Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e ecologista
lfmunizz@gmail.com ; http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
28/Abril/2009
Muitas pessoas se perguntam hoje: o que há com o tempo? Por que será que o dia nos foge como água entre os dedos e não conseguimos realizar boa parte de nossos planos? Estamos com isso permitindo o avanço gradual e sistemático da ansiedade, do estresse e da incompreensão?
Existem teses mirabolantes tentando tratar do tema, algumas até se reportam a um fenômeno denominado “Ressonância Schumann”, que teria como eixos centrais: a Ionosfera, a superfície da Terra, a Biosfera, a degradação ambiental e o movimento de rotação do planeta. Entretanto, tal assunto eu não irei abordar aqui. Se você ficar curioso, tente uma breve pesquisa no “google”, você irá gostar, acredite!
O que me chama mais atenção hoje, na verdade, é o avanço desmedido da ignorância associada à velocidade da informação! Não aquela do ignorante porque é abrutalhado, traçado para lutas medievais – esta também avança –. Mas aquela que vem se ampliando e transformando, velozmente, as nossas crianças e jovens, em seres alienados e que ignoram absolutamente a realidade terrena da humanidade e a dimensão espaço / tempo da Terra.
No âmago da velocidade das informações, e dos fatos pós-modernos, há uma inegável pandemia da ignorância invadindo e solapando a sociedade humana, como uma febre. Por mais que a Internet facilite os acessos, as redes neurais – em nosso cérebro – formatadas por nossas famílias e nossas escolas, não assimilam a informação como mais um componente para o conhecimento. Pelo contrário, as informações são mais importantes. Elas são postas em série, como tábuas rasas flutuantes, desconectadas entre si na imensa superfície de um mar desconhecido, de competições pessoais e de possibilidades virtuais intangíveis, rumo a um futuro, sempre maior e glorioso – ad infinitum –!(?) Do conhecimento de fato, pouco sobrevive!
Enquanto as autoridades elaboram estratégias de ações na árdua tarefa de combate à fenomenal crise sistêmica atual: a financeira, a política e a ecológica, por meio de modelos ultrapassados e insustentáveis – porque privilegiam o poder, o mercado e o lucro em detrimento dos valores humanos e ambientais mais prementes –; os demais bilhões de humanos, particularmente os jovens, assistem atônitos, apáticos e impotentes aos reveses radicais do avanço da incompreensão entre os humanos, do desemprego, das gripes dos “porcos”, das tormentas climáticas, dos suicídios absurdos entre jovens índios brasileiros, da pobreza infernal em escala global, do avanço feroz da insegurança pública, etc.
Seria belo, se não fosse trágico, assistir os nossos jovens, meninos e meninas adormecidos pelos sonhos virtuais desconexos, seja em baladas ou em buscas pela arte mais radical, ou pela música perfeita ou ainda por experiências sexuais mais transcendentes, etc. Mas o que se passa agora é irremediável! A humanidade em risco iminente, diante das mudanças ambientais e sociais inevitáveis, requer a urgência de mentes complexas, sábias, tolerantes e capazes de se articular, para tentar dar conta dos mínimos na ousadia do caos...Entretanto, perdemos os rumos e tudo indica o final de um tempo!
Os nossos jovens abandonaram “o front” dos movimentos naturais de renovação e aperfeiçoamento sociais – vitais para o prosseguimento de nossa espécie –. A visão crítica natural e os ideais inovadores lhes foram tomados pela torpeza das gerações anteriores, e como órfãos abandonados na ignorância dos tempos, optaram pelos prazeres mais fáceis da droga entorpecente, do consumo excessivo e do sexo precoce desmedido. Ao mesmo tempo, os velhos pensadores e ativistas de outrora não mais seduzem e nem mais esboçam sentidos coletivos de mobilização. Eles também envelheceram e perderam os rumos em egos demasiados ou em instâncias do Estado decadente. As Famílias? Nem pensar, elas foram decapitadas! Por outro lado, a Imprensa mantém-se fiel aos donos do capital, enquanto as Igrejas, retardam o motim social dos que estão às margens do mercado!
Daí o abissal distanciamento do agora, do sentido de tudo – em nossas vidas pessoais e coletivas –, do o quê fazer diante de tanto o quê fazer, num contexto humano e num tempo planetário, incertos e incapazes de se afinar!?
É provável que os jovens, por intuição, estejam de fato respondendo à altura da aspereza da magnífica tarefa a ser cumprida por todos e por cada um, quem sabe?! Talvez! Afinal, diante das hordas corruptas e gananciosas, liderando profundamente nas entranhas da sociedade pós-moderna em ruínas, somente aguardando o fim da “festa”, para, entre possíveis sobreviventes bêbados e maltrapilhos, tentar um reencontro com Gaia! Alguns afirmam: “Será por demais tardio!”.
Este espaço está destinado a hospedar artigos, entrevistas e álbuns de fotos que serão publicados e divulgados no blog do Roberto Moraes e tem como objetivo estimular o debate de idéias.
quinta-feira, abril 30, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
Os especuladores e o trabalho no Brasil
Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com
http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 21/03/2009.
Levei anos para começar a entender as lógicas do mercado e dos especuladores mundo afora, e continuo aprendendo. Passei por caminhos complexos num sistema educacional pouco visionário, numa sociedade praticamente manipulada pelos poderes, quase absolutos, dos grandes veículos de comunicação de massa – como a grandiosa Rede Globo – e numa região castigada, historicamente, pelo coronelismo político em simbiose perfeita com uma indústria canavieira estagnada no séc. XVIII.
Não fosse a oportunidade criada, nas décadas de 70 e 80, pela Petrobras na Bacia de Campos, tanto eu como centenas de outros jovens técnicos, formados pela antiga Escola Técnica Federal de Campos – ETFC, estaríamos à mercê dos refluxos perversos do capital e do mercado. Poucas famílias da classe média tinham, naquele tempo, visão e ou condições de oferecer aos seus filhos outras oportunidades de prosseguir os estudos na capital do Estado. Assim, a expansão da Petrobras no norte-fluminense foi, desde então, a possibilidade real de redenção, no interior do Rio de Janeiro.
Em 1979 eu ingressei como técnico na antiga Companhia Brasileira de Energia Elétrica – CBEE, que depois passou a ser CERJ – Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro, naquela ocasião uma empresa estatal vinculada ao Estado do Rio. Saí da CERJ (1982) antes dela ser privatizada, anos depois, por um grupo chileno. Logo que assumiu, demitiu 80% da força de trabalho (anos 90), trazendo alguns profissionais do Chile para operar, em nome da “eficiência” e da “redução de custos”. Vi o mesmo acontecer com os técnicos da antiga TELERJ, uma empresa estatal de telefonia do Estado do Rio, também privatizada, que promoveu demissões em massa, terceirizando apenas alguns daqueles que já eram funcionários.
Se a turma do Fernando Henrique Cardoso tivesse emplacado mais um mandato em 2002, na Presidência da República, a Petrobras teria sido privatizada, sem sombra de dúvidas, bem como Furnas e o Banco do Brasil, dentre outras, e tudo isso com o apoio irrestrito da Rede Globo, comandada pela formadora de opinião, Miriam Leitão e cia. Penso que o Brasil estaria hoje em péssimos lençóis!
Em recente artigo publicado pelo Jornal do Brasil (06/03/09) na coluna “Coisas da Política” o sempre antenado e brilhante Mauro Santayana, comentando sobre o pronunciamento do Presidente Lula, a respeito da crise financeira mundial, no Conselho Federal de Desenvolvimento Econômico e Social (no dia anterior), afirma categoricamente:
“O presidente poderia ter sido mais veemente, ao se referir ao governo anterior, mas diluiu a sua crítica dentro do contexto da globalização neoliberal. Ele poderia ter dito, por exemplo, que com todas as dificuldades brasileiras naquela quadra, o país era dos poucos que dispunham de condições para resistir aos ucasses de Washington. Mas ocorreu o contrário: cumprimos, sem reservas, as “lições de casa” cobradas pelo Consenso de Washington.”
Desde que o tremor desta crise global foi sentido em todo o planeta, a partir do último trimestre de 2008, cujo epicentro foi e é a velha famosa: Wall Street em Nova York, que os formadores de opiniões “globais” do Brasil, encabeçados pela Miriam Leitão, vêm demonstrando uma enorme frustração, uma surpresa estupenda com o “deus mercado”, agora encarnado! Eles (particularmente ela) mergulharam numa depressão juvenil, tamanho o gigantismo dos absurdos das fraudes construídas e arquitetadas pelos especuladores-mor em trilhões de dólares, logo lá(?): no ninho das águias de cabeça branca! Os “caras” sempre foram tidos como “o exemplo” a ser seguido!(?) Aquilo sim é que é sociedade livre e democrática?! O mercado é de fato quem regula o capital e o trabalho!?
As bases atuais do sistema neocapitalista ruíram de fato e de vez sim! Mesmo que, para alguns, o entendimento seja no sentido do papel cíclico e renovador do sistema. Pois eu diria, que o custo sócio-ambiental tem sido insuportável para bilhões de humanos, em particular para os pobres, os trabalhadores e para a biosfera.
O próprio verbo “especular” já inspira em si mesmo uma idéia de não-trabalho, de falsidades, de enriquecimento fácil e de espertezas antiéticas, onde somente estruturas estatais seriam competentes para o controle da ganância, sempre ilegal, presente e oculta na fachada elegante desta gente. A mesma que conseguiu a façanha de um rombo de trilhões de dólares e que vem fazendo da insanidade burguesa, da irresponsabilidade coletiva e da fraude sem limites, os objetos de desejo, mais adorados, pela maioria dos formadores de opinião em todo o mundo!
O Mauro Santayana finaliza o seu texto, de dias atrás, afirmando o seguinte sobre o governo Fernando Henrique Cardoso, o Consenso de Washington e a Crise atual:
“O Estado se demitiu de seus deveres para com o povo, a fim de garantir a liberdade irrestrita do mercado. O governo privatizou o que quis, violando todas as regras do bom senso e da ética, desfazendo-se de um patrimônio construído por todas as gerações de brasileiros, a troco do desemprego, do endividamento, da miséria. Disse o presidente que a crise não pode ser pretexto para mais sacrifícios dos trabalhadores, e só com investimentos maciços e diretos do Estado será possível recuperar os empregos e, com eles, os salários perdidos nos últimos meses.”
Não fosse a obstinada e perseverante luta dos trabalhadores brasileiros em prol das conquistas legais e dos direitos sociais numa atmosfera de Estado Democrático de Direitos e Deveres, o Brasil não estaria hoje sendo visto pelo mundo como uma ilha de prosperidade e de segurança financeira. A riqueza gerada por aqui é fruto do suor de milhões de anônimos(as) brasileiros(as), que persistem e superam, noite e dia, na árdua labuta de quem privilegia o trabalho, a alegria e a fé no amanhã, em detrimento à violência e ao caos social. Mesmo tentados, permanentemente, pelas mazelas abissais da corrupção crônica e descarada, que insiste em se alastrar pelos meandros do público e do privado, e, que perpassa, há décadas, todos os Poderes da República!
lfmunizz@gmail.com
http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 21/03/2009.
Levei anos para começar a entender as lógicas do mercado e dos especuladores mundo afora, e continuo aprendendo. Passei por caminhos complexos num sistema educacional pouco visionário, numa sociedade praticamente manipulada pelos poderes, quase absolutos, dos grandes veículos de comunicação de massa – como a grandiosa Rede Globo – e numa região castigada, historicamente, pelo coronelismo político em simbiose perfeita com uma indústria canavieira estagnada no séc. XVIII.
Não fosse a oportunidade criada, nas décadas de 70 e 80, pela Petrobras na Bacia de Campos, tanto eu como centenas de outros jovens técnicos, formados pela antiga Escola Técnica Federal de Campos – ETFC, estaríamos à mercê dos refluxos perversos do capital e do mercado. Poucas famílias da classe média tinham, naquele tempo, visão e ou condições de oferecer aos seus filhos outras oportunidades de prosseguir os estudos na capital do Estado. Assim, a expansão da Petrobras no norte-fluminense foi, desde então, a possibilidade real de redenção, no interior do Rio de Janeiro.
Em 1979 eu ingressei como técnico na antiga Companhia Brasileira de Energia Elétrica – CBEE, que depois passou a ser CERJ – Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro, naquela ocasião uma empresa estatal vinculada ao Estado do Rio. Saí da CERJ (1982) antes dela ser privatizada, anos depois, por um grupo chileno. Logo que assumiu, demitiu 80% da força de trabalho (anos 90), trazendo alguns profissionais do Chile para operar, em nome da “eficiência” e da “redução de custos”. Vi o mesmo acontecer com os técnicos da antiga TELERJ, uma empresa estatal de telefonia do Estado do Rio, também privatizada, que promoveu demissões em massa, terceirizando apenas alguns daqueles que já eram funcionários.
Se a turma do Fernando Henrique Cardoso tivesse emplacado mais um mandato em 2002, na Presidência da República, a Petrobras teria sido privatizada, sem sombra de dúvidas, bem como Furnas e o Banco do Brasil, dentre outras, e tudo isso com o apoio irrestrito da Rede Globo, comandada pela formadora de opinião, Miriam Leitão e cia. Penso que o Brasil estaria hoje em péssimos lençóis!
Em recente artigo publicado pelo Jornal do Brasil (06/03/09) na coluna “Coisas da Política” o sempre antenado e brilhante Mauro Santayana, comentando sobre o pronunciamento do Presidente Lula, a respeito da crise financeira mundial, no Conselho Federal de Desenvolvimento Econômico e Social (no dia anterior), afirma categoricamente:
“O presidente poderia ter sido mais veemente, ao se referir ao governo anterior, mas diluiu a sua crítica dentro do contexto da globalização neoliberal. Ele poderia ter dito, por exemplo, que com todas as dificuldades brasileiras naquela quadra, o país era dos poucos que dispunham de condições para resistir aos ucasses de Washington. Mas ocorreu o contrário: cumprimos, sem reservas, as “lições de casa” cobradas pelo Consenso de Washington.”
Desde que o tremor desta crise global foi sentido em todo o planeta, a partir do último trimestre de 2008, cujo epicentro foi e é a velha famosa: Wall Street em Nova York, que os formadores de opiniões “globais” do Brasil, encabeçados pela Miriam Leitão, vêm demonstrando uma enorme frustração, uma surpresa estupenda com o “deus mercado”, agora encarnado! Eles (particularmente ela) mergulharam numa depressão juvenil, tamanho o gigantismo dos absurdos das fraudes construídas e arquitetadas pelos especuladores-mor em trilhões de dólares, logo lá(?): no ninho das águias de cabeça branca! Os “caras” sempre foram tidos como “o exemplo” a ser seguido!(?) Aquilo sim é que é sociedade livre e democrática?! O mercado é de fato quem regula o capital e o trabalho!?
As bases atuais do sistema neocapitalista ruíram de fato e de vez sim! Mesmo que, para alguns, o entendimento seja no sentido do papel cíclico e renovador do sistema. Pois eu diria, que o custo sócio-ambiental tem sido insuportável para bilhões de humanos, em particular para os pobres, os trabalhadores e para a biosfera.
O próprio verbo “especular” já inspira em si mesmo uma idéia de não-trabalho, de falsidades, de enriquecimento fácil e de espertezas antiéticas, onde somente estruturas estatais seriam competentes para o controle da ganância, sempre ilegal, presente e oculta na fachada elegante desta gente. A mesma que conseguiu a façanha de um rombo de trilhões de dólares e que vem fazendo da insanidade burguesa, da irresponsabilidade coletiva e da fraude sem limites, os objetos de desejo, mais adorados, pela maioria dos formadores de opinião em todo o mundo!
O Mauro Santayana finaliza o seu texto, de dias atrás, afirmando o seguinte sobre o governo Fernando Henrique Cardoso, o Consenso de Washington e a Crise atual:
“O Estado se demitiu de seus deveres para com o povo, a fim de garantir a liberdade irrestrita do mercado. O governo privatizou o que quis, violando todas as regras do bom senso e da ética, desfazendo-se de um patrimônio construído por todas as gerações de brasileiros, a troco do desemprego, do endividamento, da miséria. Disse o presidente que a crise não pode ser pretexto para mais sacrifícios dos trabalhadores, e só com investimentos maciços e diretos do Estado será possível recuperar os empregos e, com eles, os salários perdidos nos últimos meses.”
Não fosse a obstinada e perseverante luta dos trabalhadores brasileiros em prol das conquistas legais e dos direitos sociais numa atmosfera de Estado Democrático de Direitos e Deveres, o Brasil não estaria hoje sendo visto pelo mundo como uma ilha de prosperidade e de segurança financeira. A riqueza gerada por aqui é fruto do suor de milhões de anônimos(as) brasileiros(as), que persistem e superam, noite e dia, na árdua labuta de quem privilegia o trabalho, a alegria e a fé no amanhã, em detrimento à violência e ao caos social. Mesmo tentados, permanentemente, pelas mazelas abissais da corrupção crônica e descarada, que insiste em se alastrar pelos meandros do público e do privado, e, que perpassa, há décadas, todos os Poderes da República!
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Acabaram com a Corrida de Santo Amaro?
Vitor Augusto Longo Braz
Presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos (1996 – 2000)
Membro do Conselho Regional de Educação Física – CREF 1 (1999 a 2002)
Professor do IFF (Cefet Campos)
Há alguns dias neste espaço manifestei minha preocupação com a não realização de um evento esportivo dos mais tradicionais de nossa cidade: a Corrida de Santo Amaro. Criada e executada por muitas décadas pelo saudoso desportista Juca Soares, um dos maiores incentivadores do esporte em Campos e que, diga-se de passagem, quando o esporte acontecia e não carecia de recursos públicos.
Pois é, este ano a tradicional Corrida de Santo Amaro não acontecerá. Alegaram na rádio Campos Difusora que era necessário exame, ou atestado médico para os interessados em participar da tradicional prova se inscreverem. Ora, nem as maiores corridas e/ou maratonas do mundo fazem essa exigência. Pelo que sei os participantes preenchem uma ficha de inscrição que já vai com um termo de responsabilidade. Por outro lado, qual médico se arriscaria dizer que fulano ou sicrano não terá algum problema no decorrer da prova. Ademais, quantos interessados em participar das prova teriam condições de conseguir tal atestado médico exigido?
Anunciaram uma maratona (42.195 Km) para o dia 15 de fevereiro. É bom que se saibam que em Campos dá para se contar nos dedos de uma só mão o número de atletas que são treinados e capazes de completar uma prova tão extenuante como uma maratona. E será que os atletas, especialmente os de fora (de outras cidades) que vierem disputar o prêmio (din-din) trarão exame médico?
Não é minha intenção pressionar uma gestão que começou praticamente há alguns dias, tão pouco enfraquecer quaisquer gestores, mas por coerência e dever, como desportista e amigo dos atletas de corrida de rua de Campos, manifesto-me quanto a tamanho descaso e desculpas esfarrapadas pela não realização de um evento esportivo tão esperado e tradicional de nossa cidade.
Por último gostaria de dizer que torço e gostaria que o Governo Rosinha seja considerado o Governo do Esporte "Para Todos". Mas o saudoso Juca Soares deve estar de joelhos pagando penitência a Santo Amaro.
Presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física de Campos (1996 – 2000)
Membro do Conselho Regional de Educação Física – CREF 1 (1999 a 2002)
Professor do IFF (Cefet Campos)
Há alguns dias neste espaço manifestei minha preocupação com a não realização de um evento esportivo dos mais tradicionais de nossa cidade: a Corrida de Santo Amaro. Criada e executada por muitas décadas pelo saudoso desportista Juca Soares, um dos maiores incentivadores do esporte em Campos e que, diga-se de passagem, quando o esporte acontecia e não carecia de recursos públicos.
Pois é, este ano a tradicional Corrida de Santo Amaro não acontecerá. Alegaram na rádio Campos Difusora que era necessário exame, ou atestado médico para os interessados em participar da tradicional prova se inscreverem. Ora, nem as maiores corridas e/ou maratonas do mundo fazem essa exigência. Pelo que sei os participantes preenchem uma ficha de inscrição que já vai com um termo de responsabilidade. Por outro lado, qual médico se arriscaria dizer que fulano ou sicrano não terá algum problema no decorrer da prova. Ademais, quantos interessados em participar das prova teriam condições de conseguir tal atestado médico exigido?
Anunciaram uma maratona (42.195 Km) para o dia 15 de fevereiro. É bom que se saibam que em Campos dá para se contar nos dedos de uma só mão o número de atletas que são treinados e capazes de completar uma prova tão extenuante como uma maratona. E será que os atletas, especialmente os de fora (de outras cidades) que vierem disputar o prêmio (din-din) trarão exame médico?
Não é minha intenção pressionar uma gestão que começou praticamente há alguns dias, tão pouco enfraquecer quaisquer gestores, mas por coerência e dever, como desportista e amigo dos atletas de corrida de rua de Campos, manifesto-me quanto a tamanho descaso e desculpas esfarrapadas pela não realização de um evento esportivo tão esperado e tradicional de nossa cidade.
Por último gostaria de dizer que torço e gostaria que o Governo Rosinha seja considerado o Governo do Esporte "Para Todos". Mas o saudoso Juca Soares deve estar de joelhos pagando penitência a Santo Amaro.
terça-feira, dezembro 30, 2008
E o Farol 2009?
Faltando poucos dias para começar oficialmente a temporada de veraneio na nossa única praia, o Farol de São Thomé, ainda não se tem conhecimento do que acontecerá por lá nos meses de janeiro e fevereiro.
Até ao presente momento não foi feita nenhuma divulgação oficial das atividades esportivas e outras, que tradicionalmente acontecem todos os anos. É fato que existe uma "equipe" de transição que, inclusive, possui um coordenador específico para promoção do Farol 2009 e também um gestor esportivo já investido extra-oficialmente no cargo de presidente da Fundação Municipal de Esportes. Ambos possuem de forma primária (para não dizer urgente) a missão de fazer o Farol 2009 acontecer. Mas até agora nada sabemos.
Sabemos que a nossa cidade passa por momentos difíceis por conta das incessantes chuvas que tem promovido enchentes, destruição, desabrigados, enfim um caos intenso no município. Mas, sabemos também que existe dentro da equipe de transição pessoas com a incumbência de tratar especificamente desta questão.
Alegar falta, ou desconhecimento das verbas disponíveis para promover o Farol de São Thomé e gerar emprego, renda, fomentando a economia local, através do turismo. E, não divulgar um calendário de promoções diversas (inclusive as desportivas) para se dar continuidade ao que foi criado pelo então Prefeito eleito, Sr. Anthony Garotinho, após ter herdado a PMCG do prefeito Zezé Barbosa (adversário político à época), em condições muito mais adversas do que a atual me parece uma certa falta de vontade (ou será incompetência?).
Estranha-me, ainda mais, essa letargia na divulgação das atividades que serão desenvolvidas no verão do Farol, quando acompanhando via meios de comunicação diversos, inclusive pela internet, deparo-me com as seguintes noticias e postagens em blog's diversos. Fiz alguns recortes para ilustrar o que escrevo e transcrevo logo no final do artigo.
Acredito que as pessoas escolhidas pela Prefeita Rosinha, e que tem a responsabilidade de fazer do Verão do Farol 2009 um grande evento, irão se esmerar para isso. Aliás, acredito ser este o primeiro grande teste para eles se manterem num governo que tem prometido ser técnico e competente.
Vitor Longo, 29 dezembro de 2008.
Até ao presente momento não foi feita nenhuma divulgação oficial das atividades esportivas e outras, que tradicionalmente acontecem todos os anos. É fato que existe uma "equipe" de transição que, inclusive, possui um coordenador específico para promoção do Farol 2009 e também um gestor esportivo já investido extra-oficialmente no cargo de presidente da Fundação Municipal de Esportes. Ambos possuem de forma primária (para não dizer urgente) a missão de fazer o Farol 2009 acontecer. Mas até agora nada sabemos.
Sabemos que a nossa cidade passa por momentos difíceis por conta das incessantes chuvas que tem promovido enchentes, destruição, desabrigados, enfim um caos intenso no município. Mas, sabemos também que existe dentro da equipe de transição pessoas com a incumbência de tratar especificamente desta questão.
Alegar falta, ou desconhecimento das verbas disponíveis para promover o Farol de São Thomé e gerar emprego, renda, fomentando a economia local, através do turismo. E, não divulgar um calendário de promoções diversas (inclusive as desportivas) para se dar continuidade ao que foi criado pelo então Prefeito eleito, Sr. Anthony Garotinho, após ter herdado a PMCG do prefeito Zezé Barbosa (adversário político à época), em condições muito mais adversas do que a atual me parece uma certa falta de vontade (ou será incompetência?).
Estranha-me, ainda mais, essa letargia na divulgação das atividades que serão desenvolvidas no verão do Farol, quando acompanhando via meios de comunicação diversos, inclusive pela internet, deparo-me com as seguintes noticias e postagens em blog's diversos. Fiz alguns recortes para ilustrar o que escrevo e transcrevo logo no final do artigo.
Acredito que as pessoas escolhidas pela Prefeita Rosinha, e que tem a responsabilidade de fazer do Verão do Farol 2009 um grande evento, irão se esmerar para isso. Aliás, acredito ser este o primeiro grande teste para eles se manterem num governo que tem prometido ser técnico e competente.
Vitor Longo, 29 dezembro de 2008.
Crise... Ambiental, financeira ou do capitalismo?!
Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e Ecologista - lfmunizz@gmail.com http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 30/12/2008.
Por anos sem fim o capitalismo domou e reciclou as suas desordens congênitas – como a crise atual – com muita guerra e destruição. Esta sempre foi a forma de re-colocar as coisas no seu eixo original, após um ciclo de muita especulação, mentiras e fraudes contra o Estado e os bens públicos. O domínio de uma minoria sempre foi garantido com armas de foto de alto calibre! O modelo imposto pelo capitalismo de mercado sempre fez valer a lógica de uma minoria podre de rica e uma absoluta maioria de marginais, quase sempre incultos e débeis.
Agora, porém, “a porca torceu o rabo” – como se diz na gíria popular! As máquinas de guerra das grandes nações dominantes, em particular os EUA, sofreram baixas fabulosas e inesperadas nos últimos anos...Acostumados a destruir o território “inimigo” e a reconstruí-lo após um “tratado de paz”, forjado com as lideranças locais derrotadas – criando assim a enorme dívida dos mundos subalternos –, os donos do capital viram suas retaguardas serem invadidas pelas tormentas dos céus... Tornados, furacões, terremotos e maremotos causaram nos últimos anos, bilhões de dólares de prejuízos em importantes centros urbanos, expondo déficits que nem mesmo as fraudes recorrentes e criminosas conseguiram esconder. A imprensa, como sempre, se mantém à margem desta dimensão!
Aos neocapitalistas de hoje impõem-se, desde já, uma questão: como promover e garantir uma guerra de dominação diante do caos climático irreversível, de conseqüências imprevisíveis e que ceifa de forma impecável as estruturas vitais tanto dos ricos quanto dos pobres ao mesmo tempo?
Segundo dados recentes publicados pela BBC, somente em 2008 “mais de 220 mil pessoas morreram em todo o mundo vítimas de desastres naturais” e as “perdas financeiras totalizaram cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 475 bilhões) em 2008, bem acima dos US$ 82 bilhões (R$ 195 bilhões) registrados em 2007”.
O rombo agora exposto do mercado financeiro global, com a quebradeira de bancos internacionais e grandes corporações empresariais já era administrado por longa data, numa falsa idéia exponencial de crescimento absoluto e lucros faraônicos, bastava, ao final de cada ciclo, reinventar uma nova guerra para soerguer a fajuta e insustentável lógica capitalista de mercado e dominação. Eis que surge a tal das “Mudanças Climáticas” na retaguarda de todos os processos humanos, impondo novíssimos contextos, debilitando lógicas empresariais refinadas, e expondo de vez a nossa enorme fragilidade sócio-cultural-econômica-ambiental, onde agora, o fator ecológico e climático tem peso irredutível; entretanto, nem os políticos, nem os governos e nem os grandes financistas do mercado de capitais, ainda se deram conta da abrangência da crise que já se instalou veloz!
Não é à toa a evidência em que ficarão os Prefeitos daqui a diante. As pessoas vivem em cidades e não em Estados ou em Nações, antes de tudo elas vivem em comunidades e aglomerados humanos mantidos por sistemas municipais de saúde, educação, saneamento, segurança, alimentação, etc, e serão as cidades as maiores vítimas dos processos de mudanças climáticas anunciados.
As(os) Prefeitas(os) que assumirão a partir de 2009 terão pela frente enormes desafios sócio-eco-ambientais! Creio que não mais será possível uma governança baseada em fatores políticos-partidários tão somente, mas... As equipes técnicas de gestão, controle e fiscalização deverão existir de fato e de carreira pública, previamente concebidas para um cumprimento continuado de metas – urbanas e rurais – afinadas com as urgências sócio-ambientais municipais, intermunicipais, estaduais e federais. De tal forma que as(os) Prefeitas(os) e suas equipes liderem, absolutamente, um processo vital de transformação dos aglomerados humanos em simbiose com as mudanças em curso, não será fácil!!
Antes de tudo será preciso entender que cabe ao Poder Executivo Municipal o papel primordial diante das crises intensas, não somente para socorrer os desabrigados ou famintos, mas também para estabelecer e restabelecer planos de ações preditivas e preventivas, bem como, destinar verbas para os seus cumprimentos reais. Os atores do Executivo não poderão mais se dar ao luxo da baixa qualificação política e técnica, devem pautar as suas prioridades de governo em modelos de gestão mais afinados e antenados com as urgências sócio-ambientais sistêmicas, complexas e irreversíveis já em processo em todo o Planeta. Tomara que assim o façam!!
Advogado e Ecologista - lfmunizz@gmail.com http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 30/12/2008.
Por anos sem fim o capitalismo domou e reciclou as suas desordens congênitas – como a crise atual – com muita guerra e destruição. Esta sempre foi a forma de re-colocar as coisas no seu eixo original, após um ciclo de muita especulação, mentiras e fraudes contra o Estado e os bens públicos. O domínio de uma minoria sempre foi garantido com armas de foto de alto calibre! O modelo imposto pelo capitalismo de mercado sempre fez valer a lógica de uma minoria podre de rica e uma absoluta maioria de marginais, quase sempre incultos e débeis.
Agora, porém, “a porca torceu o rabo” – como se diz na gíria popular! As máquinas de guerra das grandes nações dominantes, em particular os EUA, sofreram baixas fabulosas e inesperadas nos últimos anos...Acostumados a destruir o território “inimigo” e a reconstruí-lo após um “tratado de paz”, forjado com as lideranças locais derrotadas – criando assim a enorme dívida dos mundos subalternos –, os donos do capital viram suas retaguardas serem invadidas pelas tormentas dos céus... Tornados, furacões, terremotos e maremotos causaram nos últimos anos, bilhões de dólares de prejuízos em importantes centros urbanos, expondo déficits que nem mesmo as fraudes recorrentes e criminosas conseguiram esconder. A imprensa, como sempre, se mantém à margem desta dimensão!
Aos neocapitalistas de hoje impõem-se, desde já, uma questão: como promover e garantir uma guerra de dominação diante do caos climático irreversível, de conseqüências imprevisíveis e que ceifa de forma impecável as estruturas vitais tanto dos ricos quanto dos pobres ao mesmo tempo?
Segundo dados recentes publicados pela BBC, somente em 2008 “mais de 220 mil pessoas morreram em todo o mundo vítimas de desastres naturais” e as “perdas financeiras totalizaram cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 475 bilhões) em 2008, bem acima dos US$ 82 bilhões (R$ 195 bilhões) registrados em 2007”.
O rombo agora exposto do mercado financeiro global, com a quebradeira de bancos internacionais e grandes corporações empresariais já era administrado por longa data, numa falsa idéia exponencial de crescimento absoluto e lucros faraônicos, bastava, ao final de cada ciclo, reinventar uma nova guerra para soerguer a fajuta e insustentável lógica capitalista de mercado e dominação. Eis que surge a tal das “Mudanças Climáticas” na retaguarda de todos os processos humanos, impondo novíssimos contextos, debilitando lógicas empresariais refinadas, e expondo de vez a nossa enorme fragilidade sócio-cultural-econômica-ambiental, onde agora, o fator ecológico e climático tem peso irredutível; entretanto, nem os políticos, nem os governos e nem os grandes financistas do mercado de capitais, ainda se deram conta da abrangência da crise que já se instalou veloz!
Não é à toa a evidência em que ficarão os Prefeitos daqui a diante. As pessoas vivem em cidades e não em Estados ou em Nações, antes de tudo elas vivem em comunidades e aglomerados humanos mantidos por sistemas municipais de saúde, educação, saneamento, segurança, alimentação, etc, e serão as cidades as maiores vítimas dos processos de mudanças climáticas anunciados.
As(os) Prefeitas(os) que assumirão a partir de 2009 terão pela frente enormes desafios sócio-eco-ambientais! Creio que não mais será possível uma governança baseada em fatores políticos-partidários tão somente, mas... As equipes técnicas de gestão, controle e fiscalização deverão existir de fato e de carreira pública, previamente concebidas para um cumprimento continuado de metas – urbanas e rurais – afinadas com as urgências sócio-ambientais municipais, intermunicipais, estaduais e federais. De tal forma que as(os) Prefeitas(os) e suas equipes liderem, absolutamente, um processo vital de transformação dos aglomerados humanos em simbiose com as mudanças em curso, não será fácil!!
Antes de tudo será preciso entender que cabe ao Poder Executivo Municipal o papel primordial diante das crises intensas, não somente para socorrer os desabrigados ou famintos, mas também para estabelecer e restabelecer planos de ações preditivas e preventivas, bem como, destinar verbas para os seus cumprimentos reais. Os atores do Executivo não poderão mais se dar ao luxo da baixa qualificação política e técnica, devem pautar as suas prioridades de governo em modelos de gestão mais afinados e antenados com as urgências sócio-ambientais sistêmicas, complexas e irreversíveis já em processo em todo o Planeta. Tomara que assim o façam!!
sexta-feira, novembro 28, 2008
Um rio cada vez mais perto do fim...
Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com - http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 27/11/2008.
De certa forma a catástrofe em Santa Catarina está minimizando o grave crime ambiental cometido pela empresa Servatis, sediada em Resende, responsável pelo vazamento do inseticida Endosulfan, no Rio Pirapetinga, afluente do Rio Paraíba do Sul.
Mesmo com as chuvas torrenciais que caem no dia de hoje (27/11) na região de Campos dos Goytacazes, já há vários locais sem o fornecimento de água potável devido à interrupção da captação pelas concessionárias e o racionamento na distribuição.
Várias comunidades pesqueiras afetadas estão impedidas de trabalhar e nem sabem ao certo quando poderão retornar, pois a ação do inseticida, mesmo tão distante do ponto em que foi despejado pelos criminosos, e mesmo estando tão diluído – devido ao volume do próprio Rio Paraíba do Sul e devido ao volume d’água das intensas chuvas regionais –, continua provocando mortandade de peixes em toda a foz do Paraíba do Sul, e nas praias do município de São João da Barra e de São Francisco do Itabapoana.
Os criminosos ambientais, que inicialmente se omitiram e mentiram sobre a quantidade do produto arremessado no rio, depois admitiram que foi uma quantidade 10 vezes maior do que a declarada, diante de tantos peixes mortos!
Na foz do Rio Paraíba do Sul, em sua margem esquerda, ainda resta um rico e único manguezal, que ano após ano insiste em resistir às agressões infindáveis da ganância e da irresponsabilidade humanas. Boa parte do pescado regional produzido no mar e no próprio Rio Paraíba é resultado do fabuloso serviço de regeneração, desova, criação, alimentação e amortecimento da ação do mar, promovido por este fabuloso ecossistema, o Mangue de Gargaú.
O pior de tudo é que produtos químicos como o inseticida Endosulfan e outros tantos – como aqueles que estavam diluídos na borra despejada pela “Cataguazes Celulose” anos atrás –, além de promoverem mortandade imediata de boa parte da fauna e da flora, entram definitivamente na cadeia biológica de todos os ecossistemas associados ao Rio Paraíba do Sul e de todos os seres que sobreviveram ao evento, incluindo os humanos consumidores de pescados e frutos do mar!!!
Até quando será que o Planeta irá suportar a presença destes mamíferos débeis (os humanos) na Biosfera? Penso que as Mudanças Climáticas, em nítido e veloz processo de desconstrução urbana e rural, já sinaliza bem qual é a sua intenção?! O quê você acha?
Com a palavra o Ministério Público Estadual e Federal, a Feema, as Secretarias de Meio Ambiente, o Ibama, o Prefeito, o Governador, o Ministro do Meio Ambiente, o Poder Judiciário, os Vereadores, os Deputados, o Presidente da República...!!
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com - http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 27/11/2008.
De certa forma a catástrofe em Santa Catarina está minimizando o grave crime ambiental cometido pela empresa Servatis, sediada em Resende, responsável pelo vazamento do inseticida Endosulfan, no Rio Pirapetinga, afluente do Rio Paraíba do Sul.
Mesmo com as chuvas torrenciais que caem no dia de hoje (27/11) na região de Campos dos Goytacazes, já há vários locais sem o fornecimento de água potável devido à interrupção da captação pelas concessionárias e o racionamento na distribuição.
Várias comunidades pesqueiras afetadas estão impedidas de trabalhar e nem sabem ao certo quando poderão retornar, pois a ação do inseticida, mesmo tão distante do ponto em que foi despejado pelos criminosos, e mesmo estando tão diluído – devido ao volume do próprio Rio Paraíba do Sul e devido ao volume d’água das intensas chuvas regionais –, continua provocando mortandade de peixes em toda a foz do Paraíba do Sul, e nas praias do município de São João da Barra e de São Francisco do Itabapoana.
Os criminosos ambientais, que inicialmente se omitiram e mentiram sobre a quantidade do produto arremessado no rio, depois admitiram que foi uma quantidade 10 vezes maior do que a declarada, diante de tantos peixes mortos!
Na foz do Rio Paraíba do Sul, em sua margem esquerda, ainda resta um rico e único manguezal, que ano após ano insiste em resistir às agressões infindáveis da ganância e da irresponsabilidade humanas. Boa parte do pescado regional produzido no mar e no próprio Rio Paraíba é resultado do fabuloso serviço de regeneração, desova, criação, alimentação e amortecimento da ação do mar, promovido por este fabuloso ecossistema, o Mangue de Gargaú.
O pior de tudo é que produtos químicos como o inseticida Endosulfan e outros tantos – como aqueles que estavam diluídos na borra despejada pela “Cataguazes Celulose” anos atrás –, além de promoverem mortandade imediata de boa parte da fauna e da flora, entram definitivamente na cadeia biológica de todos os ecossistemas associados ao Rio Paraíba do Sul e de todos os seres que sobreviveram ao evento, incluindo os humanos consumidores de pescados e frutos do mar!!!
Até quando será que o Planeta irá suportar a presença destes mamíferos débeis (os humanos) na Biosfera? Penso que as Mudanças Climáticas, em nítido e veloz processo de desconstrução urbana e rural, já sinaliza bem qual é a sua intenção?! O quê você acha?
Com a palavra o Ministério Público Estadual e Federal, a Feema, as Secretarias de Meio Ambiente, o Ibama, o Prefeito, o Governador, o Ministro do Meio Ambiente, o Poder Judiciário, os Vereadores, os Deputados, o Presidente da República...!!
domingo, novembro 23, 2008
O mercado e os poetas
Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com
http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 22/11/2008.
Vamos por parte. Primeiro porque os poetas nada têm a ver com os mercados – ou tem? – e segundo, porque para tentar entender pacificamente as lógicas embutidas nos mercados financeiros globais, somente através de um poderoso olhar poético conseguiremos nos guiar na avalanche de lucros, de falências e de notícias.
A morte de um poeta sempre deixa um rastro enigmático de pobreza e de nobreza que destilam incertezas por toda parte... tal qual a ruptura atual dos mercados tem feito com o mundo dos abonados e dos que queriam e querem ser!
A Campos dos Goytacazes que perde Antônio Fernandes, no meio da caótica catinga que exala dos porões da administração direta, ficou muito mais pobre porque estamos num ecossistema já de raros exemplares da espécie “homo-éticus”...e pensar que um futuro promissor só por meio de um significativo aumento da população destes exemplares raros!
Enquanto isso, a América dos “sonhos” dá prosseguimento ao plano engendrado para reduzir drasticamente o avanço dos mundos no seu. Até sangra “galinhas dos ovos de ouro” e sem pena e piedade arremessa milhares nas frias avenidas de NY e Cia. – povo danado! –... tudo em nome de um capitalismo de especulação dos gringos e do freio radical às novas locomotivas globais – Brasil/China/Índia –... e pensar que o rombo nos cofres dos mundos já era administrado desde os tempos da 1ª Grande Guerra dos Mundos!
Somente poetas poderiam imaginar que agora os Estados voltariam a ser fundamentais, pois as dívidas dos danados, construídas à base de mentiras, guerras e muita especulação, agora precisam, urgentemente, ser compartilhadas pelos tolos e entorpecidos das platéias mundo afora...Eureka...agora, a moda não mais é privatizar, mas sim estatizar os rombos dos mundos em nome do prosseguimento das lógicas de convivência pacífica entre o capital e o trabalho...agora, dê a vez a um negro, magro e de complexa experiência genética, pra ver se ele consegue fazer no mundo real herdado, as magias de salvação esperadas pelos mundos aflitos e incertos!
Agora todos querem ajuda real dos Estados – usineiros, industria automobilística, bancos, etc – uma fórmula antiga e universal de apoderarem-se das coisas e dos bens coletivos. O mesmo Estado, levado ao mínimo em recentes tempos atrás, agora ressurge como um deus generoso e farto, de quem se cobra compaixão e perdão... só os poetas não seriam seduzidos pela violência da vingança contra os danados e espertalhões de outrora que enricaram gerações e mais gerações suas, e levaram milhões de humanos e não-humanos às minguas da miséria absoluta em colonizações e extinções abomináveis!
Os efeitos mais dramáticos desta dinâmica global ainda não foram devidamente percebidos pela humanidade, mas uma coisa é certa: nem mesmo os poetas serão poupados nesta transformação inevitável! O problema por aqui ainda é o mesmo: uma garotada entorpecida continua no poder e parece está a anos-luz das urgências de nosso tempo!!
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com
http://luizfelipemunizdesouza.zip.net/
Campos, 22/11/2008.
Vamos por parte. Primeiro porque os poetas nada têm a ver com os mercados – ou tem? – e segundo, porque para tentar entender pacificamente as lógicas embutidas nos mercados financeiros globais, somente através de um poderoso olhar poético conseguiremos nos guiar na avalanche de lucros, de falências e de notícias.
A morte de um poeta sempre deixa um rastro enigmático de pobreza e de nobreza que destilam incertezas por toda parte... tal qual a ruptura atual dos mercados tem feito com o mundo dos abonados e dos que queriam e querem ser!
A Campos dos Goytacazes que perde Antônio Fernandes, no meio da caótica catinga que exala dos porões da administração direta, ficou muito mais pobre porque estamos num ecossistema já de raros exemplares da espécie “homo-éticus”...e pensar que um futuro promissor só por meio de um significativo aumento da população destes exemplares raros!
Enquanto isso, a América dos “sonhos” dá prosseguimento ao plano engendrado para reduzir drasticamente o avanço dos mundos no seu. Até sangra “galinhas dos ovos de ouro” e sem pena e piedade arremessa milhares nas frias avenidas de NY e Cia. – povo danado! –... tudo em nome de um capitalismo de especulação dos gringos e do freio radical às novas locomotivas globais – Brasil/China/Índia –... e pensar que o rombo nos cofres dos mundos já era administrado desde os tempos da 1ª Grande Guerra dos Mundos!
Somente poetas poderiam imaginar que agora os Estados voltariam a ser fundamentais, pois as dívidas dos danados, construídas à base de mentiras, guerras e muita especulação, agora precisam, urgentemente, ser compartilhadas pelos tolos e entorpecidos das platéias mundo afora...Eureka...agora, a moda não mais é privatizar, mas sim estatizar os rombos dos mundos em nome do prosseguimento das lógicas de convivência pacífica entre o capital e o trabalho...agora, dê a vez a um negro, magro e de complexa experiência genética, pra ver se ele consegue fazer no mundo real herdado, as magias de salvação esperadas pelos mundos aflitos e incertos!
Agora todos querem ajuda real dos Estados – usineiros, industria automobilística, bancos, etc – uma fórmula antiga e universal de apoderarem-se das coisas e dos bens coletivos. O mesmo Estado, levado ao mínimo em recentes tempos atrás, agora ressurge como um deus generoso e farto, de quem se cobra compaixão e perdão... só os poetas não seriam seduzidos pela violência da vingança contra os danados e espertalhões de outrora que enricaram gerações e mais gerações suas, e levaram milhões de humanos e não-humanos às minguas da miséria absoluta em colonizações e extinções abomináveis!
Os efeitos mais dramáticos desta dinâmica global ainda não foram devidamente percebidos pela humanidade, mas uma coisa é certa: nem mesmo os poetas serão poupados nesta transformação inevitável! O problema por aqui ainda é o mesmo: uma garotada entorpecida continua no poder e parece está a anos-luz das urgências de nosso tempo!!
Assinar:
Postagens (Atom)