer outros infiéis...Por isso nós, tudo pensando com devida ponderação, concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, entre outras, de invadir, conquistar, subjugar a quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo praticar em utilidade própria e de seus descendentes...&lt;br /&gt;...o Novo Mundo era legitimamente possuível por Espanha e Portugal, e seus povos também escravizáveis por quem os subjugasse... ” pág. 39/40&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a América do Sul se deu, e ainda se processa, o encontro de mundos díspares. Na costa brasileira a coisa foi, e ainda é, muito mais ardente e gloriosa com a chegada dos negros africanos encruados e maltrapilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intelectual e político Darcy Ribeiro afirma em sua obra que “Frente à invasão européia, os índios defenderam até o limite possível seu modo de ser e de viver. Sobretudo depois de perderem as ilusões dos primeiros contatos pacíficos, quando perceberam que a submissão ao invasor representava sua desumanização como bestas de carga.”pág. 49 Quanto aos negros ele relata que “Apresado aos quinze anos em sua terra, como se fosse uma caça apanhada numa armadilha, ele era arrastado pelo pombeiro – mercador africano de escravos – para a praia, onde seria resgatado em troca de tabaco, aguardente e bugigangas...Metido no navio, era deitado no meio de cem outros para ocupar, por meios e meio, o exíguo espaço do seu tamanho, mal comendo, mal cagando ali mesmo, no meio da fedentina mais hedionda. Escapando vivo à travessia, caía no outro mercado, no lado de cá...outro comboio, agora de correntes, o levava à terra adentro, ao senhor das minas ou dos açúcares, para viver o destino que lhe havia prescrito a civilização: trabalhar dezoito horas por dia, todos os dias do ano.” pág. 119&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os europeus que aqui aportaram, segundo Darcy, “eram gente prática, experimentada, sofrida, ciente de suas culpas oriundas do pecado de Adão, predispostos à virtude, com clara noção dos horrores do pecado e da perdição eterna...a vida era uma tarefa, uma sofrida obrigação, que a todos condenava ao trabalho e tudo subordinava ao lucro.”pág. 47 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora nós brasileiros – mais do que mamelucos e crioulos –, o quê somos e para onde seguimos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Darcy, o ex-senador da República, “somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado...Essa massa de nativos oriundos da mestiçagem viveu por séculos sem consciência de si, afundada na ninguendade...até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros...Olhando-os, ouvindo-os, é fácil perceber que são, de fato, uma nova romanidade, uma romanidade tardia mas melhor, porque lavada em sangue índio e sangue negro.”pág. 453&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os nossos Partidos Políticos regionais não puderem ser inundados por pensadores tão obstinados como o foi Darcy Ribeiro para o Brasil, penso que perdemos muito todos. O tempo da pesquisa e do discurso acadêmico precisa abrir espaço à dialógica desafiadora do encontro / desencontro, mais que real, com o povo que todos somos. A cidade de Campos dos Goytacazes precisa ser reinventada, como a Bolívia de Evo Morales, como o sistema financeiro global, etc, e certamente este trabalho deve ser simultâneo e perene junto aos Partidos Políticos, pois a Democracia não passa de uma idéia – as Instituições da República nos provam isso –, ela ainda é um pequeno embrião entre nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-1668678666285669409?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1668678666285669409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=1668678666285669409' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1668678666285669409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1668678666285669409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/09/e-por-falar-em-ndios-e-brasileiros.html' title='... E por falar em índios e brasileiros...'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6787065208275057993</id><published>2008-09-07T10:55:00.001-03:00</published><updated>2008-09-07T10:56:46.362-03:00</updated><title type='text'>A Petrobras ainda deve muito a Campos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado e Ecologista -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 06/09/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;omo o tempo passa rápido e como as coisas nesta cidade não avançam como poderia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me bem de quando ingressei – por concurso público, diga-se de passagem – nos quadros técnicos da Petrobrás há mais de 25 anos atrás.Uma empresa pública como poucas no país, promissora e vanguardista, mas que naquela ocasião sofria muito com as intervenções político-partidárias. Ainda assim, ela se superou e hoje exuberante mostra para o mundo o quanto cresceu no cenário de energia e de organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, para nós campistas, a Petrobrás cresceu muito sim, mas não incluiu a cidade de Campos em nenhum de seus importantes projetos de gestão e de apoio logístico. Na verdade a cidade apenas viu o seu nome percorrer o mundo afora na denominação do maior campo de produção do Brasil – Bacia de Campos –, mas não passou disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 70, bem no início das atividades de prospecção e exploração, era pública a briga entre Macaé e Campos para sediar a base da Petrobrás, muitos de nós acompanhou e muitos campistas influentes se calaram diante dos poderosos da indústria canavieira local, permitindo assim, que todo o investimento logístico e técnico, da maior zona produtiva da Petrobrás, fosse para Macaé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, de lá pra cá já se vão mais de 30 anos, boa parte dos profissionais técnicos embarcados moram em Campos; diariamente saem de Campos mais de 20 ônibus fretados – aproximadamente 900 funcionários/dia – levando profissionais administrativos e técnicos que trabalham na sede da empresa em Macaé, correndo um risco no mínimo desnecessário por tanto tempo de exposição na BR-101. Sem considerar o caótico trânsito em Macaé pela manhã/tarde e a falta de espaços para expansão de prédios na base de Imbetiba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a dívida com Campos se ampliou muito. A Petrobrás está num fantástico processo de expansão no Brasil, muito por conta das novas descobertas no pré-sal e muito por conta do pioneirismo no campo dos Biocombustíveis. A Cia inaugurou recentemente as suas 03 primeiras Usinas de Biodiesel – Quixadá/CE, Candeias/BA e Montes Claros/MG – com um nítido perfil de inclusão social dos pequenos e médios produtores rurais, que terão a partir de agora a garantia de preço e de compra de seus produtos agrícolas, uma conquista de fato histórica! Uma nova e moderna sede está sendo erguida em Vitória/ES...esta semana foi decidido que nova sede também será construída na cidade de Santos/SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso a sociedade campista e particularmente os nossos produtores rurais continuam sofrendo com a lavoura de cana-de-açúcar. A “parceria” com as usinas é um vexame, ganham somente os atravessadores e as usinas que restaram! Na lavoura continua sobrando cana que somente pagam R$ 8,00/Tonelada! A cada ano que passa produzimos menos por hectare por falta de apoio técnico e por falta de maior lealdade com aqueles que de fato produzem na terra. Não adianta apenas dizer que a indústria canavieira precisa de investimentos, antes precisa de ordem, de ética e de parceria leal, coisas raras entre nós campistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu creio que a presença de uma Usina de Biocombustível e um importante segmento da alta administração da Petrobrás em Campos dos Goytacazes seria a salvação sim de nossa rica história com a cana-de-açúcar, bem como, uma tentativa audaciosa de resgate concreto de nossa micro-região (norte-fluminense), através da implantação local de modelos de gestão profissional mais comprometidos com os aspectos éticos e sócio-ambientais da atualidade. Campos merece mais do que isto que aí está, cobremos à Petrobrás e às lideranças locais!   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6787065208275057993?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6787065208275057993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6787065208275057993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6787065208275057993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6787065208275057993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/09/petrobras-ainda-deve-muito-campos.html' title='A Petrobras ainda deve muito a Campos...'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-826778951410339608</id><published>2008-08-29T13:23:00.000-03:00</published><updated>2008-08-29T13:24:28.146-03:00</updated><title type='text'>Cidade, nosso mais importante ecossistema...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Advogado e Ecologista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, 29/08/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;or mais que a luta ambiental nos remeta a pensar em florestas e animais, são as cidades os ecossistemas mais importantes e vitais para a humanidade pós-moderna na face da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto, estes aglomerados humanos, são como verdadeiras colônias de bactérias consumindo energia e produzindo rejeitos na epiderme do planeta, cuja simbiose rudimentar de zonas hiper-complexas da dimensão humana, mantém todo o contexto numa perspectiva insustentável, caótica mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As avenidas superlotadas de veículos automotores são artérias em esclerose múltiplas, atrofiando a vida, invadindo os espaços públicos como células cancerosas, contaminando a atmosfera e conduzindo todos ao inferno dos mundos em paralisia neural!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente visita à Universidade de Santa Catarina – em Florianópolis – o cientista social e urbanista, em palestra para os alunos de arquitetura e urbanismo, o colombiano Emílio Pradilla Cobos, disse que as cidades estão em crise profunda, particularmente na América Latina: “Numa perspectiva futura, até 2050 nenhuma cidade irá resolver seus problemas. Esta é uma das grandes tragédias das cidades latino-americanas causadas pelo neoliberalismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente os sinais são bastante significativos no sentido da degradação crescente das cidades e grandes metrópoles brasileiras. As nossas lideranças políticas são irracionais no quesito urbanístico e entendem patavina de sustentabilidade! Os investimentos precários em formação técnica para atuação em demandas urbanas e de organização dos espaços públicos são uma vergonha e uma enorme irresponsabilidade na maioria das cidades brasileiras e muito particularmente no Norte-Noroeste Fluminense!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Brasil se vangloria com o sucesso da economia, com a ascensão das classes “D” e “E” no mercado de consumo, com o estupendo avanço do mercado de construção civil e com os recordes sucessivos de vendas de automóveis e motos, todos nós assistimos atônitos ao avanço real da desordem e da desorganização social e ambiental nos espaços públicos urbanos, sem querer entrar na questão da insegurança generalizada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instituições democráticas de nossa frágil República latina estão no limiar de muitas mudanças paradigmáticas ou não! Os próximos anos, e talvez já estas eleições municipais, irão ditar os rumos que a sociedade brasileira e fluminense adotará para o enfrentamento crescente e veloz da desorganização sócio-ambiental que ronda todas as cidades brasileiras neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que você tente fazer a sua parte, o engano e a contra-informação nos mantêm reféns todos ao mesmo tempo agora!           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-826778951410339608?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/826778951410339608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=826778951410339608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/826778951410339608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/826778951410339608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/08/cidade-nosso-mais-importante.html' title='Cidade, nosso mais importante ecossistema...'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-5147598950042415692</id><published>2008-08-20T11:42:00.002-03:00</published><updated>2008-08-20T11:45:39.293-03:00</updated><title type='text'>Como pôde a vara ter sumido diante de todo o mundo?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Teoria da conspiração?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pelo  Prof. Isaac Esqueff&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Profissional da área de Educação Física - 19/08/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando falamos em jogos olímpicos, principalmente quando temos nossos atletas disputando-os, somos arremetidos aos primórdios das olimpíadas, época em que havia um certo ar romântico relacionado à prática esportiva num evento que aglomerava as massas e que, por um breve momento de tempo, acalmava os embates que naquela época eram tanto comuns e que faziam parte de toda a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à prática desportiva, tem-se em sua essência o espírito de justiça e de igualdade, principalmente, pelos pressupostos relacionados ao que hoje denominamos de Fair-play.   Muito tempo se passou e este ar romântico foi posto à prova mais uma vez, principalmente pela possibilidade da existência de uma "teoria da conspiração" relacionada ao sumiço da 10ª vara, a ser utilizada pela competidora brasileira  Fabiana Murer em condições fora do normal, quando estamos a assistir o maior evento esportivo de todos os tempos, os jogos olímpicos de Beijing -2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer um tanto absurdo, mas falo de teoria da conspiração sim, pois há uma atmosfera sombria diante do episódio ocorrido.  Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiana e seu treinador eram amigos e realizavam treinamentos e intercâmbio com o técnico russo Vitaly Petrov e sua pupila, a atleta russa Yelena Isinbayeva.  Ambos treinavam e trocavam informações técnicas e ambos insistiam e persistiam na tese de terem suas "pupilas" glorificadas com uma medalha olímpica.  Yelena Isinbayeva é sem sombra de dúvidas a maior atleta mundial de sua categoria e era sem exageros, a maior candidata à medalha de ouro, mas Fabiana Murer, despontava na modalidade de salto com vara, principalmente pelo fato da mesma ser recordista brasileira e sul americana do salto com vara e por em 2008, ter estabelecido a marca de 4,80 m durante a disputa do Troféu Brasil de Atletismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode "obscuramente" ter ocorrido, é o fato do sumiço da vara ter sido proposital, um plano milimetricamente arquitetado para que assim,  Yelena Isinbayeva não tivesse uma pedra em seu caminho e esta pedra, Fabiana Murer, despontava e surpreendia a todos, principalmente, após ter batido o recorde sul-americano em Valência, na Espanha em março de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que serei tomado como ridículo através de minha "teoria da conspiração", mas não duvido de que esta possibilidade possa ter algum fundamento, principalmente, pelo fato da organização dos jogos olímpicos simplesmente terem extraviado a vara da brasileira, que foi entregue aos organizadores do evento dentro do porta-varas, tudo devidamente lacrado e informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a China possui estreitos laços diplomáticos com a Rússia e assim sendo, não está longe a possibilidade de ter havido um acordo entre amigos, principalmente pelo fato de não haver nenhuma atleta chinesa que estivesse entre  Yelena Isinbayeva e a brasileira.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta "teoria da conspiração" não é tão absurda, principalmente após o resultado da final do salto com vara feminino:  Na prova, a russa Yelena Isinbayeva bateu o novo recorde mundial, saltando 5,05 metros. A norte-americana Jennifer Stuczynski ficou com a prata, saltando 4,80, mesma marca que Fabiana Murer fez no Troféu Brasil neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que duvidam de uma "teoria da conspiração", finalizo citando Shakespeare:  "Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia".   Assim sendo, os deuses do Olimpo sabem da verdade e a guardarão por toda a eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-5147598950042415692?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5147598950042415692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=5147598950042415692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5147598950042415692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5147598950042415692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/08/como-pde-vara-ter-sumido-diante-de-todo.html' title='Como pôde a vara ter sumido diante de todo o mundo?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-2165585498252985536</id><published>2008-06-25T21:07:00.001-03:00</published><updated>2008-06-25T21:08:39.749-03:00</updated><title type='text'>...Ratazanas ganharão abrigo municipal?!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Advogado, ex-presidente do CNFCN - &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, Junho/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; projeto para fechamento do Canal Campos – Macaé em sua área urbana, anunciado pelos Garotinhos como projeto de campanha, é na verdade uma idéia antiga de muitos políticos e empresários locais, inclusive do Sr. Arnaldo Viana e Sr. Mocaiber, e que evidencia bem o mau-caratismo crônico que foi instalado nesta cidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformar toda aquela área central nobre em lotes comerciais para barganha e muito lucro, enquanto os esgotos jorram dia e noite sem controle e responsabilidade, servido de abrigo seguro para proliferação de vetores de todo o tipo, e, contaminando cursos d’água que se interligam com a Lagoa Feia, a mesma que é responsável por boa parte do pescado comercializado na cidade, é coisa de velhaco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que estes políticos não tenham em seus contextos partidários bons profissionais de saneamento e saúde pública, para orientar e assessorar as suas lideranças antes de vir a público esbravejar asneiras sem tamanho? Pois é possível sim! Tratando-se de Garotinhos, de Doutor Arnaldo Viana e de Doutor Mocaiber tudo é possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a construção da famigerada ponte da flor – um verdadeiro elefante branco no centro de Campos dos Goytacazes – de maneira pouco legal e técnica, cujos efeitos dramáticos com o trânsito, com o escoamento de água pluvial, com a estética local e com a vizinhança em geral, que os Garotinhos firmaram compromissos com obras irresponsáveis e espetaculares. Nem mesmo o Ministério Público – Estadual e Federal - nem o Judiciário foram cuidadosos em registrar e fazer valia daquilo que os vários profissionais de urbanismo haviam manifestado, os ambientalistas protocolado como Representação e o Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo deliberado contra aquela obra sem critérios adequados e liderada por um órgão estadual de Estradas e Rodagem (?)...  aqui prevaleceu uma visão extremamente míope tão somente... hoje sofremos todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais uma vez ressurge a idéia do “valão” fétido e abandonado propositalmente ao longo dos anos: lá não há obras de manutenção real, não há manejo de comportas, não há fiscalização com o esgoto despejado a céu aberto, não há o mínimo de preocupação do Poder Público com este Patrimônio Histórico tombado pelo Inepac, o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Há sim o compromisso com o lucro político e monetário por meio do desastre e da máxima do “quanto pior melhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos episódios surgirão e eu espero que a estrutura dos poderes locais seja capaz de fazer valer hoje, o que o mundo todo está tentando discutir e aplicar democraticamente em matéria de Desenvolvimento Urbano Sustentável! Veremos a nossa capacidade coletiva de evoluir...ou não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-2165585498252985536?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2165585498252985536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=2165585498252985536' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2165585498252985536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2165585498252985536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/06/ratazanas-ganharo-abrigo-municipal.html' title='...Ratazanas ganharão abrigo municipal?!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-3558168940488630516</id><published>2008-06-03T14:08:00.000-03:00</published><updated>2008-06-03T14:09:40.138-03:00</updated><title type='text'>Outras faces da urgência ambiental</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; Advogado, ex-presidente do CNFCN - &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campos, Junho/2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;a chegada de mais uma semana dedicada ao Meio Ambiente salta aos olhos o desconforto e o conflito que impera entre os defensores dos modelos tradicionais de desenvolvimento: os “desenvolvimentistas”, e os que anunciam e lutam pela Sustentabilidade dos ecossistemas urbanos, rurais e naturais, dito por muitos como os que buscam o desenvolvimento sustentável, mas que preferimos chamá-los como: os ecos-desenvolvimentistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que hoje tenhamos no mundo e no Brasil uma maior consciência com relação aos graves e profundos efeitos da omissão e maus tratos de nossa civilização – as Mudanças Climáticas estão aí para provar –, desde a Revolução Industrial (séc. XVII), para com os ecossistemas naturais, ainda são muito tímidas as ações e as políticas conduzidas pelos governantes e empresários em geral. Basta conhecer melhor o quê motivou a ex-ministra Marina Silva a abandonar a pasta do Meio Ambiente na esfera Federal, dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte das ações destes segmentos continua focada na obtenção de uma melhor imagem de suas instituições, passando uma idéia de vanguardismo junto ao público em geral e aos consumidores em potencial. Mas camuflam habilmente suas verdadeiras intenções, pois as questões de base não são tratadas, nem há qualquer planejamento para mudanças de rumo na busca de Cidades Sustentáveis ou modelos Sustentáveis de Desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo Sustentabilidade é largamente utilizado hoje, pelos empresários e políticos, porém, fora do seu significado original, pois não incluem a lógica complexa dos processos naturais ecossistêmicos, mas tão somente as de “sustentabilidade” dos seus negócios e do mercado financeiro global, portanto, boa parte da propaganda de “responsabilidade ambiental” é enganosa sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que o esforço coletivo deve prosseguir impulsionando a Educação Ambiental em todos os níveis, como muito bem disposto na Lei Federal 9.795/1999. Continua imprescindível que todos tenhamos uma visão mais abrangente e complexa da discussão e do tema, fazendo com que a arte, as expressões culturais regionais, o modus de vida mais simples de comunidades periféricas, as terapias alternativas, as práticas esportivas comunitárias, a criação de organizações civis de base, a identificação regional do espaço geo-político de inserção sócio-ambiental, dentre outras ações, façam parte de um só mosaico educacional e experimental. Entretanto, as urgências de hoje não mais nos permitem este limite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa região, por exemplo, está sendo invadida por megaprojetos “estruturantes” – Porto, Termoelétrica, Minerodutos, Aeroporto Internacional, etc –, encontrando as nossas instituições públicas de regulação e fiscalização em frangalhos e desestruturadas político administrativamente, mesmo após anos de fartos recursos dos “royalties” do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somado a isto temos a bestial crise política dos Poderes no município de Campos dos Goytacazes, cujos reflexos se espalham em toda a região. Hoje nenhum município do Norte-Fluminense possui um Plano Estratégico, integrado ou não, para dirimir e tratar os reflexos negativos inevitáveis dos novos empreendimentos gigantescos, em implantação veloz. Assim, como platéia atordoada, os líderes e a cidadania, assistem atônitos ao avanço desregrado dos empreendimentos imobiliários, do caos no trânsito urbano e periférico, do desmedido avanço real da insegurança e da criminalidade em todos os níveis, dentre outros danos que não tardarão a chegar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos permitir transformar esta semana em mais uma de festejos e comemorações juvenis, não há o quê comemorar e sim o quê fazer! A seriedade e as urgências, que envolvem a questão, devem sim nos remeter todos a planos outros de reflexão e de mudanças reais, ainda não implementadas por aqui, isso, enquanto há algum tempo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-3558168940488630516?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3558168940488630516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=3558168940488630516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3558168940488630516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3558168940488630516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/06/outras-faces-da-urgncia-ambiental.html' title='Outras faces da urgência ambiental'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-1104738032426040210</id><published>2008-05-03T11:42:00.001-03:00</published><updated>2008-05-03T11:45:12.158-03:00</updated><title type='text'>Considerações à professora Arlete</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Bruno Lindolfo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Universitário de Direito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;a época ainda era "Tia" Arlete. Faz tempo, um tempo saudoso de uma escola da qual guardo apenas coisas boas de pessoas maravilhosas. Se não me engano, era de sua autoria a singela musiquinha que nos ensinava a verdade como talismã, acompanhada de palmas e estalos dos dedos, que não consigo estalar até hoje. Mas o talismã ficou, e em nome dele me sinto à vontade para fazer algumas observações, com esperança, alegria e amor na certeza do sucesso do amanhã, para que ele seja, também para nossa Campos, a consubstanciação de um sonho que se fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com grande pesar e tristeza que recebi a notícia da adesão da professora Arlete ao governo que entrará para a história da cidade como o mais corrupto, cínico e dissimulado. Convites travestidos de "vontade de acertar" ao apagar das luzes de um governo que propositalmente locupletou-se nos erros é querer o verniz da vergonha alheia para quem sabe salvar do soçobro o combalido e moribundo (des)governo que naufraga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se questiona a competência e a vontade de acertar da professora Arlete.  Questiona-se o tempo, que não é hábil para desenvolver qualquer projeto, e a adesão a quem escolheu desde sempre o caminho tortuoso da imoralidade, emprestando um brilhantismo galgado por conta própria, a servir de esteio ético e moral a quem nunca os teve, nem ao menos como artigo de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento sem precedentes da história do município só demonstra o erro cometido há 20 anos e que necessita de urgente reparo. Um mesmo grupo que hoje fragmentado, mas unido pelos laços genéticos da politicagem por congregar os mesmos vícios imanentes. Urge colocá-los para fora, na construção de um projeto sério, comprometido com a ética no trato da coisa pública e a com grandeza que a cidade possibilita por sua infinidade de recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o momento de unirmos as pessoas de bem da cidade, como a professora Arlete, para pensarmos um projeto novo, um novo caminho, uma nova ordem; não é o momento para socorrer quem não merece e insistir nos mesmos erros infinitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lastimável e lamentável o silêncio da academia durante tantos anos e em face de tantos desmandos, e um lampejo de ação tardio, inapropriado e em momento inoportuno. Melhor seria permanecer silente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica extensiva aos demais grupos da sociedade civil organizada e, também, à Igreja que, como a academia, há muito dissociou corpo e espírito, cuidando desse e esquecendo que aquele também sofre os augúrios terrenos, afastaram-se do púlpito, esqueceram de prelecionar o pecado do roubo e foram tomados pela letargia cômoda que pode conduzir a qualquer lugar, exceto à imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constrói-se, assim, a conjuntura que permanecerá segregando os mortais da academia, esses que estudam nas escolas com os piores índices de educação do estado, convivem com os piores índices de geração de emprego, os piores índices de capacitação, os piores índices de IDH, da falta de planejamento urbano, administrativo, industrial, da carência de pólo de trabalho, da eterna e promíscua dependência do poder público, deitados em berço esplêndido e embalados ao som tilintante de 1 bi e meio.&lt;br /&gt;Campos merece mais, e a professora Arlete também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-1104738032426040210?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1104738032426040210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=1104738032426040210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1104738032426040210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1104738032426040210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/05/consideraes-professora-arlete.html' title='Considerações à professora Arlete'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-7775144873471329068</id><published>2008-04-08T12:47:00.002-03:00</published><updated>2008-04-08T12:52:06.751-03:00</updated><title type='text'>O Rio não merecia essa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na cidade que concentra a nata da saúde pública, como se explica uma epidemia de dengue?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luiz Hildebrando P. da Silva* - O Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - O Rio de Janeiro é a cidade brasileira onde se concentra o maior número de nossos melhores cientistas e técnicos em ciências da saúde: em entomologia, que é a ciência dos mosquitos; em virologia, com especialistas em dengue e outras viroses; em infectologia; e, principalmente, em saúde pública, com a Escola Nacional de Saúde Pública, a famosa ENSP, da Fiocruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se explica então que o Rio seja vítima atualmente de uma epidemia de dengue que escapa ao controle das autoridade de saúde da cidade e dos municípios da Baixada Fluminense, assumindo caráter de emergência nacional? E que o governo do Estado seja obrigado a apelar para as Forças Armadas e para a comunidade médica nacional, solicitando pediatras em caráter de emergência a fim de enfrentar uma situação que, entre os cientistas e profissionais da área, era perfeitamente previsível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais ainda, como explicar que o Rio de Janeiro, berço do Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituinte de 1988 sob a influência e liderança de gente como o então deputado Sérgio Arouca, que vinha dessa mesma comunidade, seja vítima de uma epidemia que revela a precariedade da saúde pública preventiva na cidade e no Estado do Rio de Janeiro?&lt;br /&gt;Eu diria que o Rio não merece essa situação. E diria ainda que é necessário entender e explicar as causas dessa precariedade e tirar ensinamentos para o futuro. Senão, como na Idade Média, voltaríamos às rezas ao Senhor de Bonfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as explicações existem. Vejamos, pela ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os constituintes de 1988 nos dotaram de um instrumento original e ambicioso para gestão da saúde no País: o Sistema Único de Saúde. Para cumprir os compromissos de responsabilidade, universalidade e integralidade de suas ações, o SUS define a hierarquização das intervenções em níveis de complexidade crescentes, dispostos em áreas geográficas e populações delimitadas. A vigilância epidemiológica e o controle da situação de doenças endêmicas são de responsabilidade da atenção primária. Uma fração limitada de casos exige a transferência de pacientes para as estruturas de atenção secundária (centros de saúde e policlínicas) ou terciária (infra-estrutura hospitalar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dengue - como a gripe - não é doença para ser controlada pela infra-estrutura hospitalar. É para ser tratada em nível domiciliar pelas unidades de saúde básica com suas equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) - médicos, enfermeiras, entomologistas, agentes de saúde, responsáveis pela visitação domiciliar. Não existe tratamento específico para a dengue. A doença exige, como a gripe, repouso e cuidados gerais da saúde. Antipiréticos outros que os salicilatos. Cuidados na alimentação e na ingestão de líquidos para evitar a desidratação que acompanha os processos febris, em particular em crianças e idosos. Os agentes são igualmente instruídos e devem ser capazes de identificar casos isolados suspeitos de gravidade que necessitam, estes sim, atenção médica e remoção para centro de saúde e, eventualmente, para hospital.&lt;br /&gt;Mas uma série de fatores veio complicar o desenho original dos nossos constituintes. Primeiro, a proliferação de favelas de crescente extensão em tamanho e população nos grandes centros urbanos do País acarretou uma dificuldade maior para as intervenções de saúde primária porque aumentaram as situações de risco e violência para os agentes de saúde e, ao mesmo tempo, o potencial de criadouros de mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, a legítima demanda popular por serviços de saúde tendeu a ser crescentemente atendida por pressões de interesses corporativos de profissionais e proprietários de hospitais. Proliferaram também interesses políticos particulares na criação, investimentos e gastos com o setor hospitalar de maior complexidade, escasseando assim os recursos públicos para o nível preventivo e primário. Com a deterioração da assistência básica, é óbvio que a demanda popular por atendimento pressionou os níveis de atendimentos superiores, criando um círculo vicioso, inclusive de desconfiança em relação à qualidade do atendimento de saúde primária. Especialistas e autoridades conhecem bem essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos assim às primeiras causas da situação de descontrole da epidemia de dengue no Rio de Janeiro: a situação de acentuada precariedade da rede de atendimento de saúde primária.&lt;br /&gt;Mas há outras que podemos chamar de socioculturais. A tradição do autoritarismo político que justifica e leva, a cada mudança de ministro ou secretário de governo, à troca não apenas dos responsáveis de primeiro escalão na administração respectiva, mas do segundo, do terceiro e, às vezes, até do servidor de cafezinho. Com isso não há continuidade de políticas e, principalmente, não há memória das intervenções anteriores. O autoritarismo político leva ainda a conflitos entre administrações de municípios vizinhos e/ou governos municipais e estaduais, quando os interesses políticos pessoais ou partidários bloqueiam as interações e convergências político-administrativas necessárias ao bom desempenho de políticas de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cenário seria de esperar no caso de ameaça de epidemia, mesmo com uma implantação precária da rede de atenção primária à saúde no Rio e na Baixada Fluminense? Algumas das equipes do PSF teriam alertado a Secretaria da Saúde sobre aumento de casos febris de crianças e adultos, com quadros clínicos suspeitos de dengue. A Secretaria de Saúde do Município alertaria a congênere do Estado e ambas conduziriam um inquérito para verificar a etiologia das infecções com confirmação da dengue e identificação do sorotipo viral correspondente. A partir daí, não seria mais necessária a confirmação laboratorial de cada caso suspeito, mas apenas de amostras em diferentes localidades da área para confirmar a etiologia. Confirmado o início de epidemia, as secretarias conjugadas desenvolveriam uma ativação das intervenções de controle vetorial e um reforço das unidades de atenção básica e de equipes do PSF, com a criação de novas unidades em áreas carentes. Uma célula de comando das ações seria organizada - com participação de especialistas da Fiocruz e das universidades - e , de posse das informações acumuladas, traçaria um plano de campanha, reforçando as estruturas de diagnóstico e atendimento dos centros de saúde (atenção secundária) e, se necessário, convocando voluntários entre estudantes de medicina e de enfermagem, agentes de saúde, aposentados, etc. Ao mesmo tempo, a célula de comando organizaria pela televisão e pela mídia uma campanha de informação e de alerta à população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário disso, aos primeiros sinais da presente epidemia, responsáveis da prefeitura e do Estado iniciaram um debate sobre as responsabilidades mútuas alheias no processo. Jornais e televisões, sem orientação das autoridades de saúde respectivas, lançaram-se em campanha de alerta pouco educativa e muito alarmista, insistindo na incidência maior em crianças - o que é verdade e era esperado - e na letalidade observada, que "seria maior que a considerada normal pela Organização Mundial da Saúde", o que está longe de ser comprovado. Essa associação - mais em crianças e com maior letalidade - criou pânico entre as mães e corrida aos hospitais, o que, em seguida, fez ultrapassar a capacidade de atendimento da rede hospitalar pública e levou às conseqüências que se seguiram, reduzindo as autoridades de saúde à condição de simples bombeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos hoje o privilégio de viver em democracia, em que o debate e a imprensa são livres. Mas políticos, lobistas e jornalistas deveriam pensar em suas responsabilidades republicanas, sobretudo no que diz respeito à saúde pública, deixando as autoridades responsáveis trabalharem tecnicamente - é claro, numa perspectiva permanente de emergência e reemergência de doenças transmissíveis, mais graves e complexas que a dengue, que ameaçam a humanidade, oriundas da globalização, das mudanças climáticas e da crescente mobilidade populacional. É necessário agir com a perspectiva, por exemplo, da possível ocorrência de uma epidemia de gripe aviária (neta da gripe espanhola de 1918), que se delineia aqui e ali pelo mundo. É preciso que, se ela aqui chegar, nosso sistema de saúde pública e medicina preventiva já tenha adquirido sua maturidade e o necessário fortalecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que meus prezados e doutos colegas do Rio e de Brasília não pensem que eu, modesto sanitarista da província, esteja querendo ensinar padre-nosso a vigário, dizendo alto daqui, o que todos pensam baixinho por lá, vou pedir algo a eles em troca. Que digam alto por ai o que nós daqui estamos anunciando baixinho, preventivamente, em Rondônia sobre epidemias a evitar, nas áreas de impacto das usinas hidrelétricas do Rio Madeira. Não se trata de epidemia de dengue porque esta já está correndo por aqui, mas as mães e a criançada, acostumadas a barras mais pesadas, tiram de letra. Trata-se de possíveis epidemias de malária, febre amarela, febre tifóide, hepatites A e gastroenterites, repetindo o drama que aconteceu muitas décadas atrás na construção da Ferrovia Madeira-Mamoré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Luiz Hildebrando Pereira da Silva&lt;/strong&gt;, parasitologista, é membro da Academia Brasileira de Ciências, professor honorário do Instituto Pasteur de Paris e diretor do Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Publicado no caderno “&lt;em&gt;Aliás&lt;/em&gt;” do jornal &lt;em&gt;O Estado de São Paulo,&lt;/em&gt; em 6 de abril de 2008.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-7775144873471329068?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7775144873471329068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=7775144873471329068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/7775144873471329068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/7775144873471329068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/04/o-rio-no-merecia-essa.html' title='O Rio não merecia essa'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-5498564184385177138</id><published>2008-03-29T08:38:00.000-03:00</published><updated>2008-03-29T08:39:30.541-03:00</updated><title type='text'>Dia da Faxina</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;omo previamente deliberado pela Rede Blog, hoje é o DIA DA FAXINA. E, dessa forma, não podia, como não deveria, ficar alheio, diante de tanta limpeza que precisa ser feita, nas mais diversas áreas e setores da administração pública municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer a minha "faxina" escolhi como objeto da minha "ideologia de limpeza", o esporte, numa forma de fidelizar um pouco mais a temática do nosso Blog, o esporte e a cidadania em nosso município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responda para você mesmo leitor: qual foi o último final de semana em que você foi ao estádio de futebol em Campos para ver um grande jogo, ou uma grande estrela de um time, dito grande pela imprensa. Quando foi a última vez que você foi ao ginásio público municipal ver uma disputa de futsal, de voleibol, de basquetebol ou de outra modalidade esportiva qualquer. Desculpe-me, caro leitor, pela idiotice da pergunta. Como você poderia ter assistido essas disputas, se nossa querida cidade não dispõe de um ginásio público. A resposta, dessa forma, é óbvia: você nunca assistiu uma disputa qualquer num ginásio municipal, pois sequer temos um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi que tivemos o privilégio de ter uma equipe de atletismo com atletas corredores, saltadores, arremessadores, triatletas, etc. Desculpe-me, mais uma vez a imbecilidade da pergunta. Com certeza, você nunca tenha visto, pelo simples fato de que Campos, uma cidade de 500 mil habitantes e um orçamento privilegiado de aproximadamente R$ 1 bilhão e meio de reais, não possuir sequer uma simples pista de atletismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi que soubemos que algum corredor de rua de Campos, deu uma entrevista dizendo que a FME o patrocinou para participar de uma corrida rústica aqui, em alguma cidade perto, como Quissamã, Macaé, São Fidélis, Carapebus, Itaperuna, e outras cidades vizinhas e próximas. Talvez nunca, pois o atual gestor do esporte em Campos não tem essa sensibilidade. Mas vamos relevar esse fato um pouco, só um pouquinho só, pois afinal de contas, ele não é do ramo e, como se não bastasse, é pessimamente assessorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivesse eu o poder de dar uma faxinada, de verdade, por amor a minha profissão, que me proporcionou e proporciona condições de viver uma vida digna e educar meus quatro filhos, escolheria por começar pela FME. Ia limpar, principalmente, o ranço da incompetência e descomprometimento com o desenvolvimento do esporte em Campos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, da minha maneira, vou metendo a minha vassoura como posso. A verdade é que nunca me omito na faxina. Mas só faxinar é, para mim, pouco. Após a faxina, sou da opinião de que se deveria haver um mutirão, numa parceria do público com o privado, para que Campos pudesse ser dotado de uma infra-estrutura capaz de atender a todos os cidadãos, das diversas localidades do município e proporcionar o desenvolvimento desta área que envolve educação, saúde e qualidade de vida da população.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Penso na construção de pequenos ou médios centros poliesportivos, acoplados de uma Escola de Ensino Fundamental, um Posto de Saúde com atendimento 24 horas por dia e um Centro de Assistência Social, para poupar o tempo dos cidadãos que moram longe do centro da cidade. E as localidades que receberiam essa estrutura desportiva seriam a Baixada Campista, a Região Norte do município (Vila Nova, Travessão, Morro do Coco, Guandu, Ribeiro do Amaro, Santa Ana, Espírito Santinho, Santo Eduardo, etc.), a Região Sul (Tapera, Lagoa de Cima, Ururaí, Serrinha, etc.), e na extensa e povoada Guarús.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine, caro leitor, se a nossa cidade tivesse essa pequena infra-estrutura. Atletas talentosos de várias modalidades desportivas seriam descobertos e, num espaço de pequeno ou médio prazo, Campos seria um celeiro de atletas renomados a nível nacional, nas mais variadas modalidades desportivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para que a faxina seja completa, meu pensamento ideológico vai até a construção de uma Vila Olímpica, nos padrões internacionais exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional, para que possamos nos candidatar a ser sede de algumas modalidades das Olimpíadas que se anuncia para acontecer no Estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, dinheiro não nos falta, espaço físico também não. Parceiros em potencial nós temos, como a Petrobrás, Águas do Paraíba, MMX, OI, VIVO, CLARO, entre tantas outras. O que nos falta, de verdade, é vontade política e competência. Mas, se não tivermos pessoas competentes para esse ideal, que humildemente importemos algum assessor de um medalhão do esporte nacional, como Carlos Arthur Nuzman ou outro indicado por ele para tal tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não podemos é mais perder tempo. Cada tempo perdido é uma geração que passa sem ter oportunidade de vivenciar o esporte e os tantos benefícios que os hipócritas oficiais costumam divulgar nas mídias oficiais, de forma não verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, só para reforçar a minha tese higiênica, dita anteriormente, a faxina só será completa se após a limpeza, vir o desinfetante, a criolina, os bactericidas e outros "produtos" de higienação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto, que será lido por uma minoria da população de Campos, numa média de 100 pessoas únicas diariamente é, por enquanto, ou pelo menos neste momento, a forma que tenho para faxinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vou varrendo, varrendo, varrendo até não sei quando. Talvez a vida toda. Tomara que não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-5498564184385177138?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5498564184385177138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=5498564184385177138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5498564184385177138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5498564184385177138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/03/dia-da-faxina.html' title='Dia da Faxina'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-2280585841322440023</id><published>2008-03-28T13:30:00.000-03:00</published><updated>2008-03-28T13:31:26.218-03:00</updated><title type='text'>Homeopatia e dengue</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ecentemente tem circulado na imprensa escrita, falada e internet uma informação de que há uma vacina homeopática para a Dengue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como médico clínico geral e homeopata há 25 anos, preciso fazer algumas considerações com a experiência que ultrapassou de longe a fase "mágica" e adotou o pragmatismo que a dureza da vida e as derrotas, inclusive com filhos e com a neta me impuseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro ser um médico conseqüente. Não vou aonde a ética médica me aponta um caminho oficial mais seguro. Exemplo: não permito mais um paciente  meu ficar com dispnéia sem usar corticóides só para ser um homeopata "fiel" aos princípios. Uso antibiótico sempre que há suspeita de infecção bacteriana, procurando me atualizar na terapêutica mais segura para os casos agudos. Na minha prática corriqueira estou fazendo mais Psiquiatria que Homeopatia e inclusive fazendo uma Especialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, jamais deve-se deixar de buscar os órgãos oficiais de prevenção e combate à Dengue. Todos os sintomas devem ser analisados por um médico e acompanhados com os exames clínicos e laboratoriais previstos na rotina mais aceita no momento quanto á Dengue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da medicação homeopática, a eficácia das três substâncias, propostas na citada "vacina" deve-se à inversão do efeito tóxico de cada uma delas, que é o método da homeopatia, isto é, o veneno se transforma em remédio pelas diluições sucessivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eupatório (Eupatorium perfoliatum) é uma planta americana. Tem propriedades  tóxicas, induzindo a uma mialgia generalizada (dores musculares). Usado homeopaticamente melhora sensivelmente as dores no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fósforo (Phosphorus) é um mineral hepatotóxico (produz uma hepatite química). Usado homeopaticamente, melhora os sintomas da hepatite e reduz o nível das enzimas do fígado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Crotalus horridus é a peçonha da cascavel, cuja intoxicação produz uma hemorragia intravascular disseminada, com grave alteração dos mecanismos de coagulação sanguínea. É usada portanto para doenças hemorrágicas como a dengue e a febre amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, EMPIRICAMENTE, aplica-se a fórmula para a dengue antecipando a possibilidade de ser hemorrágica e com sintomas de hepatite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria dos casos poder-se-ia empregar apenas o Eupatorium que funcionaria como um antiinflamatório seguro, o qual é útil em casos de viroses febris, com dores no corpo, como a dengue e a gripe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos onde se formam muitos pontos vermelhos na pele(petéquias),que é um sinal de hemorragia, pode-se acrescentar o Crotalus. Se há náuseas e vômitos, possibilidade de hepatite por dengue, usa-se o Eupatorium, a Crotalus e o Phosphorus juntos na mesma fórmula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, em grande escala, e em situações epidêmicas, pode-se empregar a fórmula indistintamente desde o início.&lt;br /&gt;Só tem um detalhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO É PREVENTIVO!&lt;br /&gt;NÃO EVITA O CICLO VIRAL!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funciona como um suporte clínico e atenua os sintomas e a antiagregação plaquetária que gera a hemorragia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há experiência clínica dessa medicação aplicada preventivamente e curativamente em várias cidades de São Paulo, Campo Grande, Macaé e em Cuba com resultados apresentados em secretarias estaduais, municipais e ministérios de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo que se usem três gotas dessa fórmula em dose única, preventivamente. Em caso de doença instalada ou de suspeita, usar três gotas, três vezes ao dia enquanto durarem os sintomas e até alguns dias depois, pois ajuda também no período de convalescença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medicação homeopática não é vacina! Não previne a Dengue! É uma medicação coadjuvante à medicação oficial. Homeopatia não é medicina alternativa, mas complementar. Não é uma opção, mas um auxiliar terapêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em caso de contaminação, por dengue, procure o serviço público e siga as recomendações de seu médico. Reiterando a necessidade de uma centralização diagnóstica e terapêutica da dengue, ofereço os meus préstimos à Secretaria de Saúde, certo de que o emprego das substâncias acima é inofensivo do ponto de vista tóxico e tem propriedades terapêuticas reconhecidas em diferentes épocas e localidades referenciadas em órgãos oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávio Mussa Tavares, Médico. CRM 52.39997-4&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-2280585841322440023?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2280585841322440023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=2280585841322440023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2280585841322440023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2280585841322440023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/03/homeopatia-e-dengue.html' title='Homeopatia e dengue'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-1650844155345590854</id><published>2008-03-21T17:06:00.001-03:00</published><updated>2008-03-27T00:03:54.280-03:00</updated><title type='text'>Panis et circenses</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Bruno Lindolfo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Universitário de direito da Ucam-Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:blindolfo@gmail.com"&gt;blindolfo@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; humanidade já presenciou e foi vítima de toda sorte de instrumentos de controle e manipulação social: regimes ditatoriais, a censura, a manipulação da notícia e informação, a propaganda, a fome, a violência. Todos eles continuam presentes, alguns mais ou menos que outrora, mas não se pode negar a perversidade maior daqueles que ao manipularem trazem consigo um instrumento de desvirtude de valores, buscando engendrar pensamentos desviantes, ou instaurar, em último caso, a completa ausência de senso crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política imperativa durante o Império Romano, o pão e circo garantia alimento lisérgico para corpo e espírito. Inebriados pela barbárie protagonizada pelos gladiadores e pela possibilidade de decidir em conjunto com o Imperador, podendo condicionar a decisão desse a sua vontade – o que, de certa forma, criava a sensação de partícipes da coisa pública, decorrente da empatia entre líder e liderados, os cidadãos romanos, entretidos pelas lutas mortais e alimentados pelo pão distribuído durante os espetáculos esqueciam de sua realidade. A barbárie que os circundava e afetava no cotidiano encontrava lenitivo nas dependências do Coliseu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séculos mais tarde mudaram-se apenas os métodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política cultural de Campos, por exemplo, é resumida no entretenimento, nos shows, e não são poucos. O pão fica a cargo das contratações desordenadas, em números absurdos, cumprindo à risca o modus romano de doutrinação e dominação política e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se quer aqui abarcar a postura politicamente correta, exigindo explicação e finalidade moral para tudo, movendo verdadeira catilinária contra a política do entertainment - os shows têm seu lugar, embora questionável o fato de o poder público atuar, solitariamente, como promotor de eventos; mas em se tratando de erário é indispensável e obrigatório que esses eventos não sejam um fim em si mesmos, e que possam, de alguma maneira, somar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ocorre quando o poder público tira da inércia, típica dos espectadores, os que apenas observam absortos vultos da realidade, e os lança a condição de atores sociais, consciente de si, do que os cerca e, por isso, capazes de gerar expectativas para si e para sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos a prefeitura subsidiava times milionários de basquete e vôlei, mas não se preocupou em desenvolver, paralelamente, escolas de iniciação esportiva para acolher crianças e jovens afoitos pela presença de tantos ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos é uma cidade que propositalmente ignora de forma solene seus nativos e ou momentos históricos de marco e projeção nacional. Querem, talvez, fazer jus a máxima que diz que um povo que não conhece sua história, não compreende seu presente ou pensa e projeta o seu futuro, criando terreno anônimo, amorfo e por isso fértil, para que possam fazer grassar o bacanal administrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há absolutamente nada em Campos que demonstre que essa foi a primeira cidade da América Latina a receber luz elétrica, pelo contrário, o breu domina ruas e idéias. A livraria mais antiga do país está aqui, e em 164 anos de história não pode se dar ao luxo de vender apenas livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Didi, o “Príncipe Etíope”, certamente deu sua primeira “folha seca” nessa planície: é um ilustre desconhecido em sua própria terra natal. José do Patrocínio, Nilo Peçanha, Álvaro Vieira Pinto, José Cândido de Carvalho percorreram o mesmo caminho, lembrados, talvez, entre um cruzamento ou outro e um prédio em decomposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resgatar e preservar a memória cultural de um povo é criar e sedimentar sua identidade, mantendo acesa a chama da esperança em dias melhores, na certeza que a pasmaceira atual é só mais uma página dentre os altos e baixos de sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não dizer que não falei de flores e apenas teci um rosário de lamentações e ranzinices, algumas sugestões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Informatização do acervo da biblioteca do Palácio da Cultura, ainda feito de forma manual e recentemente inacessível porque, pasmem, o famigerado caderninho sumiu.&lt;br /&gt;- Resgatar e valorizar os nomes da terra.&lt;br /&gt;- Criação em calendário fixo de olimpíadas culturais.&lt;br /&gt;- O mesmo em relação à prática esportiva, promovendo torneios entre escolas municipais.&lt;br /&gt;- Políticas de incentivo à leitura nas escolas da rede pública.&lt;br /&gt;- Participação junto à iniciativa Privada, na criação e democratização do acesso às escolas de música e teatro.&lt;br /&gt;- Estruturação das quadras poliesportivas dos bairros, com educadores físicos desenvolvendo atividades diariamente.&lt;br /&gt;- Ônibus climatizado, levando biblioteca ou cinema móvel para os distritos e bairros mais periféricos e carentes.&lt;br /&gt;- Manutenção e ampliação da Bienal do Livro com distribuição gratuita de vale-livro.&lt;br /&gt;- Incentivar a manifestação popular, como os blocos de carnaval, não com recursos pomposos, mas infra-estrutura, segurança e todo aparato necessário para uma festa decente, deixando a criação da folia do carnaval clássico (pequenos blocos, marchinhas, boi pintadinhos), como sempre ocorreu, a cargo da comunidade.&lt;br /&gt;- Descontos no IPTU como contrapartida financeira, no incentivo à conservação da rua ou participação na coleta seletiva. Educação ambiental e cívica são instrumentos de formação cultural e formulação de uma nova mentalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pequenas ações que podem contribuir para uma virada de página, reescrita, incansavelmente, reeditando os mesmos erros há alguns bons anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-1650844155345590854?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1650844155345590854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=1650844155345590854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1650844155345590854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/1650844155345590854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/03/panit-et-circenses.html' title='Panis et circenses'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-972917689910613496</id><published>2008-03-13T13:22:00.001-03:00</published><updated>2008-03-13T13:24:21.641-03:00</updated><title type='text'>Covardia!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;obre a mega operação da Policia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, intitulada "Operação Telhado de Vidro", que cumpriu diversos mandados de busca, apreensão e prisão de secretários, acessores e empresários, a imprensa tradicional e a rede de blogs campista quase que esgotaram o assunto. Quase, porquê agora resta as especulações sobre os nomes que irão ocupar os diversos cargos da administração pública municipal e sobre a configuração política e administrativa do governo do Prefeito em exercício Roberto Henriques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente que um fato histórico como este merece bastante destaque, e a imprensa, como um todo, tem o direito, o dever e a obrigação de divulgar. Mas o que eu gostaria de levar a um possível debate é a questão da violência contra jornalistas no pleno exercício de suas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toco neste assunto depois de presenciar e vivenciar a agressão violenta e gratuita que o companheiro Fabiano Seixas, o Sepé, sofreu por parte de seguranças do ex-alcaide, despreparados, para não dizer desesperados na iminência de perderem suas "boquinhas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de sensibilizar aos demais companheiros blogueiros a não deixar passar desapercebido este lastimável episódio, que se configurou como uma grande covardia e cerceamento do livre e pétreo direito de expressão e de ir e vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu olhar, a rede blog de Campos não deu o devido destaque à agressão sofrida pelo companheiro Fabiano Seixas, o nosso querido "Sepé".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o violento ataque físico sofrida por Sepé, pude perceber o abalo psicológico que lhe tomou conta. Agressão física, constrangimento, socorro emergencial, pronto atendimento em hospital de emergência, delegacia de polícia, furto do seu equipamento, entre outras tantas agressões lhe abalaram visivelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse lamentável episódio não deve passar desapercebido, mesmo que o Sepé, que é do bem e da paz, assim o queira. Pelo simples motivo do respeito que os profissionais da imprensa, principalmente no exercício de suas atividades laborativas, devem merecer da sociedade. Dessa forma, em nome da ideologia que se defende na Rede de Blogs de Campos, peço aos demais companheiros blogueiros que postem um manifesto de repúdio as ações truculentas e criminosas, como a acontecida na segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os demais companheiros da rede acharem que este nosso apelo não procede, peço, humildemente, que desconsiderem este post.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;PS: As fotos da agressão estão no &lt;/span&gt;&lt;a href="mhtml:%7B58DC0CDE-8700-4748-B3CD-A5188B8C7D18%7Dmid://00000069/!x-usc:http://www.blogvitorlongo.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.blogvitorlongo.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-972917689910613496?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/972917689910613496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=972917689910613496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/972917689910613496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/972917689910613496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/03/covardia.html' title='Covardia!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-3678555957435727287</id><published>2008-02-22T12:23:00.001-03:00</published><updated>2008-02-22T12:25:37.731-03:00</updated><title type='text'>A consonância dos males na política Goitacá</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Bruno Lindolfo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Universitário de Direito da Ucam Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;irei meu titulo de eleitor aos 15 anos. Como bom brasileiro que sou, deixei para o último dia. Fiquei seis horas na fila. Não reclamei: votar, para mim, era mais importante. Ainda hoje, e, quiçá, para sempre, estar frente à urna traz o mesmo êxtase da primeira vez - méritos do meu pai, que, desde muito cedo, incentivou o diálogo político e sempre me levou nas votações. Não compreendo por que esse dia é tratado com uma aura de eterna manha sacal de domingo; normalmente, nesse dia toda gente reclama que poderia estar na praia, até mesmo aqueles que vão apenas durante o verão, e nem molham os pés!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha estréia como eleitor foi repetida quatro vezes, em um espetáculo deprimente de como a politicagem pode degenerar um dos ofícios mais nobres que existe, o oficio do político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, política em Campos, notadamente na disputa executiva, parece sofrer uma sina eterna: um fado de pilha alcalina, que é viver de pólo a pólo, negativos, por sinal - talvez por isso a repulsa mútua -, o que acaba legando ao eleitor possibilidades ínfimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em uma fase, digamos, mais rock’n roll, imaginava equacionar esse problema anulando meu voto. Reflexões depois, percebi que votar nulo era uma atitude egoísta e inócua, por trazer uma falsa sensação de escusa do processo perverso que por vezes pode descortinar ante nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio encontrado para solucionar o problema foi a teoria do mal menor, que consiste em ponderar, dentre os males, qual teria efeito menos avassalador, sob todos os aspectos, dentro da cidade ou adjacências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a teoria do mal menor funcionou durante algum tempo, mas, infelizmente, o mal menor preferiu galgar o mesmo caminho de seu criador: repetindo erros, inovando outros e até exportando males. Demovendo, assim, uma oportunidade de ouro: de trabalho sério, coeso, inovador e honesto. Seria um marco para a cidade, para a sociedade e um marco político pessoal, enterrando de vez o outro mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal menor tripudiou de todos - e de si mesmo -, granjeou um novo status: é hoje tão nefasto quanto o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síntese do mal menor caducou, não faz mais sentido quando se tem uma tese e antítese que representam absolutamente a mesma política mofada e clientelista que marcou nossa história como país, e por aqui fez morada. Campos dos Goytacazes, minha aldeia, realmente virou uma trincheira, um foco de ranço que resiste em ruir, mesmo diante dos ventos mais fortes da modernidade e do vendaval da bonança capital que chega de nossos mares, e que insiste em nos assolar, num contraditório sem precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de males iguais, atentemos, então, para o mal maior, que decorre da formação gradual, paulatina, ou não, de uma oligarquia que se estabelece pela continuidade no poder, engranzando para si todas as oportunidades de negócios na cidade, limitando concorrência, cerceando novos empreendimentos, que não terão vigor financeiro para concorrer com uma máquina alimentada por recursos infindáveis, nossos recursos. Digo isso pois é visível o crescimento de grandes negócios na cidade, notadamente na área imobiliária, e, se procurarmos saber quem são os capitães de tais empreendimentos, veremos que há uma intimidade fortíssima entre público e privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo: se a coisa continuar nesse pé, daqui uns anos, um cidadão comum, honesto, cumpridor de todos os seus deveres e obrigações, que queira iniciar um negócio na cidade: inovar, gerar empregos, sob uma perspectiva nova, um diferencial, não conseguirá. Terá de se sujeitar ou a mudar de ramo ou ser empregado, e não empregador. E essa mudança é irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano eleitoral se inicia, à cidade, desejo sorte; aos eleitores, sobriedade e reflexão para melhor decidir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-3678555957435727287?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3678555957435727287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=3678555957435727287' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3678555957435727287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3678555957435727287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/02/consonncia-dos-males-na-poltica-goitac.html' title='A consonância dos males na política Goitacá'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-3976861863570000175</id><published>2008-01-10T15:42:00.000-03:00</published><updated>2008-01-10T15:49:07.512-03:00</updated><title type='text'>Direitos Humanos e a necessidade de uma abordagem universal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Bruno Lindolfo Gomes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Universitário de Direito&lt;br /&gt;e-mail: blindolfo@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Declaração Universal dos Direitos Humanos é quase sexagenária, no entanto, desde sua criação não houve consenso que pudesse promover sua práxis, o espargir de igualdade, seja civil, econômica, ou social. O único consenso formado até hoje data de sua criação: a idéia de que todo ser humano é detentor de tais direitos, sem distinção de cor, credo, opção sexual e comunhão política. As amarras que atam a socialização dos direitos humanos são exordiais de sua própria criação. Hoje, o maior problema dos direitos humanos é o próprio direito humano da forma como é visto e tratado, ou, mais precisamente, aqueles que se propõem a empunhar sua bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ativismo pró direitos humanos virou seara de personalistas emergentes, ávidos por sucesso e projeção política, ou então terreno fértil para o proselitismo político social, onde digladiam-se comunas e liberais, que discutem desde a criação da moeda se a batuta que rege o mundo deve ser impelida pelo privilégio aos direitos civis constituídos ou à promoção social. A fragmentação dos grupos que lutam por tais direitos corrobora a tese de que o mal está na própria gênese - ao que parece, do próprio ser humano, por ser tão egocêntrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Declaração Universal dos Direitos Humanos é extensa. Trata de salvaguardar o seu sujeito de toda e qualquer iniqüidade, violação de direitos e de toda forma de situações degradantes a que possa ser exposto. Na prática, o que se vê é um reducionismo boçal às prerrogativas de certos grupos ou situações, principalmente aquelas que no tal momento possam promover visibilidade política. O que ocorre na postulação prática desses ativistas é simplesmente desigualdade negativa. É interessante defender o meio ambiente, pois é assunto em voga; por conseguinte, traz visibilidade. O mesmo ocorre com o sistema carcerário e os presos que tornam o ativista visível de forma oposta, pois vai de encontro ao asco social pelos indivíduos marginalizados. Repulsa que faz todo sentido numa conjuntura de valores tão revolvidos, que fazem do policial torturador do filme herói da nação. Por outro lado, há uma tendência crescente de vitimização do bandido, trazendo, inclusive, a sensação de que a carta de Direitos Humanos poderia ser renomeada, sem perda de sentido, para Direitos do Cárcere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito humano é heterogêneo, e não pode coexistir com o tendenciosismo do ativismo travestido, que, imbuído de escusos interesses políticos, promove um prosaico “escalonamento de direitos”. Direito devido é macula social, seja qual for a natureza de seu débito. A luta pelo direito como bem comum e universal deve primar pela indivisibilidade, pois não há hierarquia para aquele que tem expectativa de direito - para este, o direito mais importante do mundo é o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que inibe o desenvolvimento desta política de direitos é a falta de proatividade, falta iniciativa de promoção contínua de uma sociedade mais justa e digna, é um movimento baseado na reação, desde sua criação, movido por catástrofes ou violações aberrantes de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho que leva à contemplação de um mundo mais humano e direito é longo, e não começamos nem mesmo a trilhá-lo, afinal, não garantimos o direito mais vital, aquele que em falta torna todos os outros inúteis e inexeqüíveis: a liberdade. Enganam-se os que acreditam que essa foi conquistada na alforria. A escravidão nos dias de hoje foi institucionalizada. Ledo engano, também, dos que acreditam que a liberdade é inerente e ínsita no processo democrático – “ora, porque votam, são livres”, diriam os democratas; esquecem que eleições são decididas pela trela da fome e o jugo da miséria, além, óbvio, de outras razões não tão altruístas sob aspecto sociológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme “Tráfico Humano” mostra o submundo do tráfico e exploração de mulheres e crianças, atividade extremamente lucrativa e que causa espanto sua ocorrência num mundo extremamente informatizado e cada dia menos intimista, afinal, há uma histeria pública por segurança, principalmente nos EUA. Ironicamente, os norte americanos são um dos maiores financiadores de tal tráfico, que com toda certeza conta com a aquiescência de outros grandes poderios financeiros no mundo. Essas crianças são originárias quase sempre de países pobres, e são vendidas pelos próprios pais. Os pais das crianças de países pobres, os mesmos que vendem seus filhos, são escravos modernos. Os mesmos países que exportam crianças são os preferidos de multinacionais que em busca de mão de obra miserável instalam suas fábricas e manufaturas, onde trabalham inclusive crianças, em troca de salários irrisórios e laborando em condições degradantes, bem como seus pais, os mesmos pais que as vendem imbuídos pela miséria e fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro filme que retrata a existência de escravos modernos sob as barbas libertárias americanas é o premiado e belíssimo Pão e Rosas, que trata dos transtornos de imigrantes ilegais mexicanos em solo americano. São absorvidos por empresas que terceirizam serviço de limpeza dos grandes prédios empresarias do país, sendo mão de obra barata, atrelados pelo medo de denúncia e deportação, tendo negados direitos trabalhistas básicos e entregues a esmo e fortúnio do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos não faltam em âmbito nacional, ou no próprio quintal, Campos dos Goytacazes. Em 22 de novembro de 2007, a colunista Miriam Leitão de O Globo, detalha as condições desumanas a que foram encontrados empregados encarregados do corte de cana em Mato Grosso do Sul, o empresário responsável foi notificado pela terceira vez por tal fato, é deste sujeito a responsabilidade de uma das poucas usinas em funcionamento em nossa cidade, a usina Santa Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupa a ocorrência de tal fato num país que sonha alto a respeito do etanol, o combustível do futuro, que ao que parece não fugirá da sina do desenvolvimento pela dor e exploração. Qualquer direito humano permanecerá sendo violado enquanto não houver a disposição de oportunidades iguais para todos, sem demagogias ou populismos assistenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta por esses direitos deve ser universal, ou tornar-se-á fetichismo ideológico e eterna aspiração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-3976861863570000175?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3976861863570000175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=3976861863570000175' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3976861863570000175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3976861863570000175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2008/01/direitos-humanos-e-necessidade-de-uma.html' title='Direitos Humanos e a necessidade de uma abordagem universal'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-5582544490363849313</id><published>2007-10-24T20:48:00.000-03:00</published><updated>2007-10-24T20:52:20.389-03:00</updated><title type='text'>Os estigmas dos políticos campistas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;/strong&gt;, em 23/10/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; nossa querida Campos dos Goytacazes é uma cidade aonde alguns de seus representantes políticos se estigmatizaram, de uma forma ou de outra, em sua passagem pelo poder. Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, de autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, estigma é sinônimo de cicatriz, sinal e, estigmatizar é marcar com estigma, censurar, condenar.Pois bem, vamos a um breve passeio pela história política de Campos, começando por um passado, um tanto, quanto recente. Porém, é de bom alvitre que se diga que esses estigmas que serão colocados na conta dos políticos citados não é uma opinião pessoal deste blogueiro, mas uma constatação observada nas rodas de conversas políticas de um grande número de pessoas habitantes da cidade, principalmente os que acompanham a política local e nacional de forma mais atenta, ou seja, é o senso comum que dita os estigmas dos políticos que serão citados a seguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex-vice-prefeito de Campos, Lourival Martins Beda, teve o estigma de ser “O Médico dos Homens e das Almas”, pela sua benemerência no trato com a medicina e com os menos favorecidos sócio-economicamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O falecido deputado federal Alair Ferreira, tem o estigma de ser “O Realizador”, pelas importantes obras que trouxe para a sua cidade, podendo citar: a construção do dique do Rio Paraíba do Sul, a construção de uma ponte, e outras tantas obras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O político Sebastião Campista, várias vezes candidato a cargos eletivos, porém sem sucesso nas urnas, ficou estigmatizado como o “Chicote do Povo”, por ser um advogado e radialista que defendia os interesses dos mais humildes nos tribunais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex- prefeito, José Carlos Vieira Barbosa, o Zezé Barbosa, ficou estigmatizado pelo senso comum, como o “Prefeito das Pracinhas Públicas e dos meios fios pintados a cal”. Nada depreciativo, porém é um estigma que sugere a falta de ações mais concretas, no que diz respeito ao desenvolvimento e a realizações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex–prefeito e ex–governador, Anthony Garotinho, se auto-estigmatizou como sendo um “Político Pobre, que só tem uma casa na Lapa”, assim mesmo, fruto de uma herança de família. É bem provável que ao se auto-estigmatizar dessa forma, ele buscou um gancho de marketing pessoal e político, que se diga de passagem, ele reforça até os momentos atuais, embora tenha ocupado cargos políticos executivos da mais alta importância no contexto de um campista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex-prefeito Sérgio Mendes, por um bom tempo, ou melhor, até romper com seu criador o ex-governador Anthony Garotinho, teve o estigma de ser o “Boneco de Garotinho”. Esse estigma, talvez, se deva ao fato do ex- prefeito Sérgio Mendes ter sido eleito com o apoio político de Garotinho, sob o lema de “Sérgio Mendes é Garotinho de Novo”, e, durante um bom tempo ter governado Campos sob a orientação de seu criador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex-vereador e ex-deputado estadual, pré-candidato a prefeito pelo PCB no próximo pleito, Paulo César Martins, teve seu estigma criado na sua luta pela emancipação de Guarús, ou seja é conhecido como o político que tenta separar a margem direita do Rio Paraíba do Sul da margem esquerda, dividindo Campos ao meio.O&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O deputado estadual João Peixoto ficou estigmatizado por ser o defensor dos taxistas, uma vez que, esta era a sua labuta profissional chegando, inclusive, a ser presidente do sindicato de sua classe profissional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex-vereador, ex- deputado federal e prefeito de Campos por um curtíssimo período, Carlos Alberto Campista, tem o estigma de ser o “Advogado dos Aposentados”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Deputado Federal e ex-prefeito, Arnaldo Vianna, segundo os mais entendidos em política de nossa cidade, é sem dúvidas, o político mais popular de Campos no momento atual. Seu estigma é de ser um político “Bondoso”, de um “Coração Grande”, não obstante, as graves denúncias que pesam contra ele e que tramitam nas esferas judiciais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ex-deputado Paulo Feijó, logo no início de sua carreira política, foi difamado por adversários políticos como tendo subtraído trilhos da extinta Rede Ferroviária Federal, onde exercia o cargo de engenheiro. O fato é que esse estigma acompanha o ex-deputado até aos dias atuais, mesmo com todo seu esforço em reverter à situação. Não é raro ouvir piadas sobre Paulo Feijó e os trilhos. Enquanto deputado federal, novamente seus adversários políticos o estigmatizaram como tendo sido um dos deputados federais que votaram contra os trabalhadores. A bem da verdade, os que acompanham a política mais de perto sabe que tal fato verdadeiramente não aconteceu, mas o calar do ex-deputado, diante das acusações inverídicas, fez com este rótulo lhe acompanhasse até hoje. Recentemente teve seu nome envolvido com a máfia das ambulâncias, ou escândalo das sanguessugas, o que o levou a se desfiliar do seu partido para evitar enfrentar o Conselho de Ética e uma provável expulsão do PSDB. Dessa forma, não há como negar esse seu novo estigma, o de “Sanguessuga”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rockfeller Felisberto de Lima, ex-vice-prefeito eleito pelo voto direto, ex-prefeito, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-senador suplente da república, ex-secretário de estado e, atualmente Secretário Municipal de Comércio, Indústria, Turismo e Tecnologia, tem o estigma de “Um homem Público de Mãos Limpas” e que quando foi prefeito de Campos, por um curto período e, diga-se de passagem com parcos recursos para administrar uma cidade do porte de Campos, deixou obras importantes, eternizadas com o passar tempo, podendo citar: A APOE, o Colégio Municipal 29 de Maio, o Palácio da Cultura, os Sandús e tantas outras obras de grande relevância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para que este artigo não se torne enfadonho vou parar por aqui. Porém, mais uma vez, reforço que estes rótulos que marcaram a carreira dos políticos citados neste texto, não se constitui em pensamento ou opinião própria deste blogueiro, mas do senso comum, influenciado maciçamente pelas mídias locais e de âmbito nacional.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-5582544490363849313?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5582544490363849313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=5582544490363849313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5582544490363849313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5582544490363849313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/10/os-estigmas-dos-polticos-campistas.html' title='Os estigmas dos políticos campistas'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-3575569089408312164</id><published>2007-10-08T13:11:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T13:12:59.535-03:00</updated><title type='text'>Rumo errado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vitor Augusto Longo Braz*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; atletismo, esporte milenar e diversificado que agrega várias modalidades, podendo citar: corridas, saltos, arremessos e lançamentos. O atletismo é considerado o esporte “mãe”. Do atletismo, surgiram quase que a totalidade dos demais esportes, segundo historiadores. Segundo eles - os historiadores, as primeiras provas de competição registradas na história eram compostas de algumas das diversas modalidades do atletismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na história das olimpíadas o atletismo configura-se como a grande atração, a grande expectativa, a estrela do evento. As esperanças em torno das auto-superações e quebra de recordes nas diversas modalidades dos esportes que compõe o atletismo são as que mais chama a atenção de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Brasil, em termos desportivos, começou a ganhar destaque e reconhecimento internacional, não só pelo futebol, mas também através de marcas alcançadas por atletas do atletismo. Vale lembrar: Ademar Ferreira, Joaquim Cruz, João do “Pulo”, entre outros tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O atletismo, no tocante às corridas, principalmente, basta observar, é o esporte que mais atrai adeptos desfavorecidos sócio-economicamente. As nações africanas são as que mais se destacam em corridas de rua. A Nigéria, o Quênia e outros países africanos que são economicamente considerados miseráveis são os que mais ganham corridas de rua no mundo todo. No Brasil os corredores de rua são, da mesma forma, em sua grande maioria, desfavorecidos sociais e economicamente. Muitos não têm dinheiro para comprar um tênis apropriado. Lembram da nossa atleta, cortadora de cana, que ganhou a Corrida de “São Silvestre”, uma das mais importantes do mundo, descalça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em Campos essa realidade não é diferente. Os atletas de corrida de rua sofrem com o descaso e a falta de apoio do poder público, especificamente do gestor da pasta que tem a incumbência de incentivar e desenvolver esse esporte. Há pouco tempo atletas de ponta de Campos fizeram apelos e denúncias em um jornal local quanto à falta de apoio dado a eles, que elevam o nome de nossa cidade país afora e, de sobra, aproveitam para se aprimorarem. Coitados! A alegação sempre é a falta de verbas. Quando, quase sempre, se impõe aos solicitantes “mil” exigências para liberarem uma merreca: tem que ter associação, sindicado federação, etc. Mas, dinheiro para um comprar carro 0 Km, que segundo se noticiou em um jornal local, ao preço de R$ 38.000,00 (trinta e oito mil reais), para servir ao bem estar dos dirigentes, a verba aparece como num passe de mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como promotor de quase uma centena de competições de corrida de rua em Campos, São João da Barra e Macaé, considero-me com legitimidade para falar desse descaso. Afinal, dessas quase cem corridas de rua que promovi, tive muito pouco ou quase nenhum apoio da municipalidade. Felizmente, empresas de porte como o Banco Itaú e a Unimed tiveram a sensibilidade que a municipalidade não têm.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Aliás, faço uma simples pergunta aos dirigentes da FME: Onde em Campos se pratica salto em distância, salto em altura, arremesso de peso, salto com vara, arremesso de disco e outras modalidades do atletismo. Ah! Esqueci, não temos sequer uma pista de corrida e local para a prática do atletismo. Que vergonha eu sinto da minha cidade, tão rica e ao mesmo tempo tão atrasada no esporte.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Bem que os dirigentes do esporte em Campos poderiam assistir a Corrida Rústica de Macuco, cidade da Região Serrana de pequeno porte e arrecadação infinitamente inferior a nossa cidade. Lá acontece uma corrida a nível nacional com total apoio da municipalidade. Participam aproximadamente 1.000 (mil) atletas de todos os lugares do País, que promovem o Turismo e o Esporte, levando a reboque o desenvolvimento econômico. Ou então, poderiam visitar Nova Friburgo, que é considerado um Centro de Excelência em atletismo, principalmente Corrida de Rua.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Não estou acompanhando os Jogos Estudantis de Campos, ouço apenas, de forma massiva, das críticas quanto à organização, mas não tenho condições de afirmar isso, pois não estou acompanhando este evento. Gostaria apenas de saber se durante os Jogos Estudantis de Campos, acontecerá competições de saltos, arremessos e as diversas modalidades de corrida que compõe o atletismo e, por último aonde irão acontecer. Se for na pista do 56º Batalhão de Infantaria, que os organizadores tomem cuidados especiais para não lesionarem os competidores, pois a pista não é das melhores, para ser otimista.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Lembro-me da minha época de estudante secundarista. Existia todas essas modalidades do atletismo nos colégios. Posso citar: Liceu de Humanidades de Campos, Escola Técnica Federal de Campos, Centro Educacional N.S. Auxiliadora, Colégio São Salvador, etc. Acho que é viável à volta dessas diversas modalidades do atletismo que citei acima. Basta ter visão desportiva, ou buscar acessória competente, e o que é também fundamental, ter humildade para agregar profissionais que tem competência e história no esporte de Campos.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Fico imaginando se os dirigentes pensam em gerir o esporte como inclusão social, como poderosa ferramenta da educação e com oportunidades para todos. Penso que estão no RUMO ERRADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jornalista, Profissional de Educação Física, ex - Presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos (1996 a 2000), ex-membro do 1º Conselho Regional de Educação Física instalado no Brasil,  Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, Premiado em 01/09/03 com Discóbolo de bronze pelo ex- Presidente da República Fernando Henrique Cardoso pelos relevantes serviços prestados a Educação Física no Estado do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-3575569089408312164?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3575569089408312164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=3575569089408312164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3575569089408312164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/3575569089408312164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/10/rumo-errado.html' title='Rumo errado'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-2141839348454321314</id><published>2007-09-24T12:30:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T12:29:19.232-03:00</updated><title type='text'>Conversas do Boulevard</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;doro passar minhas horas livres pelo calçadão de Campos, ali pelo começo da Rua Sete de Setembro e Boulevard Francisco de Paula Carneiro, local que os mais antigos intitularam a “Rua do Homem em Pé”. Talvez tenha adquirido este hábito com meu pai, que entre um cafezinho e outro, encontrava com suas amizades e passavam momentos de prosa sobre diversos assuntos, quase sempre relacionados ao nosso município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias atuais, mesmo com o avanço das novas tecnologias de comunicação e informação do mundo “glocal”, ou, talvez, em conseqüência disto, as afinidades humanas ficaram, cada vez mais, frias. A reorganização do tecido social do mundo contemporâneo, o corre-corre em busca de oportunidades e da própria sobrevivência, aliada a alta competitividade que caracteriza o mundo moderno e outros tantos fatores, levaram aos seres humanos a uma mudança de comportamento no que diz respeito às relações interpessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num passado, não tão distante, era comum e, ao meu ver, altamente profícuo, dedicarmos aos amigos e companheiros uma atenção afetuosa, e carinhosa. Conversar sobre assuntos como trabalho, família, política e outros diversos assuntos, faz com que o mundo se torne mais humanizado e as relações de amizade sejam fortalecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tenho tido tempo, por conta de uma licença médica para um tratamento de saúde, tenho estado com certa constância pelo “calçadão” do centro de Campos. Lá, tenho reencontrado velhas amizades, que passam circulando, apressadamente, diga-se de passagem, porém nunca perco a oportunidade de conversar por alguns poucos minutos e dar um abraço carinhoso no amigo, o que mata por determinado tempo à saudade que sinto deles e que o mundo moderno impôs a sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos tempos, especificamente nestes dois últimos meses, as conversas no “calçadão” não tem sido outra do que política. De certa forma, o pleito municipal do ano que vem já tomou conta do senso comum. E, dentro desse espectro, os diálogos giram em torno das estratégias políticas adotadas pelo ex - governador Antony Garotinho, tendo em vista a sucessão municipal.&lt;br /&gt;E, apesar de se ouvir que Anthony Garotinho está em baixa eleitoralmente, é de se ressaltar que, quase que unanimemente, todos concordam que não se pode subestimá-lo politicamente, devido ao seu carisma, ao seu alto poder de comunicação e persuasão, a sua inteligência e, principalmente, a sua capacidade de armar estratégias no conceito político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garotinho tem usado com muita freqüência, assíduos ataques aos dois maiores “cabos eleitorais” de Campos, quais sejam o Deputado Federal Arnaldo Vianna e o Prefeito Alexandre Mocaiber (esse principalmente por deter o poder da “caneta”), que chegam as raias da insistência, para não dizer perseguição. Tem usado diariamente os meios de comunicação a que tem acesso para, além de atacar, promover um jornalismo investigativo, a cerca de possíveis irregularidades que aconteceram e/ou estão acontecendo na administração pública municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está tendo acesso e divulgando informações dificíeis de se conseguir e, aos olhos de uma grande parte da população, calamitosas sobre as duas personalidades citadas acima. Mas, não entro neste mérito. Só a justiça pode se pronunciar quanto a denuncias que estão sendo feitas por ele e pelos meios de comunicação a que tem acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao assunto de sua determinação, sua sabedoria e sua qualidade de estrategista político, só para clarear a mente dos meus poucos leitores, há algumas semanas atrás as manchetes nos principais meios de comunicação, não só de Campos, mas de todo Brasil, davam conta da negociação envolvendo o PMDB fluminense, o qual é o presidente estadual, com o DEM, do Prefeito do Rio de Janeiro César Maia, (até bem pouco tempo seu arquiinimigo político). As matérias noticiaram um acordo político entre o PMDB e o DEM, tendo em vistas as eleições municipais de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais uma “bomba” está para explodir em Campos. O que se tem dito e ouvido pelos freqüentadores anônimos do “calçadão” - que poderia até ser intitulado a “boca maldita” de Campos, é que Garotinho, com o aval de Fernando Henrique Cardoso, vai intervir no PSDB fluminense, aumentando o número de partidos que se alinharão com o PMDB fluminense, para as eleições municipais de 2008. E o candidato a prefeito da coligação partidária que está articulando, seria o atual Vice-Prefeito, Roberto Henriques. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda essa movimentação política que tem acometido Campos nos últimos dias, o senso comum, observado nas conversas e comentários pela “boca maldita” do centro, é de se concordar que não se pode, em momento algum, subestimar a sabedoria, inteligência e a estratégia política do ex-governador, Anthony Garotinho. Parece que ele respira política 24 horas por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Jornalista, profissional de Educação, mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ Física, presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos (1996 a 2000), membro do 1º Conselho Regional de Educação Física instalado no Brasil, premiado em 01/09/03 com Discóbolo de bronze pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso pelos relevantes serviços prestados a Educação Física no Estado do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-2141839348454321314?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2141839348454321314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=2141839348454321314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2141839348454321314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/2141839348454321314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/conversas-do-boulevard.html' title='Conversas do Boulevard'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-5605477413626514267</id><published>2007-09-21T18:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-21T18:37:43.070-03:00</updated><title type='text'>Resposta a artigo sobre Transporte Público em Campos</title><content type='html'>No dia 11 de maio, este blogueiro, publicou no jornal &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; de Campos o artigo “&lt;strong&gt;Emut – hora de abrir caminhos&lt;/strong&gt;” que você pode reler clicando &lt;a href="http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/05/emut-hora-de-abrir-caminhos.html"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Como consequência dele recebeu um e-mail do senhor Sérgio Belém de Morais, diretor da Viação Tamandaré Ltda. cujo texto este blog acaba de transcrever abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11/05/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sr. Roberto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em sua matéria da Folha da Manhã de hoje, pude sentir um misto de alívio e contrariedade.&lt;br /&gt;Alívio, quanto ao que foi dito sobre a má alocação do “presidente” da EMUT e sobre o “diretor” deste órgão; é a mais pura verdade e o que vem contribuindo substancialmente para a situação em que se encontra o transporte coletivo e o trânsito neste município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariedade, quando foi dito que o transporte coletivo não é eficiente e que deveria ser municipalizado temporariamente e depois devolvido às empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se esta cidade se mostra acéfala em tantos setores, sem conseguir uma gestão eficiente em nenhuma área, como atribuir mais este encargo? Acredito que a idéia de “tomar” o negócio de quem não tem culpa é uma arbitrariedade de fundo ditatorial. Mesmo porque, não se trata de incompetência dos donos, que vivem neste ramo a gerações. No caso da Viação Tamandaré, vale ressaltar que pertence a um grupo que atua neste ramo com empresas na Bahia, Grande Rio, São Paulo e Minas Gerais, com uma frota total de 900 ônibus e 2500 empregos diretos. Portanto, não acredito que sejamos incompetentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessário é esclarecer, se o senhor tem conhecimento dos problemas que assolam o transporte regular nesta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rádios ilegais existem, em diversos bairros, pelo motivo do “mau serviço” prestado pelas legalizadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo do bicho, os bingos ilegais, caça níqueis, existem porque as loterias são ineficazes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invasão de camelôs e barraquinhas de alimentos por toda a cidade, deve-se ao fato do comércio regularizado não atender bem a população?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que alguns “espertos” descobrem filões por onde ganhar dinheiro fácil, às margens da lei e não importando a quem prejudiquem, aproveitando a desestruturação e o consentimento politiqueiro do poder concedente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que o transporte clandestino invadiu as linhas, pelo motivo das empresas regulares prestarem um mal serviço, também é uma inverdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que, quem utiliza o transporte clandestino, tem parentes que utilizam gratuitamente o transporte regular, seja estudante, idoso, deficiente físico ou, o que é comum encontrarmos, passes “provisórios”, fornecidos a vontade, pela EMUT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma empresa de transporte coletivo gostaria de deixar a desejar no tratamento aos usuários, que diretamente financiam o nosso negócio, mesmo porque seria idiotice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da VIAÇÃO TAMANDARÉ LTDA, é dar um tratamento de qualidade aos usuários, valendo ressaltar que nossos funcionários constantemente fazem cursos de direção defensiva, relações humanas, etc, sendo orientados de que os usuários estão em 1º lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos com uma das tarifas mais defasadas do país, segundo revistas especializadas, sendo que os insumos básicos que compõem nossos custos não deixam de ser reajustados periodicamente. Estamos na “terra do petróleo” e pagamos mais caro pelo diesel do que em muitas cidades do interior do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, tivemos uma queda enorme de usuários pagantes, pelo motivo da invasão do transporte clandestino e o aumento das gratuidades. Atualmente transportamos cerca de dez mil passageiros a menos por dia, tendo que manter a frota cumprindo os mesmos horários de sempre, salvo algumas exceções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A título de exemplos, vejamos:&lt;br /&gt;● na Linha Eldorado/Centro, a empresa atende com veículos a cada 10 minutos e 08 minutos no horário de “pico”; atualmente existem mais de 50 veículos clandestinos.&lt;br /&gt;● Na linha Ururaí/Centro, atendemos com veículos a cada 12 minutos e 10 minutos no horário de “pico”; atualmente existe mais de 30 veículos clandestinos.&lt;br /&gt;● Na linha Guarus/Centro, atendemos com veículos a cada 10 minutos; atualmente existe mais de 20 veiculos clandestinos.&lt;br /&gt;● Na linha de Goytacazes, atendemos com veículos a cada 07 minutos; atualmente existe mais de 60 veículos clandestinos.&lt;br /&gt;● Na linha Centro/Pecuária, atendemos com veículos a cada 09 minutos; atualmente existe cerca de 18 veículos clandestinos.&lt;br /&gt;● Na linha Penha, atendemos com veículos a cada 09 minutos; atualmente existem 20 veículos clandestinos.&lt;br /&gt;● A linha do Jardim Carioca/Centro, estava sendo atendida por 04 veículos, com intervalos de 15 minutos, mesmo assim, houve a invasão de mais de 40 veículos clandestinos, e a empresa foi obrigada a retirar três dos seus veículos para diminuir os prejuizos.&lt;br /&gt;● A linha Rodoviária/Lagoa de Cima/Imbé, transporta por dia 400 passageiros de gratuidade e 80 pagantes, em um total de 450 quilômetros/dia, e muitos moradores destas localidades colocam mercadorias e caixas com peixes nos ônibus, além dos seus filhos que são estudantes e viajam gratuitamente, enquanto os mesmos viajam nos carros clandestinos para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos horários são rigorosamente controlados pelos despachantes, mas sofrem interferências constantes pela falta de fluidez do sistema viário do município, como retenções nas poucas vias de acesso, por exemplo, a Av. 28 de Março, Av. Visconde do Rio Branco (Beira Valão), Av. Rui Barbosa e BR 101 em Guarus. Independente dos problemas com as pontes, este sempre foi um martírio para quem utiliza estes caminhos em horários de tráfego intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eficácia do transporte coletivo, no tangente a liberação do fluxo viário, pode ser dimensionada por um cálculo simples; um ônibus transporta um número de passageiros equivalente ao que sete kombis ou vinte carros de passeio transportam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O aumento significativo do número de veículos licenciados na cidade e o uso do gás em veículos com maior tempo de uso, que antes só circulavam nos finais de semana...”; não se deve a “péssima oferta de transporte público coletivo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as empresa regulares sofrem com o rigor da fiscalização e os altos tributos, os clandestinos “entopem” as ruas com VANS, KOMBIS E CARROS DE PASSEIO, sem qualquer exigências, seja segurança do veículo, treinamento dos condutores ou qualquer outro item normal, para garantia e segurança do usuário. Além de trafegarem com veículos sem pagamento de licenciamento, seguro nem multas, sem qualquer documento, ou veículos com mandado de busca e apreensão e até roubados e clonados.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se existisse um depósito público para apreensão de veículos irregulares, com certeza as ruas estariam mais livres, mas as autoridades têm se esquivado desta atribuição, sob várias alegações absurdas. Pese ainda, que já oferecemos até local e estrutura para isto, sob forma de doação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PMCG não paga a verba que foi votada desde 2003 e aprovada na CÂMARA DE VEREADORES, para ajudar as empresas a custearem a gratuidade dos alunos da rede PÚBLICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas, transportam mais de 55% de seus passageiros gratuitamente por dia, sem nenhum subsidio para compensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta situação, as empresas são obrigadas a demitir funcionários, atrasar o pagamento de compromissos e fica sem ter condições de fazer a renovação de frota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com as condições adversas, a VIAÇÃO TAMANDARÉ LTDA, se esforça ao máximo para atender bem a nossa querida população, valendo, portanto, os esclarecimentos acima, a fim de que se possa fazer jornalismo com clareza e conhecimento de causa".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viação Tamandaré Ltda&lt;br /&gt;Sérgio Belém de Morais&lt;br /&gt;Diretor&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-5605477413626514267?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5605477413626514267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=5605477413626514267' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5605477413626514267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/5605477413626514267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/resposta-artigo-sobre-transportes.html' title='Resposta a artigo sobre Transporte Público em Campos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-7938843498880041098</id><published>2007-09-06T00:04:00.000-03:00</published><updated>2007-09-06T00:06:57.941-03:00</updated><title type='text'>A paranóia do celular!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;br /&gt;Jornalista e profissional de Educação Física. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; mundo contemporâneo assistiu nas últimas décadas ao avanço extraordinário das tecnologias, mais precisamente da microeletrônica, campo que criou os mais sofisticados aparelhos. Diante desta nova realidade, a área de comunicação ampliou suas possibilidades, através da mídia eletrônica que, com seu poder de penetração, tem não somente influenciado mentalidades, como também formado novos valores e relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O setor de comunicação, ao incorporar as novas tecnologias, mais especificamente há cerca de três décadas, tornou-se um setor que revolucionou, em todo o planeta, praticamente todas as áreas de atividades, envolvendo economia, política, cultura, a própria organização do tecido social e das relações, além de uma mudança radical de como utilizamos o principal recurso não-renovável, o curto tempo da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A comunicação não se resume mais no conjunto de instrumentos técnicos que ajudam a conectividade dos seres humanos, ou numa disciplina para especialistas da área. Tornou-se um gigantesco aglomerado onde telefonia (voz), televisão (imagem) e informática (informação) se articulam para formar o que Denis de Moraes chama de infotelecomunicação, presente na lição de casa das nossas crianças, nas escolhas dos produtos do supermercado, nas nossas horas de lazer, na forma de organizarmos o nosso trabalho, no conhecimento que o Estado e empresas tem das nossas atividades, na maneira e no horário de um bombardeio de uma guerra, além da forma como as próprias bombas são guiadas. De certa forma, não podemos evitar ver o óbvio: este conjunto de atividades se agigantou de maneira fenomenal, adquirindo papel absolutamente central nas atividades humanas em modo geral. O que está mudando não é a comunicação, é a sociedade. E a comunicação desempenha um papel-chave nessa transformação. Não é apenas uma área, ou um setor de atividades:  [e uma dimensão de todos setores, um vetor intensamente ramificado de transformação social.” (DOWBOR, 2000, p. 7)&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=20823210#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Talvez em nenhuma outra época de nossa história o setor de comunicação tivesse tanta importância para a humanidade como no mundo atual. As profundas e abrangentes mudanças nos mais diversos ângulos do tecido social têm suscitado em um grande número de teóricos da atualidade, concernentes ou não à área de comunicação, denominação para contemplar o contemporâneo: a “Era das Comunicações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito às denominações dentro desta conexão da comunicação com a sociedade contemporânea, conforme comenta Antonio RUBIM, (2000, p. 79) em breve revisão acerca desse tempo comunicacional, marcado pelas tecnologias, as expressões múltiplas traduzem as novas realidades: “‘aldeia global’ (Mc Luhan), ‘era da informação’ ou ‘sociedade em rede’ (Manoel Castells), ‘sociedade  informática’ (Adam Scahaff), ‘sociedade da  informação’ (David  Lyon, Krishan Kumar, dentre outros), ‘sociedade  conquistada pela comunicação’ (Bernad Miégi), ‘sociedade da comunicação’ ou ‘sociedade dos mass média’ (Gianni Vattimo), ‘sociedade  da  informação ou da comunicação’ (Ismar de  Oliveira Soares), ‘sociedade média-centric’ (Venício Artur de Lima), ‘capitalismo de informação’ (F. Jamesson), ‘planeta mídia’(Denis de Moraes). Todas essas denominações,entre muitas outras  possíveis,  têm sido insistentemente evocadas para dizer o contemporâneo.” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento das novas tecnologias da comunicação e informação, nossa sociedade vive, hoje, num mundo sem o pleno sentido de nação,  pois a referência geográfica já não tem grande  valor. O que se observa é um mundo desterritoralizado, global, pluralizado culturalmente  e com identidades fragmentadas. Vivemos, como muitos teóricos da comunicação intitulam, numa “aldeia global”, onde estamos ou podemos estar, em qualquer parte do universo, num só momento, a partir de um mesmo local. É o que se chama “Cyberespaço”, numa linguagem cibernética que  faz referência ao espaço simbólico criado pela Internet e ao princípio da ubiqüidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thompson&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=20823210#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (2002, p. 77), ao se referir às novas formas de interação criadas pelo desenvolvimento dos meios de comunicação, ressalta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desenvolvimento dos meios de comunicação não somente criou novas formas de interação, mas também fez surgir novos tipos de ação que tem características e conseqüências bem distintas. A característica mais geral  destes novos tipos de ação é que eles são responsivos e orientados a ações ou pessoas que se situam em contextos espaciais (e talvez também temporais) remotos. Em outras palavras, o desenvolvimento dos meios de comunicação fez surgir novos tipos de ‘ação à distância` que se tornaram cada vez mais comum no mundo moderno. Enquanto nas mais antigas sociedades as ações e suas conseqüências eram geralmente restritas aos contextos de interação face a face e as suas circunvizinhanças, hoje é comum ver os indivíduos orientarem suas ações para outros que não compartilham o mesmo ambiente espaço-temporal, e com conseqüências que ultrapassam de muito os limites de seus contextos e localizações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas transformações decorrentes das tecnologias de última geração acabaram por alterar o estatuto da ética, de forma jamais vista ao longo da história, pois se antes a ética era a representação moral da espécie, algo visto como uma dádiva divina presente na condição ontológica “ser humano”, hoje, a tecnologia aponta para mil e uma possibilidades que alteram tal visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto atual, no qual a tecnologia tem papel preponderante, a invasão da privacidade alheia, tem sido como uma aquisição positiva, sobretudo sob o ponto de vista político-policial, os limites são derrubados e o sujeito é tomado por um poder e uma sensação de controle sobre o seu mundo, até bem pouco tempo inimaginável. Há um sentimento de que tudo é possível diante de tecnologias que prometem o controle de todos os atos e desejos dos indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, mesmo que não se possa retirar o aspecto positivo dos avanços no campo da tecnociência, principalmente no que se refere, aos cuidados com o seu uso, hoje bem maiores em razão do aprimoramento dos equipamentos que permitem inclusive, visualizar o interior do cérebro e de outros órgãos, promover uma medicina preventiva e/ou predicativa, está ao alcance de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia é um dos fatores de subjetivação contemporânea, porque penetra na vida dos sujeitos sociais como algo naturalizado, visto que os novos cenários a consideram como parte da vida humana. Ninguém se imagina mais, no mundo ocidental, sem um aparelho de televisão, sem um aparelho de CD, sem um telefone. Essas ferramentas tecnológicas já fazem parte da vida dos homens, banalizadas pelo uso e, cada vez mais exigindo inovações, pois o mercado competitivo e as características do espaço-tempo pós-moderno, acabam por tornar o novo de hoje, no obsoleto de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base em uma visão crítico-reflexiva dos poderes adquiridos pelos homens diante da presença maquínica em suas vidas, o que se percebe é a presença de um individualismo novo, espécie de cuidado contemporâneo, que alimenta socialmente os sujeitos, conferindo-lhes a auto-segurança necessária para a aceitação nos grupos em que circulam. Essa espécie de autocuidado muitas vezes ocorre de forma inconsciente, no processo pulsional de vida e morte, na dialética entre o “eu” e os “outros”, o “particular” e o “geral”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é importante, compreender que o poder de controle sobre o indivíduo, é um aspecto cultivado pelas mídias, que por meio de tecnologias sofisticadas, de certa forma, traduzem o drama, ou as tramas, do ser humano, principalmente no que diz respeito a sua ética e valores interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a tecnologia dita o tempo humano através de diferentes registros e o homem depende cada vez mais das ferramentas tecnológicas para garantir o espaço-tempo do movimento do mundo globalizado. O “glocal”, conceito cada vez mais presente nas mídias, coloca o homem de determinado lugar em todos os lugares, uma vez que pelas redes comunicacionais, ele é visto, ouvido e inserido virtualmente em qualquer parte do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço esse longo preâmbulo, embasado em autores teóricos, que tive a oportunidade de ler e estudar, durante o mestrado que conclui em Comunicação e Cultura, pela UFRJ, para chegar finalmente ao assunto, que tem como título esse artigo: “A paranóia do celular”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nessa esteira de avanços tecnológicos, órgãos públicos de controle, fiscalização e investigação policial, tem-se utilizado com enorme freqüência da tecnociência para desvendar falcatruas políticas e desvendar crimes diversos. Falar ao celular, hoje, tornou-se, para muitos, uma desconfiança da invasão de sua privacidade, a ponto de deixar paranóicos muitos administradores e gestores da coisa pública. Grampos telefônicos é o que mais se assiste nos telejornais, como instrumento policial e político, no combate a criminalidade e corrupção existente, tanto nos guetos marginalizados, quanto nas repartições públicas diversas, de âmbito federal, estadual e municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Há poucos dias, tive uma ingrata tristeza, ao ligar para um gestor público para falar de um assunto pertinente a sua pasta, na verdade apresentar sugestão e idéias, e o que ouvi desse gestor foi uma grosseria, demandada pelo seu pavor, medo, desconfiança, sei lá o que. O meu interlocutor encurtou de imediato a conversa, alegando que não poderia tratar daquele assunto via celular. Fiquei chateado, pois ao meu ver a tecnologia, no caso o telefone celular, foi criado para facilitar a vida e encurtar o tempo, tão escasso nos dias atuais. Deu a entender que havia um medo, uma paranóia, do referido gestor púbico, quanto a uma possível escuta telefônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Minha indignação foi grande, pois o assunto da conversa, que diga-se de passagem, não aconteceu, era de seu interesse e não havia nada de indecoroso no seu contexto, apenas uma idéia e sugestão que queria apresentar a esse gestor público municipal, com objetivo de auxiliá-lo em sua tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agindo dessa maneira com as pessoas que lhe ligam, esse gestor público, deixa a imprensão, para os que não o conhecem, de que ele está “devendo” algo, ou até agindo “indecorosamente”, de alguma forma, no trato da coisa pública. Pois, como diz o tão famoso, quanto antigo, ditado popular: “Quem não deve não teme”. Como lhe conheço, sei que sua atitude foi, apenas, de adubado cuidado, com conversas ao celular. No entanto, sua atitude foi grosseira e confesso que fiquei chateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando por mim, continuarei usando meu celular, sem medo, pois apesar de não ocupar cargo executivo em nenhuma esfera de poder, não compactuo de ações que não condizem com a ética e a moral, preceitos, que devem ser básicos de todo ser humano, principalmente àqueles que lidam com a coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Do meu celular podem fazer quaisquer escutas, gravar quaisquer conversas, pois como disse anteriormente: QUEM NÃO DEVE NÃO TEME”! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=20823210#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; DOWBOR, Ladislau et all. Desafios da Comunicação. Petrópolis: Vozes, 2000, p. 7.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=20823210#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; THOMPSON, John B. A Mídia e a Modernidade - Uma Teoria Social da Mídia. 4ª ed., 2002, p. 77.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-7938843498880041098?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7938843498880041098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=7938843498880041098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/7938843498880041098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/7938843498880041098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/parania-do-celular.html' title='A paranóia do celular!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6469875529266288581</id><published>2007-08-26T02:25:00.000-03:00</published><updated>2007-08-26T02:27:01.607-03:00</updated><title type='text'>A vergonha que passei por ser campista</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz*&lt;/strong&gt; em 06/08/06&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;or ocasião da última Festa de São Salvador, padroeiro de Campos dos Goytacazes, ou seja, a festa popular máxima da nossa cidade, comemorada tradicionalmente no dia seis de agosto (este ano caiu num sábado), e que atrai os milhares de habitantes dos quatros cantos do município, tive a oportunidade de através da imprensa, ficar ciente de sua programação, que incluía, entre tantos eventos, uma parte reservada para o esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Professor de Educação Física e, acima de tudo, desportista, interessei-me pela programação esportiva anunciada, que incluía remo, prova ciclística, corrida rústica e outros esportes. Como organizador de corridas rústicas, tendo organizado quase uma centena desse evento em Campos e cidades vizinhas, fui assistir ao evento de corrida de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ao chegar ao local, um pouco antes do horário previsto para o início, logo fui cercado por um grupo de corredores de São João da Barra, atletas que tradicionalmente participam deste tipo de evento em nossa cidade. No entanto, pela má divulgação da corrida, só souberam na véspera da realização da mesma. Após grande esforço em conseguir condução e apoio financeiro para participar da “Corrida de São Salvador”, esses abnegados atletas se deslocaram bem cedo da cidade vizinha para participarem da prova. Entretanto, de forma arbitrária e deselegante, foram sumariamente impedidos de participarem da corrida pelo organizador da prova, até mesmo de forma não oficial (sem concorrer à premiação e colocação), e o que é mais lamentável: não foram aceitos nem mesmo os suprimentos alimentares que serviam de inscrição para a prova e que os mesmos tinham levado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pela intimidade que tenho com os atletas da cidade vizinha, e a pedido deles, tentei intermedir um acordo para que os mesmos pudessem participar da corrida. Foi em vão. Nem o organizador, nem o Presidente da Fundação Municipal de Esportes, entidade promotora do evento, nem o sub gerente de esportes do município, aceitaram as inscrições dos atletas que viajaram com sacrifícios, principalmente financeiros, para abrilhantar um evento realizado pela nossa prefeitura. Ato que nenhuma razão justifica, muito menos quando o número de participantes era muito pequeno, aproximadamente 30 corredores, e que, frise-se por importância, tinha uma premiação em dinheiro para os vencedores das várias categorias, de grande atratividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por amor ao esporte e carinho pelos participantes (quase todos conhecidos meus), ofereci-me ao organizador para ajudar no que fosse preciso. Como estava de moto, o organizador pediu-me que servisse de batedor (controlador do trânsito e elemento de segurança). Atendi, porém estranhei a solicitação, uma vez que, normalmente essa é uma função desempenhada pela Guarda Civil e pela Polícia Militar, que possuem experiência em controle de tráfego e, ainda mais, por se tratar de um evento oficial do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nesse aspecto, posso afirmar que se não fosse um grupo de motociclistas adeptos ao esporte, aonde me incluo, muitos corredores participantes ficariam em apuros. Só no meio da prova é que dois guardas civis em motocicletas apareceram para apoiar aos participantes. No entanto, eles, os guardas batedores atrasados, não conheciam o percurso da prova, como a maioria dos corredores e eu também não. Na verdade, fomos adivinhando o trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Em momento algum, em uma prova de rua em que riscos de acidentes são eminentes, se viu o apoio de uma ambulância de pronto atendimento, fato que é obrigatório por lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não havia sistema de som para anunciar absolutamente nada: as autoridades presentes, os participantes de outras cidades, os vencedores, etc. Enfim, nada se anunciava por não ter um simples sistema de som, equipamento obrigatório em qualquer evento de qualquer natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Faixa de chegada não havia, o de largada foi um “já” dado pelo organizador que participava da prova como corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Após a chegada dos muitos atletas de outras cidades, podendo citar: Friburgo (o vencedor), Macaé, Rio das Ostras, Pirapetinga, etc., as manifestações de insatisfação e repúdio ecoaram de forma unânime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas o sofrimento desses heróis não parou por aí. A apuração dos vencedores da prova e respectivas categorias foram um martírio. Os participantes foram obrigados a ficar horas e horas num sol escaldante para se ter os resultados, que não podemos deixar de registrar, muitos com erros que geraram revoltas entre os participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Bom, no final dessa triste e envergonhante competição, os vencedores foram chamados para receber suas respectivas premiações. Pasmem, não havia um pódio (recurso material básico e imprescindível em qualquer evento esportivo), um fotógrafo, não havia nada. Nenhuma valorização sequer dos atletas, que treinam várias horas por dia, vários dias por semana, várias semanas por mês e que são, ao meu ver, as maiores estrelas de qualquer evento esportivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os atletas de corrida de rua são exemplo de humildade, valorizam muito mais o reconhecimento de seu esforço, do que propriamente o dinheiro da premiação. A maioria corre por amor ao esporte, fazem papel de figurantes, sabem que não vão ganhar. Mas, senão fossem esses anônimos talvez as corridas de rua não teriam brilho que possuem como evento esportivo. Para reforçar todo este relato, registre-se que sobrou dinheiro de premiação, algo em torno de seis premiações em dinheiro. Fato inédito, pelo menos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como morador de Campos, orgulhoso e amante da cidade que possui o 16º PIB do Estado, 25ª cidade do Brasil em arrecadação de impostos, com um orçamento estimado em um bilhão de reais por ano, que é considerada a cidade pólo regional, que possui uma importância política e econômica a nível nacional, senti-me envergonhado. Uma vergonha ao ver como o esporte em Campos é atrasado, tratado com enorme descaso e, por conseqüência pouco desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Uma vergonha que aumenta, na medida em que vejo a pequena e pacata cidade de Macuco, situada na região serrana do nosso Estado, realizar um evento desta mesma natureza, agregando milhares de participantes e utilizando toda tecnologia disponível para que a valorização dos participantes e o sucesso do evento elevem o nome do município, atraindo investimentos, principalmente na área do turismo, gerando renda e empregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Jornalista, profissional de Educação Física, ex - Presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos (1996 a 2000).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6469875529266288581?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6469875529266288581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6469875529266288581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6469875529266288581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6469875529266288581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/vergonha-que-passei-por-ser-campista.html' title='A vergonha que passei por ser campista'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-448194358169268734</id><published>2007-08-24T01:53:00.000-03:00</published><updated>2007-08-24T01:58:32.076-03:00</updated><title type='text'>O “Elefante branco" da Lapa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Prof. Vitor Augusto Longo Braz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jornalista e profissional de Educação Física&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;o ano de 2000, concebi um projeto, que na época se transformou, para mim, a menina dos meus olhos e em um grande desafio a sua execução. O Projeto, por mim, intitulado de FESPORTE CAMPOS, consistia no aproveitamento do cais da Lapa para a prática desportiva e promoção de eventos esportivos e culturais, como shows, por exemplo. É um amplo projeto que comportava eventos esportivos dentro da quadra, como: futevolei, duplas de vôlei, beach soccer e frescobol. Dentro do Rio Paraíba: Travessia de natação, regatas diversas, como: de laser, de remo, de caiaque, de caíque, desafio de jet sky e Wind surf. Na orla: apresentações de artes marciais, corridas rústica e procedimentos de medição de pressão arterial, glicemia e peso ideal. De um dia para o outro, ou seja, de sábado para domingo, um show popular regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, o projeto previa a construção de uma “Arena Esportiva”, ou seja, uma infra-estrutura composta de arquibancadas, palco, quadra de areia macia e limpa e quiosques - que poderiam ser até tendas, para medições de pressão arterial, glicemia e peso ideal, através do fracionamento das medidas de composição corporal, de forma informatizada, para fornecer dados e dicas, com vistas à melhoria da saúde, bem estar e qualidade de vida da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, da elaboração deste projeto, apresentei-o a Carjopa, que tinha como então presidente, o empresário Marcelo Diegues. Marcelo adorou o projeto, porém a entidade que dirigia estava no seu começo e não dispunha de recursos capazes para transformá-lo em realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentei-o, então, a Kaiser, que após análise dos diretores da empresa, também fizeram uma avaliação positiva de sua execução, sugerindo, inclusive, que trouxesse a Dora Bria, campeã mundial na época de Wind Surf e, por demais, presente na grande mídia nacional, para agregar mais valor ao evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a distribuidora da Kaiser estava em vias de mudança da nossa cidade e, o meu tão sonhado projeto, mais uma vez, ficou engavetado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero registrar que este projeto foi apresentado a essas duas instituições e, deixado com os seus respectivos dirigentes, a cópia do mesmo. Esses empresários, em momento algum, se apoderaram do mesmo e, tão pouco, executou algo parecido com o que lhe foi apresentado e deixado com eles. Demonstraram ética, no sentido amplo da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, na coalizão política partidária que o Prefeito Alexandre Mocaiber se propôs a fazer, o PSDB foi um dos partidos avocados a compor sua base política. O ex- deputado Paulo Feijó, embora na época sem partido, mas que apoiou o Prefeito Alexandre Mocaiber, no segundo turno das últimas eleições municipais, foi agraciado com a oportunidade de indicar um dos seus correligionários, para dirigir a Fundação Municipal de Esporte. Dessa forma, Feijó indicou o empresário e ex-sargento do Exército, Ivanildo da Silva Cordeiro, para assumir a pasta da Fundação Municipal de Esportes de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha expectativa foi tremenda, vibrei como se tivesse sido eu o indicado, uma vez que, tratava-se de um amigo de mais de 20 anos, que apoiei para deputado estadual, na campanha de 1995 ou 1996, não me lembro bem, e que sempre tive um excelente relacionamento de amizade comigo.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Contudo, minha decepção começou quando nem convidado para sua posse eu fui. Mas, não fiquei magoado, poderia ter sido esquecimento do amigo de mais de 20 anos. Quando o procurei para lhe requisitar um apoio para um evento aquático, o mais tradicional de Campos, que já desenvolvia há sete anos sem contar com o mínimo de apoio da municipalidade, minha decepção aumentaram um pouco mais. Dificuldades de todos os tipos foram, pelo presidente e seu tesoureiro apresentado, e o apoio, por mim, requisitado, tornaram-se quase que impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que não obtive o apoio para este tradicional evento, verdadeiramente de base, que fomenta a natação de nossa cidade, pois reúne em cada uma das suas etapas, uma média de 500 crianças, de faixa etária compreendida entre 1 a 18 anos, de mais de 25 Instituições, dentre as quais: projetos sociais, clubes, academias, condomínios, escolas públicas de variadas localidades, como Travessão e Martins Laje, e que sempre foi realizado com o maior zelo e organização. Todas as 31 etapas, ao longo dos 7 anos e meio de realização, foram coroadas de pleno sucesso. Foi uma falta de visão desportiva imperdoável do Presidente da FME e seu tesoureiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião, fui até ao presidente da FME, requisitar um apoio para realização da 2ª Corrida de Travessão. Novamente, dificuldades outras, foram impostas. Mesmo assim, fui por diversas vezes à sede da FME, inclusive, certa vez, acompanhado da Diretora do Colégio Estadual Nelson Pereira Rebel, profª Zamite Barreto, para tentar o apoio, que só aconteceu quando procurei o Feijó e relatei as dificuldades que estava tendo para o meu pleito. Diga-se de passagem, que nesta corrida rústica a previsão de participarem mais de duzentos corredores se concretizou, e o próprio presidente da FME, foi testemunha ocular não só do quantitativo de participantes, mas da sua organização séria e profissional, com apuração informatizada, algo inédito em nossa cidade, e a presença de atletas de vários outros municípios. Ressalte-se, por importância, que neste evento a verba destinada mal deu para cobrir os custos da corrida e que foi gerenciada pela diretora da instituição. Só para reforçar: eu, Vitor, não ganhei absolutamente nada em termos financeiros, nenhum centavo. Ganhei sim, e fiquei imensamente satisfeito, a felicidade de ter realizado mais um importante evento esportivo, de inclusão social e de integração, que contou com a presença de componentes do Grupo da Terceira Idade de Travessão, e do maratonista mais idoso do mundo- Sr. Tuplet Vasconcelos (94 anos) - na minha carreira profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a minha maior decepção foi quando vi aquele meu tão sonhado projeto da Arena Esportiva – O FESPORTE Campos, começar a ser executado pela FME, sem ao menos me ter conhecimento. Ao encontrar, por um acaso do destino, na Semana do Meio Ambiente, no Centro de Campos, já sabedor da intenção do presidente da FME, em realizar aquele evento, que lhe apresentei na véspera da sua posse, indaguei-o sobre seu procedimento antiético. O presidente, então, desconversou e mudou o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse essa atitude antiética, que não condiz com qualquer ser humano, muito menos, com um Gestor Público, comecei a ser difamado por ele, com adjetivos pouco agradáveis, como: desequilibrado, doente e criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas DEUS é magnânimo! Consegui uma mão amiga na Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Tecnologia, na pessoa do secretário, Dr. Rockfeller Felisberto de Lima, e de seu subsecretário, Sr. Marcelo Queiroz, dois jovens dinâmicos e de grande visão. “Abri” a porta do Turismo para realizar importantes eventos esportivos, que serviram de poderosas ferramentas, para se alavancar o Turismo em Farol de São Thomé e Lagoa de Cima, mobilizando os idosos de Campos e atletas de renome Internacional e de toda Região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí minha decepção, já se configurando em mágoa, majorou, quando o Presidente da FME, talvez, envergonhado, enciumado, invejado, ou sei lá que sentimento baixo lhe possuiu, passou a tentar fechar as portas que abri na Secretaria de Turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a DEUS, essas suas atitudes só têm colaborado para que sua personalidade e caráter sejam, cada vez mais, do conhecimento público, não obtendo eco nenhum junto aos seus interlocutores, que estão constatando a seriedade e o profissionalismo que, modesta à parte, faz parte da minha personalidade e caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Arena da Lapa, o meu “FESPORTE” Campos, que pena! Passou a ser considerado um Elefante Branco, estando na maior ociosidade há quase um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua efetivação se constituiu num verdadeiro fracasso, executado nas “coxas” e em cima da hora, a dois dias do previsto, as festividades de São Salvador. De lá, para cá, a “Arena da Lapa”, ficou abandonada, a mercê de traficantes e de usuários de drogas da comunidade que controla o tráfico nas imediações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tristeza para mim e acredito, que para toda população campista. E o que agrava, mais ainda, essa situação, é que o “ELEFANTE BRANCO DA LAPA” está sendo bancado com o erário público, ou seja, com o meu dinheiro, com o seu e o de toda população de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como tudo na vida, é passível de mudanças, quem sabe o presidente da FME, não coloca a mão na consciência e vislumbre que tudo na vida é passageiro. Que não vale a pena ficar de “sapato alto” e jogar no lixo da sua vaidade as antigas, verdadeiras e fiéis amizades, construídas ao longo de décadas, com parceiros que começaram juntos, com todas as dificuldades e, como diz o dito popular: “comendo o pão que o diabo amassou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Bom DEUS lhe abra seu coração e descortine sua visão obscurecida pela arrogância, ostentação, vaidade e presunção que o Poder cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar quero dizer, que apesar da decepção e da mágoa que, no momento, sinto, não posso alimentar esses sentimentos dentro do meu Ser, sob o risco de não ser digno de galgar o Reino de DEUS e proporcionar combustível para qualquer tipo de doença. Torço pelo seu sucesso e, todos os dias faço emanações das melhores vibrações de positividade para o amigo Ivanildo Cordeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por derradeiro, peço-lhe, encarecidamente, em nome de DEUS  e dos meus quatro filhos: Ivanildo, deixe-me trabalhar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-448194358169268734?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/448194358169268734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=448194358169268734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/448194358169268734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/448194358169268734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/o-elefante-branco-da-lapa.html' title='O “Elefante branco&quot; da Lapa'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-555449522998369439</id><published>2007-08-22T23:51:00.000-03:00</published><updated>2007-08-22T23:54:16.704-03:00</updated><title type='text'>Desenvolvimento do esporte em Campos com oportunidades para todos: como começar?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Vitor Augusto Longo Braz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Profissional de Educação Física e Jornalista&lt;br /&gt;Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fazermos uma abordagem em relação ao tema em questão, nossa principal finalidade é tentar contribuir de alguma forma para o desenvolvimento do esporte campista num todo. Dessa forma, toda a ideologia apresentada neste texto configura-se em pensamento próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos no esporte como uma vertente da educação, ou melhor, consideramos o esporte como uma das mais poderosas ferramentas da educação, que leva a reboque de sua prática a qualidade de vida, a saúde, o turismo, a cidadania, o desenvolvimento econômico e a promoção social, onde as oportunidades oferecidas através da Educação Física são capazes de transformar cidadãos, aumentando a auto-estima, a capacidade e os horizontes através do esporte e atividade física e de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o esporte brasileiro ainda é feito de ilhas de excelência, na grande maioria dos casos. Não existe uma massificação do esporte, no sentido de estar próximo das pessoas, estar nas escolas, fazer parte do cotidiano das pessoas. Acreditamos que o esporte tem que deixar de ser restrito a um espetáculo de televisão e passar a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. Isso é essencial para a inclusão social, a auto-estima e outros fatores de formação dos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para tentarmos desenvolver este tema, de forma pragmática, é necessário que apontemos algumas políticas públicas que visem o desenvolvimento do esporte como um todo.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Para isso, necessário se faz, que levemos em conta a dimensão territorial e habitacional de nossa cidade. Somos uma cidade de quinhentos mil habitantes em média, e de uma extensão territorial imensa. Temos que pensar em proporcionar oportunidades para todos os cidadãos campistas. Desde os que moram em áreas centrais, até aqueles que moram na periferia e distritos distantes como: Baixada Campista (Donana, Baixa Grande, Farol de São Tomé, Tocos, etc.), na Região Norte (Morro do Coco, Cons. Josino, Vila Nova, Travessão, etc.) e na Região Sul (Tapera, Ururaí, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Imaginem a quantidade de jovens em idade de iniciação desportiva, oriundos dessas localidades, muitos com talentos natos, que, no entanto, se encontram sem oportunidades e, dessa forma, excluídos de desenvolverem-se através do esporte e da atividade física. Não é raro vermos um, ou outro, atleta dessas localidades periféricas despontarem no cenário esportivo nacional, após passar de forma anônima pelo esporte em nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por sermos uma cidade que proporciona poucas oportunidades para esses jovens se desenvolverem nos diversos campos sociais, em particular no esporte, torna-se comum eles migrarem para a região central da cidade em busca de subsistência própria e o de sua família. Nessa esteira de injustiças sociais esses excluídos, via de regra, passam a ser os chamados “meninos de rua”, que são discriminados e passam a ser um peso para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nossa cidade conta com um potencial financeiro (estima-se que sejamos a 25ª cidade em arrecadação entre aproximadamente 5.565 cidades do Brasil e a 10ª em PIB, segundo foi noticiado recentemente), conta, ainda, com um potencial técnico (duas Universidades com cursos de Educação Física). Porém, o que é mais importante, no nosso entender, é a completa falta de infra-estrutura básica para permitir o desenvolvimento do esporte com um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não temos sequer uma pista de atletismo. Não temos sequer um ginásio público decente para atender as necessidades das poucas equipes de ponta de Campos.. Isto chega ser vergonhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas olha só que paradoxo: A Prefeitura de Campos já teve um time milionário (atletas com grandes salários) de basquete masculino e um de vôlei feminino. Essas equipes treinavam em ginásios alugados, faziam a preparação física e técnica em ginásios alugados e jogavam em ginásios alugados. Pagamos caro por essas equipes durante alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou o governo e acabaram com as equipes. E aí a pergunta que fica: O que essas equipes deixaram para Campos, ou melhor, perguntando, qual foi o desenvolvimento que o esporte campista teve com essas equipes? Acabaram-se as equipes de ponta, não existe atletismo, falo em arremessos, lançamentos, saltos, corridas de pista, acabaram-se essas modalidades em Campos. Isso não é desenvolvimento, concordam? Mas gastou-se e gasta-se muito.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;No nosso entender Campos precisava estar dotada de infra-estrutura capaz de atender a todos os cidadãos campistas, desde aqueles da área central até àqueles moradores das áreas periféricas mais distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Falo em construção de complexos desportivos na baixada, em Guarus, na Região Norte, na Região Sul, além de uma Vila Olímpica nos moldes e padrões internacionais, que seja capaz de abrigar competições internacionais como algumas dos Jogos Pan Americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Penso em um total de sete complexos: quatro na Baixada, dois na Região Norte, e um na Região Sul, além, como citei acima, uma Vila Olímpica nos padrões internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vou mais a frente um pouco nessas minhas sugestões, para não dizer que sonho demais, ou sou utópico. Para se realizar um projeto decente e eficaz para o desenvolvimento do esporte em Campos, com a infra-estrutura necessária que citei, talvez não se gaste muito. As parcerias estão aí para serem consolidadas. Existe empresas que têm dívidas sociais com a cidade  (Petrobrás, Águas do Paraíba, empreiteiras diversas, e outras que estão se instalando com incentivos do município).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um projeto sério e com vontade política tenho certeza que essas empresas gostariam de ajudar, até porque existe incentivo fiscal para empresas que investem no esporte.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Ta na hora da Fundação Municipal de Esporte parar de ser “cabide” de emprego e pensar grande. São décadas de atraso, basta olhar os municípios vizinhos e menores em extensão, população (quanto mais gente, mais possibilidade de talentos) e principalmente em arrecadação, como já se encontra Macaé, Quissamã e outros. E não adianta vir com essa que Campos é várias vezes campeã dos JAI, que isso é, para quem entende e quer ver a coisa de forma mais clara, uma tremenda hipocrisia. Comentário de fontes fidedignas afirmam que atletas profissionais de vários esportes, até com passagem em Olimpíadas, de outras cidades são contratadas para representarem Campos. Chega até ser uma covardia com as outras cidades. Aí se usa a mídia para fazer “estardalhaço” em cima da conquista, numa disputa desigual e covarde, ao meu entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Senhor presidente da FME, meu filho mais velho completou dezoito anos em junho. Sua geração passou sem ver esporte em Campos. Torço e faço votos que os meus (outros três)  e os seus filhos não passem pelo mesmo. A responsabilidade é toda sua, enquanto gestor do esporte de Campos dos Goytacazes, uma da mais ricas cidades do país.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-555449522998369439?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/555449522998369439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=555449522998369439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/555449522998369439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/555449522998369439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/desenvolvimento-do-esporte-em-campos.html' title='Desenvolvimento do esporte em Campos com oportunidades para todos: como começar?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6320288351953360405</id><published>2007-08-02T13:44:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T13:45:39.517-03:00</updated><title type='text'>A aviação, o lucro, a imprensa e a gestão no Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado, psicopedagogo, terapeuta e industriário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e-mail: lfmunizz@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas de que a indignação tomou conta do Brasil após mais uma tragédia de proporções cinematográficas! O relevo escarpado da ocorrência em meio a uma já anunciada e frenética crise de todo o setor da aviação civil dá sinais inequívocos de que os erros, as falhas, as omissões, a desordem, a ganância, a irresponsabilidade civil e penal – pública e privada - se somam e se aglutinaram no tempo de vários governos e no espaço das instituições envolvidas, e como um câncer está matando, infernizando famílias e afetando a frágil estabilidade político-econômica do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a muitos interlocutores da grande mídia, as informações preliminares já apontavam os responsáveis por mais esta desgraça: o &lt;strong&gt;Governo Federal&lt;/strong&gt;. No olho do furacão, o desespero e a dor dão as cartas, surpreendem e comovem todos nós!! É verdade, o Governo Federal é o culpado! Todos, até o Presidente da República parecia entoar este cântico das tormentas, quando não veio de imediato a público prestar esclarecimentos e solidariedade aos familiares! Até por que nós fomos treinados para acolher como verdade tudo aquilo que os tele-jornais publicam; temos preguiça nata por outras fontes! Agora, a CPI do “Apagão Aéreo” deixa vazar dados da “caixa preta” onde há fortes indícios de que teria havido falhas dos equipamentos de frenagem associada à falha humana, com base no diálogo entre os pilotos e a torre de controle do aeroporto..., mas é tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeros pilotos e tripulantes da TAM e outras companhias pediram demissão ou entraram com licença médica alegando excesso de trabalho, condições precária dos equipamentos e problemas psicológicos, fatos largamente publicados nos jornais de circulação nacional nos dias seguintes ao acidente, mas que tiveram pouquíssimo espaço na grande mídia televisiva. A TAM expediu pedido quase desesperado de ajuda aos seus funcionários de férias e convocou todos que estavam de folga para atender ao caos que se instalou nos dias subseqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso especialistas de toda a ordem se manifestam por todo o canto do país.  Na revista “Época” de 23/07 o doutor em Ciência Política da FGV, Fernando Abrucio, com o título: “Congonhas mostra o colapso do Estado”, diz que “o Brasil passa por um colapso de sua infra-estrutura” e que há “um descompasso entre o avanço da economia e a incapacidade do governo”. O editorial da Folha de São Paulo do domingo 29/07 estampa a crise aérea como “dor de crescimento”, segundo ele o “vigor econômico já pressiona infra-estrutura além dos aeroportos” e que “uma abertura geral do setor de infra-estrutura ao capital privado seria uma saída óbvia para conciliar o interesse desses agentes aos do país.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade deve ser dito alto e em bom tom que boa parte do Serviço Público praticado hoje no Brasil, em todos os níveis da Federação, está mergulhado no &lt;strong&gt;amadorismo&lt;/strong&gt;. Entendendo amadorismo como o exercício de uma atividade técnica ou administrativa sem quaisquer critérios prévios de padronização ou normatização, capazes de nortear objetivos e fins a serem cumpridos por um agente público num determinado espaço de tempo. Se não há padrões a serem cumpridos nem normas a serem atendidas, não há fiscalização e nem responsáveis, enfim, não há gestão que dê conta dos sabores da pessoalidade na administração da coisa pública. Esta é a política do quanto pior melhor, muitas empresas privadas se beneficiam e abusam desta lógica nacional para abocanhar mais divisas e assim, colocam em risco os usuários de seus produtos ou serviços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amadorismo que se pratica no Serviço Público é um vício patrocinado pela classe política que tem um pé na iniciativa privada e que deseja enfurecida o vigor frágil do “Estado Mínimo” e Míope. É inconcebível que a indústria da aviação civil não possua hoje instrumentos próprios e eficazes de auto-regulação e autocontrole de todo o seu processo com vistas à segurança operacional de suas aeronaves e instalações, de seus usuários e demais interessados e ou envolvidos, como hoje transparece para a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando defeitos e ou registros de falhas de equipamentos ou instalações vitais não são tratados com o rigor que o processo requer ou deveria, então a última palavra ficou por conta tão somente da demanda, ou do fluxo de caixa, ou dos aspectos políticos, ou da decisão própria daqueles que entendem que administrar ou liderar é “assumir riscos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender, respeitar e tratar os sinais de deterioração do Estado Brasileiro e das Instituições Públicas e Privadas é preciso muito mais do que títulos e arautos televisivos, a nação requer urgentemente uma nova gente para a ação e a administração da coisa pública, o tempo urge e o vento sopra contra nós!!      &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6320288351953360405?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6320288351953360405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6320288351953360405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6320288351953360405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6320288351953360405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/aviao-o-lucro-imprensa-e-gesto-no.html' title='A aviação, o lucro, a imprensa e a gestão no Brasil'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-7481942308697269666</id><published>2007-07-05T14:10:00.000-03:00</published><updated>2007-07-05T14:12:04.702-03:00</updated><title type='text'>Etanol: a verdade do norte fluminense!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado, psicopedagogo, terapeuta e industriário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e-mail: lfmunizz@gmail.com&lt;br /&gt;Campos, Julho/2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;raças a um jovem e promissor jornalista do “O Dia” – Diogo Amaral – e os fabulosos avanços da informática, eu fui provocado a tempo para assistir ao Seminário: ETANOL DO NORTE FLUMINENSE AO MERCADO GLOBAL – já havia me esquecido – no último dia 26/06/07. Acabei assistindo na íntegra pela internet, que maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acredito que a realidade dos avanços tecnológicos na área da informação e comunicação está promovendo uma revolução mais real do que muitos de nós poderíamos supor. Tudo parece avançar numa dinâmica incomum para os olhos dos “fluminenses” mais ao norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este seminário, na minha humilde opinião, foi um divisor de águas! A simultaneidade entre o CEFET (Campos dos Goytacazes) e o EDISE (Petrobrás/RJ) numa transmissão em tempo real, com a participação de lideranças de classes e governamentais (nacionais e regionais), sobre os detalhes e desafios burocráticos, técnicos e administrativos da indústria e da lavoura canavieira no Brasil e em particular no Norte-Fluminense, trouxe para todos uma nítida luz e uma atualíssima visão do drama vivido por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desenvoltura de representantes dos produtores e industriários do centro-oeste brasileiro e do Estado de São Paulo deixou claro o atual compromisso profissional do setor com o controle real de metas, não só no campo produtivo, mas também nas áreas trabalhistas e sócio-ambientais. Os representantes da Petrobrás foram enfáticos e meticulosos ao tratar dos desafios da produção com responsabilidade social e ambiental, tecendo comentários inclusive sobre o fim das queimadas e utilização das palhas de cana como adubo ou para produção de etanol a partir de celulose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os comentários sobre o potencial do Norte-Fluminense, um representante da Secretaria Nacional de Indústria ressaltou o importante papel desta região no passado, mas que hoje seria preciso um forte empenho de todos os setores envolvidos para uma mudança de gestão que promova uma real atração dos investidores. Num quadro em que a produção agrícola não consegue atender a demanda já instalada das usinas que operam; onde a produção de cana por hectare é praticamente a metade do que ocorre nas lavouras paulistas; onde o perfil do produtor rural não acolheria as exigências de gestão impostas por um mercado que sinaliza fortemente pela responsabilidade social e ambiental; então somente restaria dizer que o norte-fluminense tem muita lição de casa para cumprir antes de se lançar atrás do dinheiro do investidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representantes do CEFET e da UFF/RJ apresentaram, em detalhes, as dívidas do setor com o meio ambiente e os trabalhadores rurais, apontadas em vários estudos acadêmicos desenvolvidos pelas universidades regionais, mas incrivelmente foram rebatidas pelo Presidente do Sindicato dos Produtores de Cana de Açúcar do NF – e também representante da Firjan – presente no palco do Edise. Segundo ele os produtores rurais, ou como gosta de chamar: “empresários rurais”, praticam na região a responsabilidade social, a responsabilidade ambiental e que esta questão de queimadas, somente com o tempo e o aperfeiçoamento natural da sociedade é que será extinta (???), não entendi, e você??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente todas as lideranças de classe de nossa região, que tiveram vez e voz no seminário, pediram socorro a Petrobrás, mas sem apresentar nada de concreto, mais uma vez transparece a velha máxima da busca de recursos sem contrapartidas, sem co-responsabilidades, sem convergências setoriais e sem metas claras e definidas previamente. Somente o Mário, é o Mário Concebidas, que aproveitou a oportunidade para espetar a Petrobrás – relembrando uma falsa idéia de que aquela empresa havia lutado contra o Pró-Álcool -, coisas do Mário!! Falou pouco e explicou menos ainda o procedimento de empréstimos, com dinheiro dos royalties do petróleo, para os produtores de cana em Campos dos Goytacazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se vocês quiserem de fato participar desta revolução no cenário energético mundial, deverão querer aprender, rapidamente, práticas de gestão participativa! Deverão entender o por quê que muitos produtores de cana, ainda hoje, estão transformando em ração as suas lavouras, ao invés de vender para a usina a R$ 10,00 (dez) reais a tonelada! Além, é claro, de aceitar com gentileza e confiança a opinião que não coincidir com aquela do mais puro e genuíno “Capitalismo”, como alguém teria dito também por lá!!   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-7481942308697269666?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7481942308697269666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=7481942308697269666' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/7481942308697269666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/7481942308697269666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/07/etanol-verdade-do-norte-fluminense.html' title='Etanol: a verdade do norte fluminense!!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6460343425844047778</id><published>2007-06-14T14:20:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T14:23:29.108-03:00</updated><title type='text'>Royalties em Campos dos Goytacazes, RJ e as universidades!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;14/06/2007&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; discussão - ou monólogo público?? - sobre o uso adequado dos royalties está levando à linda baixaria que quase sempre predominou nas rodas dos debates sobre o que fazer com a outrora promissora: Campos dos Goytacazes/RJ!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que alguns poucos "obstinados" e "devotos" do exercício democrático tentem, o fato é que não conseguimos sair da mesmice, da pasmaceira de sempre, dos egos em excessos - locais e provincianos - que embalaram e ainda fazem a história desta terra miserável de Escravos, de Engenhos e de Royalties do Petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos o que tivemos em excesso foram radialistas no poder, falastrões egocêntricos e um retrocesso radical dos movimentos sociais. Hoje as universidades locais - e são muitas!! - não mais conseguem fomentar as renovações fundamentais e nem as revoluções urgentes do pensamento e das ações públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte deste caos se deve porque há nelas de fato um certo - e talvez profundo - enredamento, um entrelaçamento pouco ético com os poderes da administração pública local e regional, fatos que tendem a partidarizar politicamente tudo que se passa e se pensa no seio da comunidade acadêmica, deixando órfãos de idéias e ideais os cidadãos e cidadãs da Campos dos Goytacazes de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como um Secretário Municipal de Comunicação conduz a discussão pública e a crítica de um segmento universitário - &lt;strong&gt;chamando todos para uma cervejada num boteco de esquina&lt;/strong&gt; - ao uso dos royalties, nos dá a nítida dimensão da precária condição político-administrativa do atual prefeito, ao mesmo tempo que esgarça para toda a comunidade a pouca reputação de muitos indivíduos que fazem política por aqui!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dito em "boca pequena" por aí que boa parte das bolsas universitárias pagas pela prefeitura de Campos - à título de "investimento" segundo o Secretário de Comunicação - é destinada a muita gente de alto poder aquisitivo e influente na Administração Municipal!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora,  Senhor Secretário - seria esta uma boa oportunidade para a Secretaria de Comunicação Municipal - ao invés da cerveja no boteco - &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;apresentar uma lista completa dos beneficiários das bolsas bancadas pelos royalties do petróleo - com o nome completo de pais e renda bruta&lt;/span&gt; - para que a sociedade avalie bem se de fato trata-se de um investimento ou mais um "caixa dois" da administração pública no Brasil!!!  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6460343425844047778?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6460343425844047778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6460343425844047778' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6460343425844047778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6460343425844047778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/06/royalties-em-campos-dos-goytacazes-rj-e.html' title='Royalties em Campos dos Goytacazes, RJ e as universidades!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-168932829676580061</id><published>2007-03-23T18:12:00.000-03:00</published><updated>2007-03-23T18:13:14.431-03:00</updated><title type='text'>Tecnologia social e desenvolvimento em Campos</title><content type='html'>Fábio Siqueira – historiador, professor e diretor Sepe&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;fabiogsiqueira@ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;o último dia 19 estive na UENF a convite da coordenação do Programa de Pós-graduação em Políticas Sociais e da Pró-Reitoria de Extensão e assuntos comunitários. No programa a aula inaugural do curso de mestrado do referido programa com a educadora e ex-deputada federal Irma Passoni. A palestrante hoje se dedica a coordenar o ITS (Instituto de Tecnologia Social), uma ONG que se dedica a disponibilizar tecnologias resultantes da produção científica brasileira para a sociedade, especialmente para as camadas menos favorecidas ou excluídas. Sua fala discorreu sobre o papel da Universidade nesse contexto, como instituição responsável no processo de desenvolvimento nacional. Desenvolvimento aqui compreendido não apenas em seu aspecto socioeconômico, mas também – e fundamentalmente – no aspecto humano e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito oportuno este debate na UENF. Na própria cobertura que este blog tem dispensado às eleições para a escolha do próximo reitor desta universidade, já foi comentada – inclusive pelos candidatos – a opinião corrente na cidade segundo a qual esta instituição acadêmica não conseguiu até hoje se integrar de forma efetiva com a comunidade campista. Em que pese todos os problemas que a UENF enfrentou ao longo de sua história, inclusive a luta pela autonomia universitária e que talvez tenha mantido a comunidade focada nos interesses internos, já é hora de – finalmente – promover tal integração. Isto não é apenas uma questão de opinião. Diz respeito à necessidade de exercer uma responsabilidade que a comunidade científica tem, de contribuir para o debate e as ações relativas ao desenvolvimento regional. De parabéns a coordenação do Programa e a Pró-Reitoria que promoveram o evento, pela sensibilidade com tema tão relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um dos poucos – se não o único – representante da sociedade civil presente na palestra que contava com público composto quase que totalmente por membros da comunidade universitária, me motivei a apresentar uma questão à ex-deputada após sua explanação que apresentou inúmeros relatos de experiências verificadas na região Norte, Nordeste, em São Paulo, enfim por todo o país, onde a integração entre a comunidade científica, o ITS e o poder público resultou em desenvolvimento social, gerando cidadania para milhares de pessoas. Minha pergunta solicitava um maior detalhamento entre as parcerias com prefeituras mencionadas em sua fala, especialmente uma experiência envolvendo a Secretaria Municipal de Trabalho de Osasco, além disso questionava a impressão de Irma sobre o potencial de uma prefeitura com orçamento como o de Campos nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua resposta me convenceu que muito ainda pode ser feito aqui para mudar a realidade de milhares de pessoas que se encontram na pobreza, ou que dependem de um contrato de trabalho temporário ou terceirizado na prefeitura – em situação irregular e  de eminente desemprego. No caso de Osasco, a articulação entre instituições que promovem pesquisa  científica, o ITS, governo Federal e prefeitura produziu um eficaz programa de geração de emprego e renda, rompendo com a questionada acomodação dos assistidos por programas emergenciais como o Bolsa Família. Em Campos, não há no organograma da Prefeitura uma Secretaria de Trabalho, responsável pela experiência de Osasco, também não há uma Secretaria de Ciência e Tecnologia, fundamental para articular a Universidade, suas pesquisas e o interesse público – isto apesar de o partido do prefeito ocupar o Ministério e a Secretaria de Estado de mesmo nome. Isto revela a inércia da atual administração em avançar em algumas áreas de governo, apesar do robusto orçamento do Município. Outra observação de Irma deve ser destacada. Ela lembrou de sua atuação parlamentar, quando da legislatura que definiu os royalties do petróleo para os Municípios e Estados da Federação, principal receita dos municípios da região. Disse que, na oportunidade, tiveram contato com o modelo do Alasca, onde a compensação financeira é paga individualmente a cada cidadão anualmente, e não mediada pelo Estado. Assim defendeu ampla publicidade e democratização no que se refere à utilização destes recursos por Estados e  Municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós que defendemos a justiça dos royalties pagos aos municípios da região – imaginando estes recursos como vetor de desenvolvimento neste bolsão de pobreza encravado no “Sul maravilha” – acompanhamos com atenção a utilização destes recursos pelas prefeituras locais e esperamos que estes sejam empregados em investimentos de interesse público. E tecnologia social, articulando conhecimento científico e tecnológico com políticas públicas voltadas para a promoção da cidadania é um belo investimento!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-168932829676580061?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/168932829676580061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=168932829676580061' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/168932829676580061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/168932829676580061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/03/tecnologia-social-e-desenvolvimento-em.html' title='Tecnologia social e desenvolvimento em Campos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-6817748504540488097</id><published>2007-02-18T00:45:00.000-03:00</published><updated>2007-02-18T00:46:48.836-03:00</updated><title type='text'>A inconveniência da “verdade” dos intolerantes!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado, psicopedagogo, terapeuta e industriário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e-mail: lfmunizz@gmail.com&lt;br /&gt;Campos, 16/02/2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;or mais que as chuvas abundantes e as enchentes incomuns em nossa região exijam ações urgentes para desafogar as famílias, os rebanhos e os canaviais inundados, não podemos mais correr o risco de cometer os mesmos erros simplistas do passado. Temos que agir e pensar juntos para além das diferenças de idéias, numa tentativa urgente, e, talvez única, de re-arrumar a bagunça que financiamos ao longo do tempo e que ainda nos domina a todos, particularmente no Poder Executivo Municipal em Campos dos Goytacazes.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora a Baixada Campista foi drenada sim! Em nome do desenvolvimento agro-industrial, construímos mais de 2000 Km de canais sem considerar quaisquer aspectos de cunho ambiental sim! Alguns dizem, na defesa do que foi realizado, que o trabalho se deu em função das doenças e epidemias oriundas dos fartos mananciais. Na minha humilde opinião, uma desculpa que custou apenas, a perda de quase uma centena de lagoas e outras centenas de brejos e áreas úmidas importantes e vitais para toda a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconsiderar os importantes relatórios internacionais sobre o “Aquecimento Global”, e, as inevitáveis “Mudanças Climáticas” para a tomada de decisões é o mesmo que negar hoje a existência da Lua ou afirmar que a destruição de Nova Orleans / EUA pelo “Katrina” ou a “Tsunami” na Ásia foram uma ficção!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a Rede Globo nunca esteve tão “ecochata”! Colunas de Economia e Política não falam em outra coisa senão em mudança de matriz energética para tentar fazer frente ao drama do aquecimento e suas conseqüências espetaculares. Quem diria, a Miriam Leitão!? O “Fantástico” dominical traz agora fora do tempo - mas em horário nobre - especiais internacionais, para tentar explicar, o que de fato há na Biosfera em crise, numa tentativa meio que desesperada de chamar a atenção para o grave momento da humanidade. Até a Ana Maria Braga deixou um pouco de lado, as delícias de nossa culinária, para entrevistar um dos jornalistas responsáveis pelo atual envolvimento da “Rede Globo” com o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, aqui no 6º PIB Brasileiro, os ruralistas e usineiros reacendem velhos dramas ambientais, embalados pelas águas em suas lavouras de cana e pelas pontes caídas e ausentes. Esqueceram boa parte dos excessos cometidos: invasões de lagoas, eliminação de pequenas propriedades rurais, expulsão de comunidades pesqueiras, derrubadas de florestas, etc. Agora que o álcool foi elevado a categoria de “commodity” internacional, devido à busca das nações por alternativas aos combustíveis fósseis, sentem-se cada vez mais poderosos para o enfrentamento político regional. Já conseguiram até uma grande vitória: a pressão sobre o Prefeito de Campos motivou a troca do secretário de Meio Ambiente, sai o Sidney Salgado de perfil técnico e entra um político profissional – Paulo Albernaz - de bom trânsito com os ruralistas, mas de perfil frágil com relação à área socioambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, para ser Secretário de Governo não é preciso ser especialista! Mas a questão não é essa, ela é um pouco mais complexa e requer melhor reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que na Prefeitura de Campos impera um caos dramático de organização, planejamento e fiscalização. Não há qualquer padrão a ser seguido na qualidade de funcionário público municipal - seja por concurso ou indicação -, ficando assim o cargo a cargo de quem de fato assume a pasta ou a função. Nada por aqui acontece como fruto de um trabalho de convergência, planejado ou de metas a serem alcançadas, não!! Nestas terras de fartura, o jogo tem ficado por conta da decretação de Estado de Emergência ou similar, impedindo licitações públicas e o cumprimento dos já precários Planos Plurianuais; porém, com farta liberação de verbas dos cofres públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, um município com tantos recursos financeiros, e, tão precárias condições estruturais, não ter capacidade técnica para gerar projetos, para serem financiados e implementados com e pelo Ministério das Cidades na área de infra-estrutura, é uma aberração! Um prefeito que vai ao Jornal da Record e afirma que o município perdeu mais de 350 milhões do Governo Federal por falta de projetos, não deveria ser pressionado pelas lideranças e cobrado pela comunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será na divergência que alcançaremos melhores índices de gestão é verdade, mas sim numa visão mais complexa e compartilhada dos fatos e das decisões. Uma parte dos ruralistas e usineiros, por exemplo, estão apostando na criação de novos Consórcios e Comitês para facilitar os caminhos de acesso ao dinheiro federal para a prática de novas intervenções na Bacia Hidrográfica Regional. Há no ar, um certo boicote ao Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, e, ao Consórcio de Municípios e de Usuários da Bacia do Rio Paraíba do Sul para a Gestão Ambiental da Unidade Foz, instalado em 12/12/2003 junto ao CEIVAP - Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul - Sistema Nacional de Recursos Hídricos, instituído pelas Leis nº. 9.433/97 e 9.984/00 -, dito por eles como “casa dos ecologistas e ambientalistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe mais a intolerância e suas meias verdades. As questões socioambientais daqui a diante deverão ser assumidas coletiva e democraticamente por todos os segmentos comunitários. Assim desejaram os recentes legisladores brasileiros e assim exigem as urgências globais entorno do tema. O dualismo regional, entre os ruralistas e usineiros de um lado e os ecologistas e simpatizantes de outro, não é mais cabível no cenário atual de crises entorpecentes e hiper-complexas. Precisamos de um choque de Gestão Pública que permita e garanta a evolução dos colegiados já criados, eles têm papel fundamental nas mudanças que urgem. Precisamos ainda, de uma imprensa sensível a toda esta dinâmica de ações locais, com capilaridade profissional, ao mesmo tempo para garantir os espaços da boa informação, como para agir articulando em prol do aprimoramento orgânico local e regional. Muito provavelmente, nem mesmo isto, bastará!!  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-6817748504540488097?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6817748504540488097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=6817748504540488097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6817748504540488097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/6817748504540488097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/02/inconvenincia-da-verdade-dos.html' title='A inconveniência da “verdade” dos intolerantes!!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-899952546289867430</id><published>2007-01-29T17:49:00.000-03:00</published><updated>2007-01-29T11:55:02.796-03:00</updated><title type='text'>Notas sobre o cotidiano</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fábio Siqueira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Historiador e professor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fabiogsiqueira@ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou devendo o artigo a este amigo/blogueiro, mas valho-me deste e-mail para comentar algumas questões em voga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O Flamengo estreou com boa vitória no Campeonato já saltando na ponta de seu grupo de forma isolada, pena que meu entusiasmo durou pouco. Surpreendido pelo arrombamento do carro de meu amigo Professor Gustavo "kbça", na companhia de quem assisti a partida constatei que o meliante resolveu levar o CD player, objeto do furto, dentro de minha mochila, sem objetos de valor material, mas cheia de documentos, agendas e papéis que me farão muita falta. Se o blog puder ser veículo de minha esperança - não sei se cabe na "linha editorial"- gratifico quem devolver tais documentos, papéis e agendas que se encontravam em uma mochila verde-musgo da grife "water-proff" (pena que também não era à prova de ladrão). Contatos: 8126-3455; 27321508 ou 27222696;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)O desapontamento causado pelo fato acima descrito tirou parte de meu entusiasmo diante da boa vitória do escrete canarinho sub-20 no sul-americano da categoria, disputado no Paraguai. Com a vitória sobre os donos da casa, o Brasil depende de um empate com a Colômbia, lanterna do hexagonal final para garantir vaga em Pequim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Mais uma má notícia pela manhã, depois de mais de três anos sem ver o Mengão jogar em Campos, corremos o risco de  cancelamento do jogo previsto para domingo no Godofredo Cruz, ou da realização do mesmo com portões fechados. Não está definido se serão vendidos ingressos para o jogo e em caso positivo se estarão disponíveis dois mil ou sete mil ingressos, tampouco quando se iniciará, ou se haverá, venda antecipada. Não quero entrar em polêmica com as autoridades competentes mas, da última vez que estive naquele estádio, no último clássico Goytacaz x Americano, pelo Brasileiro da série C de 2004 - ou 2003? - o estádio estava lotado e não houve  qualquer problema;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) O DM do PT vai eleger presidente na próxima quarta. O "companheiro" Helio Anomal se assanha para voltar ao cargo com o aparente - e inacreditável - apoio da Articulação. Contudo o script parece condenado a surpresas e "cacos" para desgosto da provável dobradinha. Outros setores representativos das duas chapas que disputaram o PED articulam, com viabilidade, uma candidatura capaz de oxigenar e democratizar o DM. Se a Articulação mantiver o apoio a Anomal o quadro apontaria hoje um empate em 16 a 16, com a decisão ficando na mão de quatro votos indefinidos e consequentemente, imprevisível. É o velho PT! Hora de calçar as chuteiras meu bom Blogueiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abraço,  Fábio Siqueira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-899952546289867430?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/899952546289867430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=899952546289867430' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/899952546289867430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/899952546289867430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2007/01/notas-sobre-o-cotidiano.html' title='Notas sobre o cotidiano'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-116663949278453378</id><published>2006-12-20T15:27:00.000-03:00</published><updated>2006-12-20T15:31:32.800-03:00</updated><title type='text'>O Congresso é a Geni?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fábio Siqueira&lt;/strong&gt; é professor e historiador&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fabiogsiqueira@ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ais uma vez, desfruto da generosidade de meu amigo Roberto Moraes, para ocupar este seu prestigiado &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; com algumas reflexões. Esta consideração preliminar se deve, a recente constatação em conversa com amigos que conhecem a mídia local, onde fiquei assustado com projeções sobre o pequeno número de leitores de jornais diários em Campos. Acho que, considerar a pequena proporção dos que se atêm a artigos e páginas de opinião, ajuda a entender um pouco o quadro sócio-político local. Por isso, é bom ter acesso à interlocução com um público qualificado e crítico, na expectativa de atrair a atenção de pelo menos parte dele. Estou tomando gosto pela coisa, é uma “cachaça” como diz nosso blogueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “ordem do dia” a maior polêmica do momento: o aumento salarial dos membros do Congresso Nacional. Longe de mim, assalariado sem reajuste desde que tomei posse no serviço público – isso mesmo, o mesmo piso salarial há oito anos! – tomar a defesa de nosso nobre colégio de líderes partidários, responsável pela decisão. Mas, quem atira as pedras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo no dia em que o Exmo. – ou seria Mmo. – colegiado do STF decidiu sustar o polêmico aumento. A propósito, qual é mesmo o salário dos Ministros (as) do STF? Respondo: exatamente o mesmo, aliás, parâmetro para o valor aprovado pelos achincalhados parlamentares. Onde estava a severa opinião pública e sua vetusta tutora, a grande imprensa, quando os doutos magistrados da Corte Suprema concederam a si mesmos os nababescos salários? Alguém já experimentou a edificante experiência de assistir à relevante programação da TV Justiça? Vale conferir, sobretudo a performance do Exmo. Ministro Marco Aurélio Mello! Quem delegou a esta corte o poder de garantir para si o mesmo salário que julgam ilegal para outro poder? O povo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em interesse popular, será que o Poder Judiciário atende melhor aos interesses da sociedade que o Poder Legislativo? Em que será que o Roberto Jefferson ou o Severino são piores que o Nicolau “Lalau” e o Rocha Mattos? Qual o destaque que a grande imprensa, grande guardiã do interesse da opinião pública, tem dado ao relevante debate sobre o controle externo do judiciário? E qual será o salário da Miriam Leitão – que, como noticiou este blog goza da grande admiração de Roberto Jefferson? Qual o aumento que a Globo concedeu a ela em sua data base? Será que o Alexandre Garcia era tão implacável com o  Congresso na ditadura? Naquela época os deputados ganhavam menos ou ele era mais complacente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas questões me fazem lembrar da canção Geni e o Zepelim, do mestre Chico Buarque. É inegável que, com grande inabilidade, a maioria dos Deputados federais e Senadores se submeteu a um desgaste imenso, agindo de maneira indefensável. Assemelham-se assim à heroína da canção, que não reivindica virtude porque obviamente não a possui. Destacam-se, porém, na obra de Chico os hipócritas personagens da “boa sociedade” que, igualados a Geni e, até mesmo salvos por ela, não hesitam em atirar-lhe pedras no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito de uma imagem que o Franklin Martins relacionou à “opinião pública” em recente artigo sobre esse mesmo tema. Esta seria uma senhora viúva, de boa índole, mas preconceituosa,  moralista e um tanto ignorante, sujeita, portanto, a juízos de valor simplistas e equivocados. Seria oportuno que esta típica senhora de classe média se lembrasse que toda sociedade é responsável pela ELEIÇÃO do Congresso Nacional. Seus membros, independentemente de erros e acertos, representam os cidadãos. Suas atitudes, mesmo as piores, refletem a sociedade em suas qualidades e defeitos, como se fossem o espelho da viúva em questão. Infelizmente, não podemos escolher, nem cassar ou punir os que ocupam redações e microfones dos jornalões e emissoras de TV, que formam “nossa” opinião, nem os bem pagos membros da Corte Suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Apesar de tudo, otimista incorrigível,  tenho boas expectativas para o ano novo que se avizinha.  Despeço-me temporariamente dos poucos que resistiram a todas as linhas desse artigo – sei que preciso ser mais conciso, chego lá! – desejando boas festas e um feliz 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-116663949278453378?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116663949278453378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=116663949278453378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/116663949278453378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/116663949278453378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/12/o-congresso-geni.html' title='O Congresso é a Geni?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-116490415747340320</id><published>2006-11-30T13:27:00.000-03:00</published><updated>2006-11-30T13:37:43.000-03:00</updated><title type='text'>Nosso lema é sofrer, sofrer?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fábio Siqueira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Historiador e professor&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fabiogsiqueira@ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;qui estamos nós de novo nesse prestigiado blog e, mais uma vez, apesar de não ter a intenção de caracterizar a nossa participação como de articulista esportivo, sou instado pelas circunstâncias a iniciar este texto pelo apaixonante tema do futebol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi bonito ver nesse blog imagens da grande “vitória” que foi o empate arrancado pelo Goyta na Ilha do Governador no último sábado. Como foi bom, impossibilitado de acompanhar de perto tal feito, sentir nas ruas da cidade a intensa alegria de dezenas de torcedores alvi-anis logo após a “conquista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vem a velha sina de novo e quem diria – coisas do futebol – o antigo algoz é paradoxalmente lembrado como garantia da efetivação da conquista. Mas ele agora é saudade. É por isso que o futebol é tão apaixonante, e o livro do Roberto sucesso de antemão. Sobre futebol e literatura, um parêntese: está na minha lista de leituras um livro de um jornalista escocês cujo título Futebol e Guerra remete à invasão da Ucrânia pela Alemanha nazista nos anos 40, e que trata da saga do glorioso escrete do Dínamo de Kiev neste contexto, vale conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a realidade do Goyta, o sofrimento me enseja antiga inquietação. Juro que não é ressentimento nem dor de cotovelo. Alguns interlocutores podem confirmar que já fiz, timidamente, este questionamento. Timidamente por saber que suscitaria grande polêmica mesmo reservadamente, como de fato se deu. Pois agora, no calor da paixão, lá vai: qual o papel do MP?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço a resposta formal no cenário institucional brasileiro. Mas essa instituição sempre me preocupou. Não nego seu importante papel em momentos marcantes na história recente do Brasil. Reconheço que têm funcionado como fator de maturidade da democracia brasileira. Mas há, a meu juízo, uma gama grande e imprecisa de atribuições relativas ao MP e uma necessidade de tornar a informação sobre as funções e o funcionamento desta instituição mais acessível aos cidadãos. Além disso, com todo o respeito, o comportamento de alguns procuradores se assemelha ao de um pavão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mistura de personalismo e concentração de poder, não é à toa que o MP é chamado de Quarto Poder, pode ter sido benéfica em alguns momentos, mas me parece perigosa. Sei o tamanho da provocação que faço aqui mas, não consigo conceber que não haja no contexto sócio-político do RJ algum problema mais relevante que a seletiva para atrair a atenção do MP!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência dessa concentração de poder do MP e da Vênus platinada, estamos nós, de novo, vendo escapar pelos dedos o acesso do Goyta à primeira divisão. Apesar da licença poética no título, no campo de jogo fizemos valer o nosso glorioso hino: VENCEMOS! Quanto aos próximos capítulos desta “novela”, com desfecho previsto para 2008, já serão material para que nosso blogueiro comece a pensar em um segundo volume. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-116490415747340320?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116490415747340320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=116490415747340320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/116490415747340320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/116490415747340320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/11/nosso-lema-sofrer-sofrer.html' title='Nosso lema é sofrer, sofrer?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-116345013012094716</id><published>2006-11-13T17:19:00.000-03:00</published><updated>2006-11-13T17:35:31.810-03:00</updated><title type='text'>Altruísmo, malas e pãezinhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Fábio Siqueira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Historiador e professor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;fabiogsiqueira@ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ei que este prestigiado &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; só tem tido espaço, no que se refere a futebol, para destacar a heróica campanha do Goyta na seletiva em disputa. Mas como o último sucesso frente o Villa Rio já foi suficientemente comemorado e comentado por aqui, não resisto a provocar a discussão sobre o que se passa com o Flamengo – paixão que também compartilho com o blogueiro. Como explicar esta derrota para a Ponte Preta? Creio que não se trata apenas de acomodação por estarmos livres do rebaixamento e classificados para a Libertadores - o que, convenhamos, é mais do que poderíamos esperar considerando as últimas temporadas e o início do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se andam se inspirando em Robin Hood lá pela Gávea, pois os bons resultado contra times que disputam posições entre os dez primeiros colocados como o "Furacão", o Goiás e o Paraná são alternados com outros frustrantes como o modesto empate com o rebaixado Santa Cruz e a derrota para a "Macaca", que está com o pé na cova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso contudo, que após a terceira repetição da cobrança de penâlti inexistente, marcado aos 47 minutos do primeiro tempo, com direito a mudança de batedor após a segunda defesa do Bruno, me lembrei imediatamente de animado papo que entabulei esta semana sobre “causos” e traquinagens envolvendo o famoso “homem da mala”, figura que costuma “motivar” árbitros a serem compreensivos com times da casa. Há inclusive um “causo” em que, em situação idêntica a aqui citada, o juiz teria exigido a troca do batedor após a segunda cobrança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só espero que o espírito "altruísta" do Mengo não contagie o Goyta na quarta, diante do moribundo Duque de Caxias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais estapafúrdia que a derrota do Flamengo, só mesmo a polêmica envolvendo o pãozinho francês! Será que dá para algum especialista em pesos e medidas manifestar-se de forma clara provando que é IMPOSSÍVEL que a situação atual seja prejudicial ao consumidor? Os pretensos lesados devem atentar para o fato de que eram tungados antes, quando compravam pãezinhos de "50 g" que deviam pesar 40g ou menos. Agora, a mercadoria vale quanto pesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar polêmica sobre possíveis efeitos negativos da lei que determinou a venda a peso só interessa ao velho demagogo que, ainda atordoado pela acachapante derrota nas urnas busca um factóide com apelo popular para melhorar sua imagem. Os verdadeiros liberais teriam uma sugestão melhor para os consumidores insatisfeitos: que tal pesquisar as padarias em busca do melhor preço (Kg)? Como diria o antigo bordão: "É a ingnorância que astravanca o progresso!"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;a href="mailto:fabiogsiqueira@ig.com.br"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-116345013012094716?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116345013012094716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=116345013012094716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/116345013012094716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/116345013012094716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/11/altrusmo-malas-e-pezinhos.html' title='Altruísmo, malas e pãezinhos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-115713285847564277</id><published>2006-09-01T14:38:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T14:47:38.523-03:00</updated><title type='text'>“Quem matou o jornal?”</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;24 Aug 24th 2006From The Economist print edition&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O negócio de vender palavras aos leitores e de vender leitores aos publicitários, que sustentou seu papel na sociedade, está caindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... De todos os meios “velhos”, os jornais é o que tem mais a perder com a internet. A circulação tem caído na América, na Europa Ocidental, na América Latina, na Austrália, na Nova Zelândia por décadas (em outra parte, as vendas se estão subindo), mas, no futuro, em poucos anos, todos estarão em declínio. Em seu livro “o jornal desaparecendo”, Philip Meyer calcula que no início de 2043 será o momento em que o jornal impresso morrerá na América, quando o último leitor esgotado, jogará de lado a última edição... As pessoas mais novas estão começando a ler notícias na rede. Britânicos entre 15 e 24 dizem que gastam quase 30% menos tempo lendo os jornais nacionais pela web".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto a publicidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"A internet é um meio sedutor que combina supostos compradores com os vendedores e prova aos publicitários que seu dinheiro está bem gasto. Os anúncios classificados estão se deslocando rapidamente para a rede".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O cenário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Os jornais ainda não começaram a fechar para baixo em números grandes, mas é somente uma questão de tempo. Em 2005 um grupo dos acionistas do Knight Ridder, proprietário de diversos diários americanos grandes, começou a vender seus papéis e terminar assim uma história de 114 anos. Este ano Morgan Stanley, um banco de investimento, pressionou o New York Times, a maior empresa jornalística, porque seu preço de capa tinha caído nos últimos quatro anos. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4760/2097/1600/Quem%20matou%20os%20jornais.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" height="158" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4760/2097/320/Quem%20matou%20os%20jornais.jpg" width="277" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim cortar custos, já estão gastando menos com o jornalismo. Muitos estão tentando também atrair uns leitores mais novos deslocando a mistura de suas histórias para o entretenimento, o estilo de vida, e outros assuntos que podem parecer mais relevantes às vidas diárias das pessoas, do que com os casos internacionais e de política. Estão tentando criar uma linha negócios novos. E investindo nos papéis diários livres, que não se usam além de alguns recursos editoriais para descobrir corrupção política ou fraudes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os grandes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"As publicações como os New York e o Wall Street Journal devem aumentar seus preços para compensar os rendimentos com os anúncios perdidos para a internet. A utilidade da imprensa vai muito mais além dos abusos investigados ou de divulgar a notícia apurada. Ela pode prender governos ou pressioná-los a se explicar para a opinião pública. A internet expandiu esta possibilidade. Qualquer um que procura a informação nunca esteve tão bem equipado. Os povos já não têm que confiar em um punhado de jornais nacionais ou, pior, em jornais da sua cidade. Os noticiários locais do Google extraem notícias de todo o mundo. O web site do Guardian da Grâ Bretanha tem quase a metade de seus leitores na suas casas na América". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os blogs&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Além disso, uma força nova dos jornalistas e dos blogueiros vinculam o “cidadão” e os políticos ao cliente da notícia. A rede abriu o mundo fechado dos editores e repórteres profissionais a qualquer um com um teclado e uma conexão da Internet. Diversas companhias estão trocando e depurando os “postings” que saem dos laptops ou TVs à cabo de amadores adormecidos no sofá.&lt;br /&gt;Cada blogueiro é capaz de polarizar e caluniar, mas, feito um exame enquanto grupo, os blogueiros oferecem a pesquisa e a filtragem de matérias numa imensidão de informações entregando-as mastigadas à rede. Naturalmente, a internet é uma alcova às mentes fechadas, mas, de qualquer forma, exerce muita da pressão". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um novo modelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"A maioria dos blogueiros operam das suas poltronas, não na linha de frente (no front), e os cidadãos-jornalistas tendem a furar as matérias locais. Mas, tudo é ainda muito novo. Os novos modelos saltarão na frente como conseqüência do recuo dos papéis. Um grupo não empresarial tenta implantar modelos que combinam o trabalho dos amadores e dos profissionais para produzir histórias investigativas pela internet. Apropriadamente, US $10 mil de dinheiro para o projeto vieram de Craig Newmark, de &lt;a title="  (abre em uma janela nova)" href="http://64.233.179.104/translate_c?hl=pt-BR&amp;ie=UTF-8&amp;amp;amp;oe=UTF-8&amp;langpair=en%7Cpt&amp;amp;u=http://www.craigslist.org/&amp;amp;prev=/language_tools" target="_blank"&gt;Craigslist&lt;/a&gt;, um grupo de Web site livres da “classific-propaganda” que provavelmente, fizeram mais do que, qualquer coisa para destruir a renda dos jornais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No futuro, segundo Carnegie, algum jornalismo de alta qualidade será suportado também por organizações não empresarias (non-profit). Já, há algumas organizações respeitadas de notícia que se sustentam, desta forma e nela se incluem o Guardian, o monitor da ciência Christian e a Rádio Pública Nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de elite do jornalismo sério dos jornais está disponível e é sustentado, de forma independente, por milhares de blogueiros voluntários que ateiam fogo junto com os cidadão-jornalistas bem informados em toda parte da rede”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;PS.: Texto traduzido e editado de matéria do famoso jornal "&lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-115713285847564277?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115713285847564277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=115713285847564277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/115713285847564277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/115713285847564277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/09/quem-matou-o-jornal.html' title='“Quem matou o jornal?”'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-115526917734632334</id><published>2006-08-11T01:02:00.000-03:00</published><updated>2006-08-11T01:17:35.633-03:00</updated><title type='text'>Qual é a direção do Plano Diretor?!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado e ecologista&lt;br /&gt;Campos, 06/08/2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;e depender do empenho de Silvana Castro e Sidney Salgado (Secretaria de Planejamento e de Meio Ambiente) o Plano Diretor de Campos vai acontecer. Não temos ainda uma visão clara dos níveis de excelência que alcançaremos com a metodologia adotada, mas de qualquer forma algo vai sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso ter dúvidas quanto as consultas feitas às comunidades distritais, na minha opinião, de certa forma, prematuras. Faz tempo que nossas comunidades perderam as suas características culturais e visões orgânicas; as poucas lideranças foram cooptadas pelos perversos movimentos políticos-partidários dos últimos anos. Não creio que saibam exatamente o que querem nos quesitos qualidade de vida urbana, rural, sustentabilidade, mobilidade e planejamento participativo. Há um enorme vácuo a ser preenchido pelo poder público e pela mídia regional no sentido de melhor instrumentalizar a todos para que opinem minimamente na direção das perspectivas do Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001) e da Agenda 21 Local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastassem algumas dúvidas com o método adotado pela Secretaria de Planejamento e de Meio Ambiente, o prefeito Alexandre Mocaiber dá sinais de que outros grupos dentro de sua administração também estão mobilizados no mesmo sentido do Plano Diretor, ou seja, de pensar a cidade e o seu futuro. Acaba de lançar publicamente o “Perfil 2005 de Campos dos Goytacazes” objetivando “atrair investidores para diversificação” da economia do município. Pode não parecer nada demais! De fato é muito bom saber que há outros trabalhos para somar na tarefa da organização municipal, mas pelo nível de detalhamento do perfil e intenções reveladas, podemos afirmar que esta obra não pode ter vida própria, deve agora migrar para as comissões que estão de fato tentando fazer parir um Plano Diretor comprometido com a Sustentabilidade dos Processos Urbanos e Rurais de nosso município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias será a vez da FIRJAN. Segundo o Geraldo Coutinho, a Federação de Indústria apresentará publicamente uma proposta ou um plano de metas de desenvolvimento para todo o Estado do Rio de Janeiro, inclusive para Campos. Ótimo, de fato há enorme carência de propostas inovadoras e metas a serem compridas com objetividade e responsabilidade, por parte do Poder Público Estadual e Municipal. Entretanto, nunca é demais relembrar que não podemos mais permitir que os erros do passado ocupem espaços no atual momento de crises sócio-ambientais fartamente reconhecidas pelas instituições governamentais, acadêmicas e não-governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que antes de tudo todos nos convençamos de que para arrumar a bagunça, devemos começar pelo dever de casa, que hoje é a elaboração madura de nosso Plano Diretor com o devido Zoneamento Ecológico-Econômico-Social, garantindo previamente aonde podemos ou não podemos modificar, construir, instalar industrias, novas culturas agrícolas e aonde é urgente mobilizar para recuperar, reflorestar, criar Parques Municipais para lazer e estudo, etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Temos que reconhecer que não é nada fácil dar conta desta tarefa hercúlea e tardia, porém, se o prefeito Alexandre Mocaiber não investir fortemente no sentido de garantir melhor entrelaçamento e comprometimento entre os diversos atores públicos, corremos o risco de mais uma vez ver nossas energias arremessadas no ralo, fazendo de todo o esforço comunitário um amontoado de textos e papéis que depois não serão acolhidos pela Câmara dos Vereadores, nem serão ganho algum em tempos de urgências; tão somente servirão para enriquecer as prateleiras dos pesquisadores de plantão e críticos de toda a ordem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-115526917734632334?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115526917734632334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=115526917734632334' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/115526917734632334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/115526917734632334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/08/qual-direo-do-plano-diretor.html' title='Qual é a direção do Plano Diretor?!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114607430151422614</id><published>2006-04-26T14:56:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T17:30:11.056-03:00</updated><title type='text'>Cinema, pedagogia e complexidade quântica!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Advogado, psicopedagogo, ecologista, educador, industriário.&lt;br /&gt;Campos, 25/04/2006&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando no final dos anos 80 e início dos anos 90 tive os primeiros contatos com as obras de Fritjof Capra – “O Tao da Física” e o “Ponto de Mutação” –, senti-me atônito e meio que embriagado com tantas abordagens incomuns e surpreendentes sobre os princípios da física e da mecânica quântica, relatados de forma brilhante por aquele autor. Naquela ocasião, lembro-me bem, muitos operadores, da dita “opinião pública”, taxavam as obras como uma fantástica aventura “&lt;em&gt;new age&lt;/em&gt;” de um físico mal sucedido que resolveu conhecer os mistérios da Índia. Contudo, mesmo assim, não impediram que se tornassem “&lt;em&gt;best sellers&lt;/em&gt;”, e, que o autor continuasse a produzir obras magníficas como: “A Teia da Vida” e “As Conexões Ocultas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que me encontrava bacharelando em Direito na Faculdade de Direito de Campos e ao mesmo tempo aperfeiçoando um perfil estritamente técnico na área de inspeção de equipamentos e instalações junto a Petrobras, vi-me retorcido numa espetacular quebra paradigmática profunda e solitária, ainda maior na medida em que ia percebendo em mim mesmo o modelo formatado nos poderosos preceitos da física newtoniana (clássica / mecanicista) e nas lógicas mais tradicionais do cristianismo católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então eu jamais parei de buscar nos livros os caminhos possíveis para o meu agora pleno desajuste pessoal, algo que somente hoje posso tentar classificar como: crise sócio-eco-psico-antropo-bio-histórico-cultural. Passei a devorar de tudo, da antropologia à cosmologia passando pela administração pública e privada, pelas terapias holísticas e a psicopedagogia, pelas ecologias rasa e profunda e mais recentemente pelos aceiros da complexidade, sempre flertando as costuras impensadas e pouco prováveis aos olhos vendados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Direito continua me fascinando, mas como ciência avança tímida e lentamente, vejo-o ainda como a morada infiel da complexidade quântica que atualmente urge, falta-lhe uma matriz ética universal de bases mais complexas e transdisciplinares. Ao mesmo tempo, sinto que há caminhos promissores se ocorrerem iniciativas rigorosas e inovadoras nos campos pedagógicos em todos os segmentos da sociedade atual, de tal forma que haja o gozo real das responsabilidades mútuas e coletivas a partir das opções pessoais que fazemos diuturnamente. Algo que imagino mais provável com a expansão atual e gradual da dimensão feminina nos seletos redutos machistas de poder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo do que tento colocar acima tive a satisfação de ver plasmado numa fita de longa metragem que assisti numa pequena sala de cinema em São Paulo, onde estive recentemente. O título do filme é sugestivo – “Quem somos nós?” –, distribuído pela Playarte e produzido por William Arntz, Betsy Chasse/2004. Inicialmente não fiz fé, no entanto, ao final estava em grande êxtase por ver-me diante de parte de meu próprio drama pessoal dos últimos 15 anos. Fiquei boquiaberto com a animação, o conteúdo e os protagonistas envolvidos – todos Phd’s em física, medicina e biologia – manifestando em viva voz suas experiências e convicções num convite sublime para uma nova visão da realidade humana e planetária a partir do que eles chamam de “a nova ciência: física quântica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os modelos pedagógicos que predominam nos diversos cenários educacionais ainda não conseguiram incorporar saberes já consolidados para as reconstruções neurais e sócio-culturais urgentes, com isso, cada vez mais as escolas e universidades tradicionais se distanciam da realidade bruta, nua e crua! Seja em função dos limites de seus mestres em remodelar os seus egos ou em função dos gigantismos burocráticos e administrativos das instituições educacionais em tempos virtuais, ou, por ambos. O fato é que nem mesmo as grandes instituições empresariais estão aguardando o ajuste das escolas e universidades, elas, as empresas, estão criando as suas próprias universidades e com isso estabelecendo novas lógicas de apropriação do saber diante da voracidade global em tempo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu reafirmo o que acredita Edgar Morin sobre o enorme impacto pedagógico e educacional do cinema, ou seja, dos filmes para o nosso momento atual. O freio abrupto do frenesi diário, diante da tela e da celebração ao filme, opera nas mentes e nos espíritos atentos um espaço fértil para a semeadura dos dramas e das realidades cruéis sem a perda de foco e do prazer do novo, aspectos pouco comuns nos cenários das salas de aulas tradicionais. Parabéns aos idealizadores e agora condutores do Cine-Club de Campos dentro de uma faculdade, a de Medicina, não poderia ser mais apropriado! Fica aqui a minha sugestão para a programação: “Quem somos nós?”, não sem antes, é claro, uma introdução ao tema por meio da projeção do filme “Ponto de Mutação” baseado no livro de Fritjof Capra (de mesmo título) e dirigido por seu irmão, Berndt Capra/1991. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114607430151422614?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114607430151422614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114607430151422614' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114607430151422614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114607430151422614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/04/cinema-pedagogia-e-complexidade.html' title='Cinema, pedagogia e complexidade quântica!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114382781097152451</id><published>2006-03-31T14:54:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T14:56:50.996-03:00</updated><title type='text'>Redes, carnaval e sustentabilidade ecológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Advogado, ecologista, terapeuta, psicopedagogo&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;24/02/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;G&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ostaria de falar sobre redes, não das redes de nossas varandas que nos convidam ao ócio e aos prazeres do sono após o almoço de verão. As redes que me refiro são aquelas das conexões possíveis, das comunicações inadiáveis e das estruturações virtuais e porque não dizer redes neurais de nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que em época de carnaval falar de redes parece fantasia e a fantasia nos remete aos sonhos infantis. Para o momento não caberá nem o discurso nem as idéias mirabolantes. Mas, veja bem, todos podemos fazer o mesmo discurso, muitos podem fazer o mesmo discurso, cada um de nós deve fazer o mesmo discurso, porém confesso, caros e caras, tem sido cada vez mais difícil para mim! Não consigo mais acolher com tranqüilidade os inumeráveis "belos" discursos que, de certa forma não se apropriam das mazelas históricas de nossa gente, uma gente sofrida e forjada pela violência vil dos europeus em fanfarra, encantados com o paraíso tropical detonaram os "selvagens", particularmente as selvagens de peles sedosas que tiveram seus úteros invadidos por genética incomum, mas tudo bem...(?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida os negros dilacerados de seus lares fartos e arremessados como cães raivosos nas lavouras juvenis, fruto da devastação da exuberante mata de outrora que chamamos hoje de atlântica. Nem mesmo esta chaga de sangue e tortura foi capaz de aniquilar e ocultar o sorriso sempre estampado no rosto de cada brasileiro e brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 500 anos de dominação da direita, ou melhor, da visão burguesa de governo, da forma preconceituosa e hierárquica de exercer o poder na nação e de entender e acolher as diferentes culturas humanas - dividindo-as em classes para repartir desigualmente o pão de cada dia..., assistimos agora mais recentemente a entrada de outros no "palácio", boa parte de nós - os fartos - ficamos perplexos e em crise com as possibilidades de mudanças e desvendamentos, uma loucura que virou ícone nas palavras de Regina Duarte... Esta história ainda não terminou...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Como aprecio hoje os muitos ensinamentos do Darci Ribeiro e outros grandes pensadores como Edgar Morin, Claude Lévi-Strauss, Domenico De Masi,...  que tiram o Brasil como o celeiro e o útero de uma nova civilização, o elogio eloqüente à nossa tropicalidade, à nossa rica miscigenação, ao nosso desejo profundo por paz e por festas noite e dia, ao nosso enorme potencial acolhedor, ao nosso magnífico "jeitinho brasileiro" e brincalhão de levar as coisas para adiante - sinal maravilhoso de nossa enorme tolerância com o outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente aquilo que alguns vêem como virtude de um povo, alguns outros importantes senhores e senhoras apenas se apropriam para detonar as nossas frágeis instituições e cutucar a nossa auto-estima nacional. Rebaixar a nossa moral coletiva é uma forma cruel de se fazer vedete e ao mesmo tempo campanha político-partidária contra o governo de ocasião, por isso que dizem que em época de copa do mundo tudo gira favorável ao governante instalado na alvorada ou nos demais castelos. A alegria contagia e desintoxica a alma, feliz é o povo que tem o futebol como cenário de luta por suas diferenças e convicções e um carnaval como o nosso para o deleite profundo da beleza e das paixões pela vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que a minha opinião possa gerar alguma suspeição por operar parte do meu tempo em uma empresa estatal de destaque, sei que talvez as minhas afirmativas facilite a vida afrouxando a alma de muitos que concordam e adotaram o silêncio ou a indiferença como instrumento de sobrevivência e desfaçatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato que classifico hoje como real e relevante é que o nosso carnaval é a expressão máxima de uma cultura humana multi-inter-transdisciplinar. Nós, povo brasileiro, conseguimos construir numa grande extensão territorial uma maneira única,  maravilhosa e alegre de exibir a sagrada existência da vida humana através das festas de rua, dos bailes, dos blocos, das escolas de samba, dos frevos, dos maracatus, dos bois “pintadinhos” e de tantas expressões ainda não catalogadas. Infeliz o governante que cooptar esta magia na intenção descarada de autopromoção eleitoral!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema entonado continua por gerações e séculos o mesmo e não nos pertence propriamente, prezados leitores e leitoras, ele é da humanidade e de nosso tempo. Edgar Morin desnuda bem estes lençóis, estas dimensões - a crise humanitária atual - nas suas obras sobre o Método, particularmente no último livro sobre a ética, lá que encontrei algum conforto para as minhas mais abissais angústias. O gênero humano é capaz de discursos incomuns e belíssimos, músicas complexas e poesias transcendentais, tanto quanto o é para práticas levianas, perversas, egocêntricas e paradoxais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção que se exige hoje passa pelas redes, pela alegria e liberdade de nossos carnavais, mas somente poderá prosseguir dando algum sentido se soubermos canalizar estas energias rumo aos desafios e urgências da sustentabilidade ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente um povo como o nosso será capaz de inaugurar novos paradigmas estruturais e não será com uma visão reduzida de sustentabilidade que chegaremos lá. Os homens e mulheres dos planejamentos públicos de governo fazem uso sistemático deste termo, porém desconhecem os seus significados reais, iludem-nos com projetos ditos sustentáveis, quando na verdade são caóticos e obtusos, a pseudo-sustentabilidade é que rege a marcha desta engrenagem sem lubrificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sustentabilidade desejada é aquela que acolhendo os ciclos naturais estabelece novos níveis de relacionamentos dos humanos com o mundo, com o outro e consigo mesmo. Nas palavras de Fritjof Capra: “Uma vez que a característica notável da biosfera consiste em sua habilidade para sustentar a vida, uma comunidade humana sustentável deve ser planejada de forma que, suas formas de vida, negócios, economia, estruturas físicas e tecnologias não venham a interferir com a habilidade inerente à Natureza ou à sustentação da vida". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114382781097152451?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114382781097152451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114382781097152451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114382781097152451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114382781097152451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/03/redes-carnaval-e-sustentabilidade.html' title='Redes, carnaval e sustentabilidade ecológica'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114322242725614925</id><published>2006-03-24T14:40:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T14:47:07.276-03:00</updated><title type='text'>Calvário da democracia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Advogado, ecologista, terapeuta, psicopedagogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:lfmunizz@gmail.com"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;23/03/2006&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;os últimos anos por aqui não temos feito outra coisa a não ser assistirmos a uma contínua ruína institucional, política e ambiental desta magnífica e outrora promissora região norte-fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde tempos atrás, quando a eletricidade nos brindou em primeiro lugar e nossos rios eram ricos em pescado e águas da melhor qualidade, que as decisões das instituições públicas não contrariam os interesses dos instalados no poder estatal, porém nada se compara com os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, cidadãos e cidadãs campistas, os endinheirados pelo petróleo que jorra, não há licitação nem há obras, tudo por decreto e empreitada do rei da província, quem puder, quiser e não se satisfizer com o resultado do pleito, que entre com a popular. Aos milhões de reais os peões do legislativo se protegem como podem nas asas da rainha das 10.000 obras suspeitas. No jogo da política partidária não há xadrez só freguês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes as enganações não nos tolhiam as festas regionais originais e nem nos tornavam sonâmbulos sem sonhos, mesmo que famintos, hoje somos todos tragados e agredidos, querendo você ou não, por uma certa aberração falaciosa anti-ética e arrogante em praticamente todos os cenários e segmentos institucionais – educação, política, saúde, meio ambiente, justiça, etc – que partindo daqui chegou ao Estado, sem antes deixar pelo caminho suas sementes gloriosas, que como ervas brotaram em profusão jamais registrada na história recente deste município, quiçá deste Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora no delicado tapete das convenções partidárias nacionais o vale-tudo não se pré-ocupa com as cortinas e véus, com as suas próprias mãos e palavras, paira no ar a convicção da vitória do que gritar primeiro e inflar as galerias e galeras desocupadas contra o paredão, aquele que separa a plebe berrante e numerosa, dos engravatados e polidos veteranos encastelados nas certezas e nas glórias de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino rapa tudo com habilidade fulminante e acumula para si a experiência de velhas raposas arrependidas, cria tormentas inesperadas, sai ileso e entra glorioso quando quiser, e, como náufrago bem treinado, exibe tom sinistro em riso debochado na direção do “superior tribunal”; vejam bem onde estamos chegando, ou será que já estávamos lá?!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de nós assiste, no incômodo de sua poltrona, o triunfo da crise e a ruína da política partidária, que hoje se pratica no Brasil e em particular em Campos dos Goytacazes. Não creio haver dúvidas com relação ao insucesso deste modelo perverso, mas tenho uma forte intuição de que antes do seu fim, todos seremos tentados e convocados – tardia e desesperadamente –, pela força da natureza, para evitar que o caos veloz se instale de vez por aqui e acolá. Será? Veremos!      &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114322242725614925?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114322242725614925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114322242725614925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114322242725614925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114322242725614925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/03/calvrio-da-democracia.html' title='Calvário da democracia'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114175545082012465</id><published>2006-03-07T15:15:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T15:46:31.913-03:00</updated><title type='text'>A morte de Antônio “Panela”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nelson Crespo&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4760/2097/1600/02-10-05_1430.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4760/2097/200/02-10-05_1430.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antônio “Panela” já havia enganado a morte uma vez. Depois de sofrer um derrame cerebral, foi “desenganado” pelos médicos e após vários dias na UTI voltou para a vida, há mais de 10 anos atrás. Com as seqüelas do ocorrido, teve que assumir uma vida diferente, mais limitada, mas que não tiraram dele a simplicidade, a imensa capacidade de ser prestativo e a alegria de viver, muitas vezes embalada pelos “xaropinhos” que ele bebia no Iskina's Bar, um dos estabelecimentos para quem ele fazia pequenos serviços gerais e de banco ali no quarteirão da Alberto Torres antes da linha do trem, à cem metros da minha casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio “Panela” era meu amigo. Me chamava de “professor” e ficava todo orgulhoso quando eu dizia que ele era uma das “glórias da Alberto Torres”. Aliás, ele era querido por todos que o conheciam e que freqüentam aquele pequeno núcleo de lojas da famosa avenida e que inclui uma grande filial do Super Bom. Numa sexta feira dia 10 deste mês de fevereiro, após uma retirada num banco para uma destas lojas a quem servia, às 15 horas, Antonio foi assassinado com um tiro de pistola por trás, na porta da sua casa e em frente ao supermercado, por dois homens que o haviam seguido numa moto, numa tentativa frustrada de assalto. O dinheiro ficou no bolso de “Panela”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a violência das ruas sai das manchetes dos jornais para a nossa vida, quando a “vítima” não e só uma foto na tela da TV e sim um conhecido ou amigo, mais do que a grande revolta que sentimos, ela nos obriga a pensar mais profundamente sobre essa tão falada, temida e discutida violência urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a este tema, como a tantos outros, a esquerda e a direita adotam posições contrárias e até mesmo antagônicas. Adoto aqui os conceitos de esquerda e direita definidos por Bresser Pereira(1), que por sua vez seguiu os passos do grande intelectual italiano Norberto Bobbio, e ambos afirmam que continuam vivos e atuais esses conceitos, sem lugar para uma suposta visão centrista “desideologizada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita coloca a questão da ordem social acima de qualquer outra na sociedade e assim, os problemas da violência têm que ser tratados dentro do império das leis e de um rigor cada vez maior destas, pois só o cumprimento da lei traz o equilíbrio social. Penas mais duras, diminuição da idade para a maioridade, maior poder de repressão, “exército nas ruas” e finalmente a defesa da adoção da Pena de Morte como solução maior, num “mix” que trazem diversas outras características, acabam sendo a solução proposta. Me espantou nos dias posteriores a morte de Antônio a preocupação de amigos e pessoas do bairro querendo saber se “já pegaram os caras”, como se isto trouxesse Antonio de volta. No fundo é como se a solução fosse “olho por olho, dente por dente...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para esquerda em pelo menos dois tipos definidos por Bresser, a esquerda radical que defende como a grande solução uma “verdadeira revolução socialista” ou para a esquerda crítica, que não chega a essa posição, mas que se auto define como uma crítica feroz do capitalismo e das suas contradições e que diz que seu papel é esse mesmo, apontar os “desvios de conduta” e a exploração capitalista, pois dentro da ordem capitalista, ainda mais “neoliberal”, não há nada mais a fazer a não ser expor o ponto de vista e a “voz dos oprimidos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem essas esquerdas simplesmente dizem que a violência urbana é uma filha natural do capitalismo a nada pode ser feito a não ser lutar por uma revolução cada vez mais “estratosférica” ou ficar denunciando a injustiça do “sistema”. Ou seja, nada se pode fazer, novos Antônios “Panelas” inevitavelmente continuarão a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem esquecer que ainda existem as propostas populistas que misturam os dois lados, pois são sempre “salvadores da pátria” que tem a solução no “bolso da camisa”, quero defender aqui uma posição que há muito tomei nas minhas perspectivas políticas e que ficam cada dia mais claras para mim, embora eu vá melhor explicitá-las em artigo posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falo da postura da esquerda social-democrática que entende que somente através de políticas públicas competentes, honestas e baseadas na ética é que poderemos mudar esse quadro da violência e porque não dizer da própria realidade social do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma frase: a esquerda democrática tem melhores condições e maior competência para gerir o capitalismo do que a direita, em qualquer das suas matizes, porque essa esquerda coloca a justiça social como mais importante que a própria lei mas é democrática para entender que essa justiça só será alcançada se for resultado da vontade da sociedade e portanto resultado natural do avanço da democracia, que é o único sistema que respeita o outro e administra as diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a violência não se resolve só com repressão, mas tem que existir uma política de repressão enquanto a crise social estiver tão alarmante. Mas isso se faz com a “polícia inteligente” que privilegiando a investigação e a pesquisa obteve excelentes resultados em Nova York. Tem que admitir e combater publicamente a banda podre que existe nas polícias civis e militares, ao mesmo em que se tem que aumentar salários, melhorar a qualificação profissional e assim por diante e não criar guardas municipais que são meros cabides de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma é muito cômodo ficar falando em uma nova ordem social quando a maioria das pessoas que assim falam, reclamam de fato dos impostos que pagam, mas não usam e nem sentem falta da ausência das políticas públicas e não sabem da necessidade concreta e real que milhares de excluídos necessitam e que não podem ser reduzidas a distribuição de sacolões que como dizia o poeta “ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso publicisar o Estado brasileiro, fazer que ele chegue de fato a quem precisa. Ser de esquerda no Brasil é entender que o serviço público não chega a quem precisa e mudar isso, combater a plutocracia, o patrimonialismo, os diversos interesses corporativos que ficam com a maior parte do dinheiro público entre si e que é ser verdadeiramente revolucionário, ou melhor, aquele que é seu melhor nome e definição, é ser verdadeiramente democrático. Não é possível pensar que Antonio “Panela” morreu porque ainda não existe pena de morte ou porque o socialismo ainda não chegou. Hora, faça-me o favor....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)PEREIRA, Luis Carlos Bresser, O Paradoxo da Esquerda no Brasil, &lt;a href="http://www.acessa.com/gramsci"&gt;www.acessa.com/gramsci&lt;/a&gt;, Novembro de 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114175545082012465?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114175545082012465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114175545082012465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114175545082012465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114175545082012465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/03/morte-de-antnio-panela.html' title='A morte de Antônio “Panela”'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114175527813278536</id><published>2006-03-07T15:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T15:14:38.150-03:00</updated><title type='text'>Reflexões de um passeio à praia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Robson Santos Dias&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as férias universitárias, vinha aproveitando os momentos de folga para ir à praia dos Cavaleiros em Macaé. Geralmente eu ia até a praia de bicicleta passando pela Linha Verde, via expressa que passa por fora da cidade. Em um desses meus agradáveis passeios uma coisa me chamou a atenção. Um loteamento recentemente lançado no mercado imobiliário (não tem mais do que dois anos) já estava com toda infra-estrutura montada. Ruas asfaltadas, iluminação pública instalada, lotes demarcados, esgoto e distribuição de água instalados. Até aí tudo bem, a incorporadora construiu toda infra-estrutura, algo muito normal. Mas o que me impressionou foi o fato de que já existe um número considerável de casas de classe média alta quase prontas para morar. Não me lembrava de vê-las algumas semanas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de um outro momento, em meados do ano de 2005, visitei uma localidade pobre – o bairro Malvinas – que em tempos anteriores eu costumava ir semanalmente e também levei um susto ao constatar a existência de novas localidades carentes, cuja presença do poder público é praticamente inexistente. O mais impressionante é que essas novas localidades interligaram o bairro Malvinas com o bairro Nova Holanda,  os dois principais bairros de baixa renda de Macaé, que, se seguirmos as ruas da cidade legal, possuem uma distância considerável um do outro. A população pobre conseguiu encurtar a distância entre os dois bairros ocupando áreas sem nenhuma infra-estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha surpresa talvez seja uma prova da minha distração, mas tenho certeza que os fatos supracitados surpreenderam muitas pessoas além de mim. Isto acontece porque o atual período de pujança econômica engendrou uma forte dinâmica demográfica que é por natureza dual. Esta dinâmica é impulsionada tanto por aqueles que trabalham no setor moderno da economia local, quanto por aqueles que não conseguem se inserir neste setor e vão para a informalidade. O espaço urbano macaense expõe de forma eloqüente esta dualidade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como sabemos, o problema não é único em Macaé ou na sua região de entorno, apesar disso não nos abster de nossa responsabilidade com os mais desfavorecidos. O problema se reproduz, em maior ou menor grau, em cada cidade do país. O caso de Macaé é paradigmático por se tratar de uma cidade cada vez mais modernizada e globalizada, mas cujas contradições refletem o caráter conservador da modernização no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retórica do desenvolvimento exógeno presente nos defensores da refinaria não considera e nem nunca considerará esta questão. O que fazer com aqueles que não são aptos para a moderna economia? É preciso pensar em estratégias que possam dar a esta população o “direito à cidade”, mesmo se não incluídos na moderna economia globalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que não precisamos de idéias esdrúxulas, mas de revalorizar atividades tradicionais ignoradas pela economia formal. Criar oportunidades de vivência digna a partir de suas próprias atividades, de soluções endógenas, não necessariamente ligadas ao setor moderno da economia, pois este tem se mostrado cada vez mais excludente e o que precisamos em nossa sociedade é justamente aquilo que o setor moderno não faz, incluir.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114175527813278536?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114175527813278536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114175527813278536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114175527813278536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114175527813278536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/03/reflexes-de-um-passeio-praia.html' title='Reflexões de um passeio à praia'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114046770572044262</id><published>2006-02-20T17:30:00.000-03:00</published><updated>2006-02-20T17:35:06.200-03:00</updated><title type='text'>China – Um canteiro de obras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“A economia e a administração do mundo terão que ser reavaliadas”  &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(José Roberto de Oliveira)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;         Davos se encerra com o resumo, nada surpreendente de que a China ocupa a 4ª colocação na Economia Global e com uma poupança que já ultrapassa US$ 1 trilhão. Se isto fosse uma previsão, há 15 anos seria motivo de riso, pois, até então os doutores de Harvard, Princeton e outras universidades conceituadas em economia e administração diziam que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1         - A economia chinesa não sobreviveria com a paridade cambial fixa yuan/dólar;&lt;br /&gt;2         - Que os organismos internacionais pressionariam para condições mais humanas de trabalho e menos agressivas ao meio ambiente;&lt;br /&gt;3         - Que a economia chinesa estava sentada em um saco de títulos podres, que assim que resgatados haveria um colapso bancário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nada disso se concretizou. Houve sim uma migração de capital de empresas americanas, européias e de outros países da própria Ásia para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                          Um almoço e uma tarde de bate-papo com um amigo, ex-colega de “república”, que hoje trabalha com validação, ramo cada dia mais crescente na Economia globalizada, e recém chegado da China, que me conta o encanto de um país que está se adequando a um novo tempo e que apesar da ditadura econômica, todos estão conscientes de que é uma nova China e diferente do capitalismo do resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                           O meu amigo foi verificar as condições de fabricação de uma empresa de equipamentos que vende com 1/3 do preço do mesmo equipamento fabricado na Suíça com idêntica qualidade. Ele também constatou que há bom relacionamento entre diretores, gerentes e operários e não ouviu de nenhum deles qualquer crítica quanto à condução da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                           De outro lado, questionou o uso da mão-de-obra infantil e obteve como resposta a de que por lá, pelo menos, eles não ficam como pedintes nos sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                           Há três fatores, completa ele, para o sucesso chinês: capacitação, sistema tributário simples e escala de produção. A capacitação é algo obvio, pois, nenhum país migrou para uma economia com mais distribuição de renda sem educação. O sistema tributário mais simples reduz a corrupção e a sonegação, além de haver uma fiscalização maior da população na utilização dos impostos. Com capacitação e menos tributos, diminuem os preços dos artigos consequentemente há mais mercado e havendo mais mercado, há mais escala e então mais empregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                           Cidades médias na China têm de 4 a 6 milhões de pessoas. Nos últimos cinco anos, 350 milhões de pessoas migraram do campo para as cidades (quase dois Brasis). Esta massa tem que ser alimentada e aquecida num inverno de –35ºC e ter ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                          O desencanto do meu amigo com o Brasil ou o encantamento com a China é tão grande que está aprendendo chinês e mandarim e até arrumou uma namorada. Com todo o ritual de apresentação da família pretende se casar. Já ia me esquecendo, a China vive todo este crescimento sem perder o respeito à sua cultura milenar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                 &lt;strong&gt;Ronaldo Araujo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114046770572044262?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114046770572044262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114046770572044262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114046770572044262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114046770572044262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/02/china-um-canteiro-de-obras.html' title='China – Um canteiro de obras'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-114046656448723935</id><published>2006-02-20T17:13:00.000-03:00</published><updated>2006-02-20T17:16:04.500-03:00</updated><title type='text'>Vencerá o pior...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Luiz Felipe Muniz de Souza&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ambientalista, bacharel em direito e petroleiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lfmunizz@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campos, 14/02/2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pessimismo, é puro realismo! Enquanto grande parte da imprensa internacional e nacional não consegue barrar os destaques jornalísticos e científicos a respeito dos estonteantes temas que tentam dar conta diuturnamente da grave crise sócio-ecossistêmica planetária – o que vem exigindo das lideranças mundiais e regionais posturas mais ousadas e vanguardistas para as urgentes mudanças do modelo de desenvolvimento –, por aqui a colonização bárbara dos senhores de engenho e os inflamados egos desvirtuantes, ainda entonam os cânticos dos postulantes ao poder, sem idéias nem perspectivas, apenas com o regozijo viciante das turbas populistas, conseguindo apenas fazer surgir lideranças com os seus aguçados olhares provincianos rumo aos cofres públicos hoje repletos de Petrodólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, o ano de 2005 acaba de ser anunciado por cientistas da Nasa como o ano mais quente da história e o início de 2006 está marcado definitivamente por um inverno na Europa, na América do Norte e em parte da Ásia com as temperaturas mais baixas dos últimos tempos (até -47ºC), incluindo nevascas intensas jamais vistas, um caos de proporções gigantescas para os grandes centros urbanos e para a maioria das comunidades que vivem às margens das conquistas tecnológicas e sociais, sinais de que o clima atônito ronda a nossa casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente entrevista a revista “Veja” o demógrafo Paul Ehrlich – da Universidade de Stanfort da Califórnia – afirma que “a falta de comida causará a morte de milhões de pessoas nas próximas décadas” e traça um prognóstico perverso quando se refere a entrada da China e da Índia na perspectiva capitalista ocidental de economia de mercado, ponderando que “a chegada de bilhões de chineses e indianos a esse mesmo nível de consumo levará a conseqüências devastadoras para o meio ambiente e para a qualidade de vida na Terra.”, ressaltando que o planeta somente teria condições de sustentar hoje a presença de 2 bilhões de habitantes com o atual padrão ocidental, enquanto já somos cerca de 6,5 bilhões de seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada Tony Blair, primeiro ministro inglês, escreveu na introdução de um relatório oficial sobre o aquecimento global que “é evidente que a emissão de gases, associada ao crescimento industrial e econômico da população mundial, que aumentou seis vezes nos últimos 200 anos, está aquecendo a Terra numa velocidade insustentável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo a ONU anuncia em Nova York que “a desertificação ameaça 2 bilhões de pessoas no mundo”, declarando 2006 como o “Ano Internacional da Desertificação” na expectativa de unir esforços para o debate e ações proeminentes em prol da proteção da biodiversidade planetária e combate as práticas humanas que sistematicamente tem transformado áreas férteis em desertos potenciais em todos os ecossistemas, particularmente nos trópicos. Segundo o geofísico da USP, Paulo Artaxo Netto, com a velocidade da mudança climática associada a contínua ação humana predatória, é razoável imaginar que “daqui a trinta ou quarenta anos, a região central do Brasil poderá estar tão seca que talvez não seja mais possível cultivar soja em seu solo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o autor Jared Diamond, ganhador do “Prêmio Pulitzer” de literatura, biogeógrafo norte-americano e professor da Universidade da Califórnia, acaba de lançar o livro: “COLAPSO - Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso”, sendo destacado por Merval Pereira, colunista do jornal “O Globo”, em recente publicação (02/02/2006), como o livro que hoje tem orientado alguns palestrantes e profissionais da área de economia e planejamento. Diamond sustenta que “os Estados Unidos são hoje como a Roma antiga às vésperas do colapso: até capaz de perceber os sinais de alerta, mas incapaz de fazer os sacrifícios (como redução do padrão de vida) para reverter esse quadro”; traz em sua obra inumeráveis exemplos de sucesso e fracasso civilizacional e alerta que o seu trabalho é hoje em função de “nossa incapacidade de pensar no longo prazo e, principalmente, de nossa curtíssima memória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as tantas manifestações recentes a que mais chama atenção é a do professor James Lovelock, um dos mais respeitados cientistas ambientais da atualidade, num artigo especial de lançamento de seu último livro: “A Vingança de Gaia”, para o jornal inglês “Independent”, quando choca a todos os segmentos com um texto direto e contundente sobre o atual quadro de saúde da Terra. Ele afirma que “precisamos ter em mente a velocidade espantosa da mudança e nos dar conta do quão pouco tempo resta para agir” e que não há como mais barrar o processo da “mudança ambiental”, segundo Lovelock “cada comunidade e nação precisará usar da melhor forma os recursos que tem para sustentar a civilização o máximo que puderem.” Ainda, segundo ele: “o pior vai acontecer, e os sobreviventes terão que se adaptar a um clima infernal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Mas...O que ou quem será o pior?       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-114046656448723935?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114046656448723935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=114046656448723935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114046656448723935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/114046656448723935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/02/vencer-o-pior.html' title='Vencerá o pior...'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-113924458461685858</id><published>2006-02-06T13:47:00.000-03:00</published><updated>2006-02-06T13:49:44.636-03:00</updated><title type='text'>Por um pensar e agir regional*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;*Robson Santos Dias&lt;br /&gt;Licenciado em Geografia&lt;br /&gt;Bolsista de Iniciação Científica CNPq do NEED / CEFET-Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No atual estágio do sistema capitalista, o globalitarismo tem forçado as escalas locais a se adaptarem às demandas de um mercado cada vez mais competitivo e contingente. Os temas do desenvolvimento local, em uma perspectiva mais localizada e do desenvolvimento regional, numa ampliação não muito definida do desenvolvimento local, têm feito parte da maioria, para não dizer todos, os debates e encontros científicos das ciências que se preocupam com o desenvolvimento econômico e social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguindo a tendência mundial, os debates, encontros e trabalhos científicos sobre a problemática da Região Norte Fluminense têm discutido de maneira bastante pertinente e profícua a questão do desenvolvimento regional. Questões sobre como diversificar a economia regional, como melhor utilizar os recursos dos royalties, a problemática urbana e, mais recentemente, sobre a vinda da refinaria dominam as rodadas científicas e as ações políticas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas na minha curtíssima carreira acadêmica e científica, tenho observado uma contradição no pensar e no agir pela região. O discurso é sempre o desenvolvimento regional, mas quando fomos ver o que de fato é pensado (com algumas raras exceções) e feito em termos de política são ações fragmentárias. No campo intelectual isso pode ser facilmente resolvido, mas no campo da ação política o problema é muito mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem duas ações que podemos classificar como explicitamente regionalista, visando o interesse das elites políticas e econômicas regionais, e nenhuma, pelo menos que eu tenha identificado, de desenvolvimento regional. A primeira ação regionalista foi a criação da OMPETRO para a defesa do atual regime de repasse de royalties, uma vez que este “direito” tem sido questionado por grupos políticos de outras partes do país. É de interesse comum que os municípios costeiros do Norte Fluminense e da Baixada Litorânea mantenham suas receitas privilegiadas, tendo como discurso a extração de uma riqueza que pertence a este municípios. É questionável pois nenhum município da região produz petróleo. Apenas os municípios de Macaé, Rio das Ostras, Carapebus, Quissamã e Campos dos Goytacazes, cujos territórios foram impactados pela infra-estrutura física da Petrobras, podem reivindicar alguma coisa. Fora estes, mais ninguém tem algum argumento consistente. A segunda ação regionalista é a recente coalizão pela refinaria do Norte Fluminense, sob pretexto de que este investimento alavancaria o desenvolvimento da região. Não era este o discurso na época que a Petrobras veio para a região? Se com a Petrobrás a economia regional não foi alavancada, é difícil de acreditar que a refinaria será melhor sucedida. Quanto ao regionalismo, é importante notar que as tradicionais rivalidades municipais foram deixadas de lado em benefício de um suposto desenvolvimento da região “historicamente injustiçada”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que este regionalismo é uma forma de reificar a fragmentação da ação política. Tanto no caso da defesa dos royalties quanto na luta pela refinaria as elites políticas e econômicas municipais tentam reforçar seus privilégios políticos e econômicos em seus municípios. É de interesse destas elites  a manutenção dos privilégios dos  royalties, pois estes servem como instrumentos de perpetuação de seus interesses de classe. A existência de recursos abundantes, além do uso ilícito, permite o escamoteamento de sua incompetência de criar perspectivas reais de desenvolvimento econômicos e sociais utilizando-se dos recursos em “políticas de enfeite” dando a impressão de abundância e desenvolvimento. No tocante à refinaria, o debate político continua a esconder os interesses fragmentários e elitistas das classes políticas da região. A região precisa da refinaria porque há o risco de esvaziamento quando a produção petrolífera entrar em declínio. Por que tanta necessidade de uma solução exógena, se o atual período é dos mais favoráveis para o investimento na diversificação da economia? Mais uma tentativa de disfarce da incompetência das elites regionais na promoção do desenvolvimento auto-sustentado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na maioria das regiões mais bem sucedidas do Brasil, observa-se que a formação de enclaves isolados de desenvolvimento econômico são caso isolados e contraditórios. O desenvolvimento precisa ser territorialmente contíguo, indo além da escala local, abarcando a escala regional. Destarte, para a promoção do desenvolvimento regional do Norte Fluminense é necessário a promoção de desenvolvimento econômico e social dos municípios polarizados por Macaé e Campos dos Goytacazes. Dividir o bolo, buscando sempre ir além das pretensões regionalistas, incorporando os municípios da Baixada Litorânea que têm a vantagem de manter relações tanto com o Norte Fluminense quanto com a Região Metropolitana. O Noroeste Fluminense precisa também ser incluído e, se possível a Região Serrana. É preciso criar mecanismo menos concentradores de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isto é muito bonito, mas é utópico, um cético pode questionar. Concordo plenamente. Mas o que é a utopia senão um sonho passível de ser realizado? Creio que com vontade e ética política (que anda em falta hoje em dia) tudo é possível. Nenhuma mudança é feita com variáveis simples de resolver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-113924458461685858?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/113924458461685858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=113924458461685858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113924458461685858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113924458461685858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/02/por-um-pensar-e-agir-regional.html' title='Por um pensar e agir regional*'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-113821600934300875</id><published>2006-01-25T16:03:00.000-03:00</published><updated>2006-01-25T16:06:49.363-03:00</updated><title type='text'>Que no final a Justiça vença!</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;                                                                             Nelson Crespo*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começo aqui minha colaboração com o Blog do Roberto Moraes, meu colega de CEFET e de tantas lutas ao longo de mais de mais de 20 anos! (desde os tempos do PMDB jovem!) falando sobre um assunto que parece estar encaminhando para a sua solução final, mas que no meu entender o desfecho está longe de agradar a maioria do povo campista: eu falo da anulação e das novas eleições para prefeito de Campos dos Goytacazes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero fazer uma análise aqui defendendo que a decisão final pode ser até legal, mas ser for a atual a justiça não terá sido feita. Separo aqui, para horror de alguns juristas e muitos positivistas o conceito de Lei e Justiça, mas esse é assunto pra outra discussão...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Quando iniciou-se o processo eleitoral em 2004, as pesquisas eleitorais indicavam a vantagem para o candidato Paulo Feijó, que pretendia ser oposição ao grupo político que dominava o cenário municipal desde 1988, mas que pela primeira vez encontrava-se claramente rachado entre duas candidaturas que representavam lideranças com força política real no município (pois houveram outras dissidências mas estas eram “ pulverizadas” pelo líder maior e o grupo se apresentava unido na hora das eleições municipais).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Uma claramente identificada com o governo estadual, e desde o início com indícios de uso da “maquina política” do governo do casal Garotinho, e a outra representada pela candidatura de Carlos Alberto Campista (mais um “desafeto” de Garotinho) mas, que, embora assumisse claramente na sua campanha a condição de candidato da situação - (e portanto contanto com a “máquina política” municipal) tanto que um dos seus “slogans” era “Campista é Arnaldo de novo!”-  diversas fontes confirmavam que ele não seria um candidato “puro sangue” do grupo político do prefeito Arnaldo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Este, abalado por diversas denúncias e até condenações iniciais por improbidade administrativa, havia optado por um candidato de perfil mais transparente para negociar a sua situação num possível segundo turno entre as candidaturas favoritas na época, então Feijó e Geraldo Pudim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ocorre que, por erros administrativos em sua própria campanha e atrapalhado pelo crescimento da candidatura do PT, cuja maioria recusara formar uma frente contra o grupo político até então dominante, a candidato Feijó foi perdendo terreno e na reta final, onde as “máquinas políticas” estadual e municipal não pouparam a população de um espetáculo tristemente deprimente de “compra de votos” que levou Campos às manchetes nacionais, Feijó foi ultrapassado por Pudim e depois pelo próprio Campista, que foram para o segundo turno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;            Todos sabemos que o segundo turno é na verdade uma outra eleição e em Campos não foi diferente. O que quero afirmar aqui é que o segundo turno, não foi dominado por “máquinas políticas”, uma vez que a decisão do mesmo estava nas mãos justamente daqueles que não votaram nas candidaturas das máquinas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            O que aconteceu é que o eleitorado viu no perfil de Campista a condição de representar uma forma de governo contrária a tudo o que significava o modo de governar do casal Garotinho e foi exatamente o que deu a vitória à Campista no final: a grande maioria dos eleitores de Feijó e do PT fizeram voto útil e elegeram (inclusive com menor número de abstenções e votos nulos do que no 1o turno) o candidato anti-Garotinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Assim Campista toma posse numa encruzilhada política: de um lado tem que atender às demandas da “máquina política” que o colocou no segundo turno e de outro, a expectativa de um governo transparente administrativamente e anti-corrupção que representava a maioria dos anseios que o levaram à vitória final.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Quero afirmar aqui que, baseados em fatos e fontes que vi e ouvi, os poucos meses do seu mandato foram muita mais na direção da segunda perspectiva, o que gerou inclusive “protestos veementes” dos comandantes de muitos descalabros administrativos que pareciam ser a marca da administração anterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            A anulação das eleições não será por mim questionada por ser ela juridicamente perfeita (segundo os entendidos) e de natureza profundamente democrática. O problema é que a democracia política brasileira só será alcançada com uma ampla Reforma Política que ainda não aconteceu e os fatos que se seguiram iriam mostrar que a democracia ficou mesmo apenas na primeira instância e no grande ato da juíza Denise Apolinnário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;           O poder municipal foi para o presidente da Câmara, como determina a lei, mas este sim era um legítimo “sangue puro” do grupo de Arnaldo, enquanto o TRE-RJ, numa série incrível de “coincidências”, dava seguidas sentenças que favoreciam o PMDB e os seus candidatos (e não só em Campos!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            As novas eleições que parecem agora se aproximar (com Campista sendo o único que não pode ser candidato!) me deixam pessimista, pois, parece que a disputa final no atual quadro vai ser mesmo entre o populismo estadual e municipal, afinal as “máquinas” estão aí, intactas.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;           Só me resta torcer para que no apagar das luzes, a Justiça mostre que como cega que é, assim “como os poetas” “possa ver na escuridão” e devolva o mandato à Campista, mas para que ele possa ser não “Arnaldo de novo” e muito menos Garotinho outra vez, pois quando teve oportunidade, o povo campista mostrou que isto não quer nunca mais para a nossa terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nelson Crespo é sociólogo e professor do CEFET Campos e da Escola de Serviço Social da UFF.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-113821600934300875?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/113821600934300875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=113821600934300875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113821600934300875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113821600934300875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/01/que-no-final-justia-vena.html' title='Que no final a Justiça vença!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-113752409664779200</id><published>2006-01-17T15:47:00.000-03:00</published><updated>2006-01-17T15:54:56.670-03:00</updated><title type='text'>Porto Real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                                              &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Mais do que o Know-How, o Brasil precisa de Know-Why”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                M.R.Robert Moreau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Porto Real foi elevada à condição de cidade há dez anos, até então, pertencia ao município de Resende e era caracterizada por ser uma colônia de imigrantes italianos vindos em meados do século 19 e com profundas raízes no setor agropecuário. A maior indústria até a vinda das montadoras de automóveis era uma engarrafadora da Coca-Cola onde antes funcionava uma refinaria de açúcar, que cada vez se expande mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Até o “&lt;em&gt;boom&lt;/em&gt;” automobilístico, Porto Real era uma localidade dependente de Resende e Barra Mansa. As pessoas que necessitavam aprimorar seus conhecimentos iam buscá-los em outras localidades. Hoje esta dependência ainda existe, porém, em menor escala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;             Embora a fábrica da Volkswagen esteja localizada no município de Resende (outro lado do Rio Paraíba) a proximidade com Porto Real, leva a pensar que esteja localizada “no lado de cá” do rio Paraíba.&lt;br /&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;             Com a chegada da Volkswagen, a reboque, vieram a Peugeot e outras empresas que integram os módulos para montagem de veículos. Uma delas é a Guardian. Com capital espanhol, veio com uma planta mundial, atraída pelos baixos custos de fabricação, mesmo com toda a cadeia de impostos. A Guardian hoje exporta cerca de 30% de sua produção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;             Por serem descendentes de italianos, há um espírito de fraternidade que os une e todos se autoclassificam como parentes e ainda há coisas que só vi em cidade pequena do estado de São Paulo, como deixar as frutas caídas no dia anterior no muro para quem desejar apanhá-las, crianças brincando à noite nas ruas, pessoas conversando na calçada, céu estrelado, fazer caminhada no mato e ver pássaros silvestres, não ter barulho de buzina, ufa, e tudo isso no meio do caminho entre o Rio de Janeiro e São Paulo!&lt;br /&gt;              &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;             É claro que houve necessidade de atrair mão-de-obra capacitada e a cidade foi aos poucos se adaptando à expansão, com instalação de hotel, restaurantes, bancos (havia até um banco próprio, Banco Porto Real) e Resende e Penedo receberam as benesses do crescimento no setor imobiliário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;             Sou por natureza um observador da alma humana, três casos me deixaram boquiabertos com a capacidade do povo brasileiro de como podem aproveitar o momento, só precisando de um empurrão (capacitação). O primeiro foi dentro da própria família, o meu cunhado (que tenho como irmão) que parecia acomodado com sua condição de motorista e com um caminhão agregado à prefeitura local, conseguiu uma oportunidade na Volks e hoje é um dos mais conceituados pilotos de testes. Vendeu seu caminhão e se dedica exclusivamente à sua atividade. Quer voltar a estudar e aprender alemão e inglês para seguir a área internacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;             O segundo caso aconteceu numa manhã quando fazia minha caminhada diária e encontro com um amigo de infância da família de minha esposa, este sem camisa e de shorts, após os cumprimentos, elogia o tempo, a natureza e a felicidade de estar num paraíso como Porto Real, pois agora estava muito feliz, pois, havia emprego para as pessoas. Pergunto se não haveria interesse de trabalhar para uma destas empresas, ele me diz que já o fez e que agora prefere a liberdade e está montando uma pequena empresa para prestar serviços para estas empresas. Este rapaz tem o primeiro grau e está se capacitando para melhorar os serviços que presta na área de construção civil. Segue a tendência mundial do setor de serviços e vai bem obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;              O terceiro caso foi numa oficina de mecânica de automóveis onde fiz limpeza nos bicos e a troca de velas do meu carro. O proprietário me deu uma aula de combustão e o que mais me impressionou foi o fato dele querer fazer uma avaliação de todo o sistema de injeção e assim testar o software do curso, em seu computador pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;              A capacitação é o fator-chave. Criatividade temos de sobra, além da vontade de trabalhar. Não necessitamos de esmolas, necessitamos de oportunidades.&lt;br /&gt;                                                                                   &lt;strong&gt;Ronaldo Araújo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  Engenheiro Químico&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-113752409664779200?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/113752409664779200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=113752409664779200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113752409664779200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113752409664779200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/01/porto-real.html' title='Porto Real'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20823210.post-113698999750135369</id><published>2006-01-11T11:27:00.000-03:00</published><updated>2006-01-11T12:59:45.336-03:00</updated><title type='text'>O bonde da história</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Quando não se sabe o caminho a seguir, qualquer caminho serve"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo Araujo*&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Porto de Santos bateu o recorde de exportação e os produtos principais são o etanol (álcool) e açúcar (sacarose). De janeiro a outubro, foram 1.196 bilhões de litros do primeiro e 10,748 milhões de toneladas do segundo, ou seja, o agronegócio teve na indústria sucroalcooleira o título de campeão, desbancando a soja, mesmo tendo a China com um apetite voraz de quem cresce a 10% ao ano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada seria possível se não tivesse como retaguarda um sistema multimodal de logística. Usinas do Oeste paulista (novo eldorado) há mais de 500 Km do Porto de Santos, utilizam o sistema hidroviário (bacia Tietê-Paraná) com transbordo em pontos estratégicos para a malha rodoviária e ferroviária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O açúcar atingiu os mais altos níveis, seja o demerara (Bolsa de nova York) seja o branco (Bolsa de Londres). O açúcar branco será o novo filão e ainda não atingiu os níveis que podem atingir e várias usinas paulistas já estão se preparando para este novo filão, que envolverá programas rígidos de gerenciamento e qualidade, onde vigoram normas de GMP (good maufacturing practices) HACCP (harzadous analisys and critical control points), além de programas ambientais e de segurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Empresas na Europa e nos EUA compravam o açúcar demerara e o processavam com os padrões acima para os mercado, ou seja, agregavam valor. Agora eles estão à procura de usinas para comprar no país, pois, com a queda de subsídios houve um rebuliço geral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Norte Fluminense, que já capitaneou o mercado de açúcar (e álcool) no Estado do Rio de Janeiro, não aproveita este momento de crescimento no mercado nacional e mundial e nem sequer, se dá conta de sua posição geográfica privilegiada (entre os portos de Tubarão e Rio de Janeiro). Há demanda crescente, pois entrarão em operação no Brasil 51 usinas e com o crescente mercado em expansão de etanol, há estudos que indicam a necessidade de mais 80 usinas (além das 51 em construção) com moagem de 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar cada, para atender o mercado mundial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bom lembrar que alguns estados dos EUA, já adicionam etanol à gasolina para fins de redução da emissão de gases na atmosfera e olha que o governo do Bush ainda não assinou o tratado de Kyoto. O Texas, estado do petróleo (Oil State, como mostra nas placas dos carros) já instalou sua primeira bomba de etanol. O Japão torce para que tenhamos um modelo de suprimentos eficiente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O biodiesel, que se atrela à indústria sucroalcooleira, pois se trata de um produto da reação de um ácido graxo (presente em diversas oleaginoas e sebo bovino) com o etanol (ou metanol) seria um produto de sinergia entre vários campos: agricultura, educação, economia e transportes, com a fixação da família no campo, ao invés de seu deslocamento e aumento da favelização das cidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nenhum êxito será obtido se houver divórcio entre o meio acadêmico e o empresarial. Este precisa também estar atento às novas idéias e tecnologias e apoiar o acadêmico. Os exemplos da Esalq, IAC, Unesp, USP e Embrapa que em diversos setores alavancaram um sem número de programas que redundaram em produtividade, qualidade, menores custos, novas técnicas de gerenciamento e controle na indústria paulista, estão sendo copiados por outros estados como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O momento agora caberia uma convocação do meio acadêmico para um "Task Force" (força tarefa) para sugestão de modelos na área econômica, agricultura, tributária, química, alimentícia, saúde, saneamento básico, educação, meio ambiente o enfim tudo que redunde em sair da mesmice e aproveitar o momento de crescimento mundial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outros dois potenciais pouco explorados na região: a mandioca que utiliza os mesmos métodos e produtos desde os índios pode gerar um amido modificado para o mercado chinês e o meio ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Ronaldo Araújo&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;é engenheiro químico e atua profissionalmente desde 1979. Trabalhou em cargos gerenciais na área de produção, projetos e processos em grandes empresas do ramo farmacêutico, alimentício e química fina, tais como Bayer, Tate &amp;amp; Lyle, Basf e Cargill. Atuou com políticas de gerenciamento seguindo regras rígidas de qualidade, segurança e meio ambiente, comuns no mundo globalizado e competitivo intra-empresas. Trabalhou nos EUA, como “plant engineer” (“espécie de faz tudo”: manutenção, projetos, processos e produção). Se auto-intitula um “peão de trecho melhorado”. Sua última atuação profissional foi como consultor na Rússia/Ucrânia, num trabalho para hidrolizar a sacarose (açúcar de cana / beterraba) e separá-lo em glucose / frutose através de equipamento industrial de cromatografia líquida.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20823210-113698999750135369?l=artigosblogrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/feeds/113698999750135369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20823210&amp;postID=113698999750135369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113698999750135369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20823210/posts/default/113698999750135369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosblogrobertomoraes.blogspot.com/2006/01/o-bonde-da-histria.html' title='O bonde da história'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
