Jornalista e profissional de Educação Física
No ano de 2000, concebi um projeto, que na época se transformou, para mim, a menina dos meus olhos e em um grande desafio a sua execução. O Projeto, por mim, intitulado de FESPORTE CAMPOS, consistia no aproveitamento do cais da Lapa para a prática desportiva e promoção de eventos esportivos e culturais, como shows, por exemplo. É um amplo projeto que comportava eventos esportivos dentro da quadra, como: futevolei, duplas de vôlei, beach soccer e frescobol. Dentro do Rio Paraíba: Travessia de natação, regatas diversas, como: de laser, de remo, de caiaque, de caíque, desafio de jet sky e Wind surf. Na orla: apresentações de artes marciais, corridas rústica e procedimentos de medição de pressão arterial, glicemia e peso ideal. De um dia para o outro, ou seja, de sábado para domingo, um show popular regional.
Para tanto, o projeto previa a construção de uma “Arena Esportiva”, ou seja, uma infra-estrutura composta de arquibancadas, palco, quadra de areia macia e limpa e quiosques - que poderiam ser até tendas, para medições de pressão arterial, glicemia e peso ideal, através do fracionamento das medidas de composição corporal, de forma informatizada, para fornecer dados e dicas, com vistas à melhoria da saúde, bem estar e qualidade de vida da população.
Na ocasião, da elaboração deste projeto, apresentei-o a Carjopa, que tinha como então presidente, o empresário Marcelo Diegues. Marcelo adorou o projeto, porém a entidade que dirigia estava no seu começo e não dispunha de recursos capazes para transformá-lo em realidade.
Apresentei-o, então, a Kaiser, que após análise dos diretores da empresa, também fizeram uma avaliação positiva de sua execução, sugerindo, inclusive, que trouxesse a Dora Bria, campeã mundial na época de Wind Surf e, por demais, presente na grande mídia nacional, para agregar mais valor ao evento.
No entanto, a distribuidora da Kaiser estava em vias de mudança da nossa cidade e, o meu tão sonhado projeto, mais uma vez, ficou engavetado.
Quero registrar que este projeto foi apresentado a essas duas instituições e, deixado com os seus respectivos dirigentes, a cópia do mesmo. Esses empresários, em momento algum, se apoderaram do mesmo e, tão pouco, executou algo parecido com o que lhe foi apresentado e deixado com eles. Demonstraram ética, no sentido amplo da palavra.
Pois bem, na coalizão política partidária que o Prefeito Alexandre Mocaiber se propôs a fazer, o PSDB foi um dos partidos avocados a compor sua base política. O ex- deputado Paulo Feijó, embora na época sem partido, mas que apoiou o Prefeito Alexandre Mocaiber, no segundo turno das últimas eleições municipais, foi agraciado com a oportunidade de indicar um dos seus correligionários, para dirigir a Fundação Municipal de Esporte. Dessa forma, Feijó indicou o empresário e ex-sargento do Exército, Ivanildo da Silva Cordeiro, para assumir a pasta da Fundação Municipal de Esportes de Campos.
Minha expectativa foi tremenda, vibrei como se tivesse sido eu o indicado, uma vez que, tratava-se de um amigo de mais de 20 anos, que apoiei para deputado estadual, na campanha de 1995 ou 1996, não me lembro bem, e que sempre tive um excelente relacionamento de amizade comigo.
Contudo, minha decepção começou quando nem convidado para sua posse eu fui. Mas, não fiquei magoado, poderia ter sido esquecimento do amigo de mais de 20 anos. Quando o procurei para lhe requisitar um apoio para um evento aquático, o mais tradicional de Campos, que já desenvolvia há sete anos sem contar com o mínimo de apoio da municipalidade, minha decepção aumentaram um pouco mais. Dificuldades de todos os tipos foram, pelo presidente e seu tesoureiro apresentado, e o apoio, por mim, requisitado, tornaram-se quase que impossível.
O resultado é que não obtive o apoio para este tradicional evento, verdadeiramente de base, que fomenta a natação de nossa cidade, pois reúne em cada uma das suas etapas, uma média de 500 crianças, de faixa etária compreendida entre 1 a 18 anos, de mais de 25 Instituições, dentre as quais: projetos sociais, clubes, academias, condomínios, escolas públicas de variadas localidades, como Travessão e Martins Laje, e que sempre foi realizado com o maior zelo e organização. Todas as 31 etapas, ao longo dos 7 anos e meio de realização, foram coroadas de pleno sucesso. Foi uma falta de visão desportiva imperdoável do Presidente da FME e seu tesoureiro.
Em outra ocasião, fui até ao presidente da FME, requisitar um apoio para realização da 2ª Corrida de Travessão. Novamente, dificuldades outras, foram impostas. Mesmo assim, fui por diversas vezes à sede da FME, inclusive, certa vez, acompanhado da Diretora do Colégio Estadual Nelson Pereira Rebel, profª Zamite Barreto, para tentar o apoio, que só aconteceu quando procurei o Feijó e relatei as dificuldades que estava tendo para o meu pleito. Diga-se de passagem, que nesta corrida rústica a previsão de participarem mais de duzentos corredores se concretizou, e o próprio presidente da FME, foi testemunha ocular não só do quantitativo de participantes, mas da sua organização séria e profissional, com apuração informatizada, algo inédito em nossa cidade, e a presença de atletas de vários outros municípios. Ressalte-se, por importância, que neste evento a verba destinada mal deu para cobrir os custos da corrida e que foi gerenciada pela diretora da instituição. Só para reforçar: eu, Vitor, não ganhei absolutamente nada em termos financeiros, nenhum centavo. Ganhei sim, e fiquei imensamente satisfeito, a felicidade de ter realizado mais um importante evento esportivo, de inclusão social e de integração, que contou com a presença de componentes do Grupo da Terceira Idade de Travessão, e do maratonista mais idoso do mundo- Sr. Tuplet Vasconcelos (94 anos) - na minha carreira profissional.
Mas, a minha maior decepção foi quando vi aquele meu tão sonhado projeto da Arena Esportiva – O FESPORTE Campos, começar a ser executado pela FME, sem ao menos me ter conhecimento. Ao encontrar, por um acaso do destino, na Semana do Meio Ambiente, no Centro de Campos, já sabedor da intenção do presidente da FME, em realizar aquele evento, que lhe apresentei na véspera da sua posse, indaguei-o sobre seu procedimento antiético. O presidente, então, desconversou e mudou o assunto.
Como se não bastasse essa atitude antiética, que não condiz com qualquer ser humano, muito menos, com um Gestor Público, comecei a ser difamado por ele, com adjetivos pouco agradáveis, como: desequilibrado, doente e criminoso.
Mas DEUS é magnânimo! Consegui uma mão amiga na Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Tecnologia, na pessoa do secretário, Dr. Rockfeller Felisberto de Lima, e de seu subsecretário, Sr. Marcelo Queiroz, dois jovens dinâmicos e de grande visão. “Abri” a porta do Turismo para realizar importantes eventos esportivos, que serviram de poderosas ferramentas, para se alavancar o Turismo em Farol de São Thomé e Lagoa de Cima, mobilizando os idosos de Campos e atletas de renome Internacional e de toda Região.
Aí minha decepção, já se configurando em mágoa, majorou, quando o Presidente da FME, talvez, envergonhado, enciumado, invejado, ou sei lá que sentimento baixo lhe possuiu, passou a tentar fechar as portas que abri na Secretaria de Turismo.
Graças a DEUS, essas suas atitudes só têm colaborado para que sua personalidade e caráter sejam, cada vez mais, do conhecimento público, não obtendo eco nenhum junto aos seus interlocutores, que estão constatando a seriedade e o profissionalismo que, modesta à parte, faz parte da minha personalidade e caráter.
E a Arena da Lapa, o meu “FESPORTE” Campos, que pena! Passou a ser considerado um Elefante Branco, estando na maior ociosidade há quase um mês.
Sua efetivação se constituiu num verdadeiro fracasso, executado nas “coxas” e em cima da hora, a dois dias do previsto, as festividades de São Salvador. De lá, para cá, a “Arena da Lapa”, ficou abandonada, a mercê de traficantes e de usuários de drogas da comunidade que controla o tráfico nas imediações.
Uma tristeza para mim e acredito, que para toda população campista. E o que agrava, mais ainda, essa situação, é que o “ELEFANTE BRANCO DA LAPA” está sendo bancado com o erário público, ou seja, com o meu dinheiro, com o seu e o de toda população de Campos.
Mas, como tudo na vida, é passível de mudanças, quem sabe o presidente da FME, não coloca a mão na consciência e vislumbre que tudo na vida é passageiro. Que não vale a pena ficar de “sapato alto” e jogar no lixo da sua vaidade as antigas, verdadeiras e fiéis amizades, construídas ao longo de décadas, com parceiros que começaram juntos, com todas as dificuldades e, como diz o dito popular: “comendo o pão que o diabo amassou”.
Que o Bom DEUS lhe abra seu coração e descortine sua visão obscurecida pela arrogância, ostentação, vaidade e presunção que o Poder cega.
Para finalizar quero dizer, que apesar da decepção e da mágoa que, no momento, sinto, não posso alimentar esses sentimentos dentro do meu Ser, sob o risco de não ser digno de galgar o Reino de DEUS e proporcionar combustível para qualquer tipo de doença. Torço pelo seu sucesso e, todos os dias faço emanações das melhores vibrações de positividade para o amigo Ivanildo Cordeiro.
Mas, por derradeiro, peço-lhe, encarecidamente, em nome de DEUS e dos meus quatro filhos: Ivanildo, deixe-me trabalhar!